"Lula inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações -
deve estar arrependido dessa bondade."
 
Não entendi a bondade....Se as acusações são sérias e ele tinha chance de reabrir o caso e punir os culpados, porque não o fez?
 
[]s
Paulo Lopes


Paulo Sérgio Pinto <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Caro Rubão,
> Fora isso, voce está ignorando completamente o resto
> do que eu escrevi: o PSDB tinha (e tem) um projeto
> de Brasil, nao apenas um projeto de poder. Bem ou mal,
> eles estavam modernizando e tentando colocar um pouco
> de ordem nesse imenso Bananão. E teriam agora a opor-
> tunidade de corrigir inumeros erros que cometeram antes.
>
O projeto do PSDB&PFL para o Brasil era tornar todos os seus dirigentes
riquíssimos às custas dele. Sei que você é um total desmemoriado
político, mas acho que vale a lista abaixo numa tentativa, que sei a
priori fracassada, de tentar aclarar um pouco o sua pobre e esquecida
mente. Acho que a lista contém algumas poucas injustiças, mas 90% dela é
a melhor expressão da verdade: Aprenda de vez: o governo FHC nunca foi
mais honesto do que o do Lula, mas sim muito mais bem "blindado" contra
investigações que pudessem trazer à tona as próprias patifarias
.
----------------------------------------------------------
Fatos a respeito da pretensa probidade dos 8 anos FHC:

SIVAM: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e
tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação
do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) derrubaram um ministro
e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso,
após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e
resultou apenas num relatório com informações requentadas ao
Ministério Público.

PASTA ROSA: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos
bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do
Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro
(PROER), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa
jogada política para favorecer o seu aliado Antônio Carlos
Magalhães, vulgo ACM. A CPI instalada não durou cinco meses,
justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o
conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados
subornados pelo Econômico.

PRECATÓRIOS: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no
pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (DNER).
Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios
para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à
União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do
órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para
investigar o caso.

COMPRA DE VOTOS: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte
suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a
reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos
do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do
projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do
partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.

DESVALORIZAÇÂO DO REAL: Num nítido estelionato eleitoral, o governo
promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar,
socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com
vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma
CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por
pressão da bancada governista.

PRIVATARIA: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no
BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros,
ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco.
Eles articulavam o apoio a PREVI, Caixa de Previdência do Banco do
Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha
como um dos donos o tucano Pérsio Arida. A negociata teve valor
estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar
a instalação da CPI.

CPI DA CORRUPÇÃO: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda
bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra
a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera
federal, que depois se concentraram nas falcatruas da SUDAM
privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro
Eduardo Jorge. A imundície no ninho tucano novamente ficou impune.

EDUARDO JORGE: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi
alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de
verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-
dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de
informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a
Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das
privatizações. Nada foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia
para criticar a "falta de ótica" do governo Lula.

E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as
CPIs.Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República,
Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral".
Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e
outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores,
11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC.Nada foi
apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula
inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações -
deve estar arrependido dessa bondade.
Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva
do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das
denúncias de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua
Polícia Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta
credibilidade. Nesse curto período foram presas 1.234 pessoas, sendo
819 políticos, empresários,juízes, policiais e servidores acusados
de vários esquemas de fraude -desde o superfaturamento na compra de
derivados de sangue até a adulteração de leite em pó para escolas e
creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas em 45
operações especiais da PF.
Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir
Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil
auditorias em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de
apuração ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC,
a Controladoria só passou a funcionar de fato no atual governo, que
inclusive já efetivou 450 concursados para o trabalho de
investigação."A ação do governo do presidente Lula na luta decidida
contra a corrupção marca uma nova fase na história da administração
pública no país, porque ela é uma luta aberta contra a impunidade",
garante Waldir Pires.
Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do
PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente
eleição de Severino Cavalcanti (o bobo da côrte) para presidente da
Câmara, tem interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos
Correios, o tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua
imagem, preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra,
pode ainda ter como subproduto a privatização dos Correios,
acelerando a tramitação do projeto de lei1.491/99, interrompida pelo
atual governo, que acaba com o "monopólio estatal dos serviços
postais."
Conclusão: OK, o atual governo usou da corrupção pra fazer política,
mas o anterior, que hoje evoca a "ética" para desgastar a imagem dos
petistas, passou por vários escândalos de corrupção - e, importante:
nenhum deles devidamente investigado. Quem está mais ganhando nesta
crise não é Roberto Jefferson ou a corja do PFL, que já é
reconhecidamente corrupta.
Mas os tucanos, que estão se saindo com a imagem de éticos, graças
ao esquecimento geral da Nação. Isso poderá se refletir nas eleições
do ano que vem, em que Aécio Neves, Geraldo Alckmin, FHC, José
Serra - ou qualquer outro que concorrer - poderá chegar à
Presidência da República, com todo seu histórico de corrupção na
bagagem.
Nunca devemos nos esquecer que a Cia. Vale do Rio Doce foi vendida
por R$ 3 bilhões de Reais, financiados pelo BNDES, e hoje
vale "somente" 48 bilhões de dólares.
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Hoje estou sem tempo para procurar onde guardei, mas peço-lhe que me
cobre antes das eleições todo o material que tenho sobre a corrupção no
governo FHC, publicado em jornais e revistas estrangeiros. Sei que pouco
adiantará, pois para você TODA a imprensa estrangeira é contra o
PSDB&PFL e comprometida com o PT. Mas eu tentarei.

Um abraço,
Paulo Sérgio Pinto
[EMAIL PROTECTED]com.br



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