Em curitiba conheci um monte de garotas que iam estudar na capital, com
família, namorados na suas cidades de origem e que se prostituíam apenas
para ter uma vida confortável, comprar roupas de griffe, pagar mordomias etc

Só o supérfluo. Basta ver o site clubesex de curitiba

Acho que são a imagem dos tempos sem ética que vivemos....
Basta ver as propagandas tremendamente erotizadas  veiculadas em qualquer
horário, os escândalos políticos, a dança da garrafa, a garota da capa da
playboy, a miss BBB as meninas atingindo a maturidade sexual cada vez mais
cedo etc....

Valores que preconizam uma vida fácil, sexual climbers ou extremamente
materialista

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Por CELUY ROBERTA HUNDZINSKI DAMÁSIO
Doutoranda em Filosofia (Universidade Paris X - Nanterre)

Fonte: Revista Espaço acadêmico.


Prostituição: problema ou solução?

 

Conheci Sylvie, uma linda jovem de 20 anos, na Universidade em que
estudo. Simpática, estudiosa, inteligente e ... pobre! Vinda do
interior da França, deparou-se com a "Selva de Pedra" que é Paris e
muitas vezes perguntou-se como faria para pagar os estudos e
sobreviver em um lugar onde a solidariedade passa longe. Um dia,
conversando comigo declarou: "Repudiei a idéia de prostituir-me quando
Betty (outra estudante), ao ver minhas dificuldades, relatou o que
fazia dizendo-me que se eu quisesse poderia também... dias depois, eu
estava sentada em um bar em 'Saint Germain des Prés', um homem muito
gentil pediu-me permissão para acompanhar-me no drink, assenti e, após
uma clássica e envolvente conversa, ofereceu-me 450 euros para 
fazermos amor. Imediatamente, disse não, ele se desculpou
levantando-se para partir, então, pensei em minhas dívidas, em Betty,
chamei-o e aceitei... hoje tenho cinco amantes fixos, os quais vejo
uma ou duas vezes ao mês, sustento-me muito bem assim, não é nada de
anormal, só não tenho coragem de ter um namorado porque sentiria-me
enganando-o e isso não é certo...".

Diante desse depoimento fiquei pensativa, não assustada, pois sabemos
que existem coisas piores. Todavia, não soube como reagir. Demonstrei
naturalidade, continuamos amigas e interessei-me pelo assunto. Dizem
que a mais velha profissão do mundo terá vida eterna, no entanto é
deverasmente perseguida. A Europa se encontra em pleno verão e o
número de prostitutas aumenta, sobretudo nos lugares turísticos, como
Paris, Nice, Cap. Ferret, etc.

Em Nice, as prostitutas são, em sua maioria, oriundas dos países do
Leste europeu, como a Rússia. Com idade entre 25 e 30 anos, "fazem
ponto" ao longo da "Promenade des Anglais", principalmente em frente
ao hotel "Negresco", o mais famoso da cidade por hospedar pessoas
ilustres e ricas.

Em Paris, temos, entre outros, o famoso "Bois de Boulogne", onde elas
disputam a clientela com os homossexuais, e "Saint Germain des Prés",
local de jovens estudantes e intelectuais. Aí, encontramos, além de
estrangeiras, um número considerável de estudantes como Sylvie. Elas
ganham entre 200 e 500 euros por parceiro e, segundo elas, não se
desgastam muito pensando em dinheiro, pois o aluguel de um apartamento
de duas peças está em torno de 300 euros por mês, assim, podem estudar
despreocupadas e ainda divertem-se nos finais de semana.

Aparentemente, tudo vai bem. Desse ponto de vista a prostituição é uma
solução, mas a sociedade ainda não vê a profissão com tanta
naturalidade assim. Na verdade, muitos não a consideram como tal. Na
França, não é proibida, mas também não é legal, e o proxenetismo é
considerado infração. Nos Países Baixos, a lei de 28/10/99, que vigora
desde 01/10/00, dá autonomia ao Conselho Municipal para fixar
condições relativas ao exercício da prostituição e abole a condenação
ao proxenetismo desde que a prostituição seja voluntária. A Espanha,
desde 1995, não sanciona o proxenetismo de maneira geral. A Suécia
proíbe os serviços sexuais em todas as circunstâncias: o cliente é
multado e pode pegar até seis meses de prisão (segundo lei de
01/01/99). Do ponto de vista jurídico, somente a Bélgica as tem como
trabalhadoras independentes, e com exceção dos Países-Baixos, a
ausência de reconhecimento jurídico as impede de dispor de uma
cobertura social completa, obrigando-as a fazerem um plano de saúde
particular. No entanto, normalmente, elas pagam impostos, pois isso
independe da legalização da atividade.

Tenho visto que elas vivem de maneira equilibrada, mas, mesmo Sylvie
admite a falta de coragem de ter uma relação de verdade, demonstrando,
assim, que elas não estão tranqüilas em todos os sentidos; além disso,
apesar das precauções, o risco de doenças as inquietam um pouco.
Também escondem o "métier", apesar de muitas afirmarem ser um trabalho
como outro qualquer.

A questão das adolescentes nesse mercado, cujo número vem aumentando,
preocupa os europeus. A pena é mais pesada quando se trata de menores
de 16 anos. Alguns afirmam que o fato de ainda existirem prostitutas
adolescentes estimula a pedofilia, que tem sido motivo de grande
inquietação nos últimos tempos.

Há um certo apoio à essas mulheres, que muitas vezes são chamadas
"vítimas" (o que indica a não aceitação da profissão). Existem
associações que se ocupam disso, além de várias entidades que ajudam
em casos difíceis, como violências e agressões físicas ou morais.
Entretanto, elas continuam a ser acusadas de atentado ao pudor,
causadoras de desordem, destruidoras de lares, etc.

Apoiadas ou compreendidas por uns, apedrejadas ou desprezadas por
outros, elas suscitam-me a vontade de saber se existe uma sociedade em
que isso é, ou pode ser resolvido. Qual o tipo de política capaz de
exterminar o problema? Se não há um problema, mas se é a solução para
as jovens pobres, onde elas poderão se encaixar jurídica e socialmente
para serem aceitas? A questão continuará a atravessar séculos sem
resposta plausível, mesmo em épocas e países desenvolvidos? Porque o
ser humano é tão incapaz diante de fatos tão corriqueiros? Quais as
propostas políticas concretas para esses tipos de "desvios" sociais?
Onde e quando teremos uma economia adequada, eficiente, (e porque não
perfeita?) para resolvermos a crise que uns dizem estar na Europa,
outros nas Américas, outros, ainda, no mundo inteiro? Se procurarmos
as respostas, isso já será um começo; se começarmos, convém que
almejemos um fim...

CELUY ROBERTA HUNDZINSKI DAMÁSIO
         







Só reenvie à lista o estritamente necessário para a compreensão de tua
mensagem. Apague o restante.





---

Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages

Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages
 
Yahoo! Groups Links

<*> To visit your group on the web, go to:
    http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/

<*> To unsubscribe from this group, send an email to:
    [EMAIL PROTECTED]

<*> Your use of Yahoo! Groups is subject to:
    http://docs.yahoo.com/info/terms/
 


Responder a