Uma vez me disseram que o valor cobrado pelo
jornal impresso ja era lucro, ou seja, se o jornal
nao vendesse um so exemplar, ainda estaria
no lucro, pois toda a receita vinha das propagandas.
(claro que se nao vende nao tera anunciantes,
mas isso eh outra historia)
 
Isso poderia ser corrobrado pelo uso daquelas
maquinas nos EUA, que voce poe uma moeda
e abre a portinha para retirar UM jornal.
 
[][]
Flavio
 
On 8/30/06, Rubens <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

...
Esta materia do The Economist, reproduzida aqui
no Brasil pelo "Valor Economico", ajuda a explicar
um pouco o porque do jornal O GLOBO resolver mudar
(para MUITO pior) a forma como reproduz na internet
o seu jornal impresso...

----------------------------------------------------------
A diferença entre os leitores de internet e os de impressos

Em quase todos os jornais do mundo, a internet traz menos de 10% da
receita e lucro. O grande problema é que os leitores da internet não
estão nem perto de trazer as receitas que os leitores dos jornais
trazem. Quase todos os jornais oferecem seu conteúdo grátis na
internet, portanto, abrem mão, de imediato, do preço de venda que
receberiam com os jornais. As pessoas vêem menos páginas online do
que em jornais, o que torna as edições na web menos valiosas para os
anunciantes.

Gavin O´Reilly, presidente da Associação Mundial de Jornais, em
Paris, diz que os leitores de jornal são muito mais valiosos do que
os leitores de internet, que usam os sites de uma "forma fragmentada
e fortuita". O´Reilly, recentemente, estimou que os jornais precisam
entre 20 e 100 leitores online para compensar a perda de um leitor
de jornal impresso. Muitos donos de jornal diriam que isso é muito
pessimista: um jornal britânico, por exemplo, calcula que um leitor
"impresso" vale dez online.

Atualmente, os jornais se concentram apenas em duas partes do mercado
de anúncios na internet. Ganham pouco ou nada com serviços de busca
na internet, que geram muito mais dinheiro do que os classificados ou
que os anúncios comuns. Nos Estados Unidos, especialmente, a edição
dos jornais na internet depende fortemente dos classificados, exi-
bindo poucos anúncios, segundo Crosbie. Em outros países, o padrão
pode ser o contrário, mas ainda assim, carecem de uma ampla base de
receita com anúncios online. Juan Luis Cebrián, executivo-chefe do
grupo Prisa, dono do "El Pais", por exemplo, diz que o jornal espa-
nhol registra grande crescimento nos anúncios online, mas que possui
poucos classificados.

Por outro lado, os sites dos jornais possuem margens de lucro maiores
do que as dos jornais, por não precisarem pagar pela impressão e
distribuição. O "The Wall Street Journal" é um dos poucos jornais
que cobram pelo seu conteúdo online. Outros podem seguir a idéia,
especialmente se os anúncios perderem força. O modelo de negócios
online ainda é variável, diz Richard Zannino, executivo-chefe da
Dow Jones & Company, editora do Wall Street.

O preço médio do espaço publicitário no jornal impresso atualmente é
apenas três vezes maior do que no "The Wall Street Journal Online",
diz Zannino. No setor como um todo nos Estados Unidos, a média é
entre seis e sete vezes maior. Ele diz que o preço relativo dos
anúncios na web deverá subir.

Mas, a maioria dos jornais ainda depende dos organizadores de notí-
cias. O perigo para os jornais é que todos os seus esforços na
internet apenas sirvam para desacelerar seu declínio. Fazer o
óbvio - ter excelentes sites e vender espaço de anúncios neles
- pode não ser suficiente. Os jornais com mais chances de ter
aumento na receita são os que lançam negócios inteiramente novos
tanto na internet como fora dela.

Alguns lançaram novos negócios ligados ao jornalismo apenas indire-
tamente. A editora norueguesa Schibsted, por exemplo, criou um clube
de emagrecimento chamado Viktklubben.se, usando a marca de seu jornal
"Aftonbladet". O Viktklubben.se cobra 50 (unidades do dinheiro
deles, sei lá qual é...) de cada um de seus 54 mil membros a cada
três meses.

O Telegraph Group, da Grã-Bretanha, usa o "Daily Telegraph" para
vender de tudo, desde travesseiros de pena de ganso e cestas do dia
dos namorados até contratos de seguro. A divisão contribui com cerca
de 30% do lucro total.

"Os jornais terão de entrar em novos negócios e extrair mais valor
de sua audiência", diz Paul Zwillenberg, diretor global de média e
entretenimento da OC&C Strategy Consultants, em Londres. Casos assim,
no entanto, são raros.

A maioria das editoras jornalísticas ainda sustenta que produzir
jornalismo de alta qualidade e distribuí-lo em novas mídias será
suficiente para mantê-los crescendo.

Consultores que assessoram grupos de jornais defendem que precisam
adequar a produção. Pesquisas sobre o gosto dos leitores dos prin-
cipais jornais mostram que as pessoas preferem notícias curtas e
relevantes para eles: reportagens locais, esportes, entretenimento,
tempo e tráfego. Na internet, especialmente, diz Chisholm, os lei-
tores procuram melhorar seu estilo de vida. Longas histórias sobre
relações internacionais estão em baixa entre as prioridades dos lei-
tores - agora, mais ainda, já que a internet permite às pessoas fazer
uma varredura das manchetes internacionais.

De qualquer forma, muitas vezes, a cobertura de notícias, sejam na-
cionais ou internacionais, é quase indistinguível de um jornal a
outro. Essa impressão é exacerbada à medida que os jornais procuram
economizar excluindo repórteres e usando material de agências noti-
ciosas como a Reuters. "Nossa pesquisa mostra que as pessoas procuram
mais coisas úteis nos jornais", observa Sammy Papert, executivo-chefe
da Belden Associates, uma empresa especializada em pesquisas para os
jornais nos EUA. O leitor quer que seu jornal lhe diga como ficar
mais rico e o que deve fazer no fim do dia.

Poucos jornais gostam de ouvir asseverações como essa e tendem a
ignorar as pesquisas pelas quais pagam. Afinal, a maioria dos jor-
nalistas prefere cobrir o Afeganistão a finanças pessoais. Alguns,
entretanto, começam a dar ouvidos. O Gannett, maior grupo mundial
de jornais, tenta dar maior ênfase local a seu jornalismo. Investe
em "mojos" - jornalistas equipados com PCs portáteis. Eles ficam
sempre fora do escritório, encampados em centros da comunidade.

A Morris Communications, de Augusta (Geórgia, nos EUA), recente-
mente, lançou um novo jornal gratuito, distribuído em domicílio,
em Bluffton, uma área de grande crescimento econômico em Beaufort,
Carolina do Sul. Chamado "Bluffton Today", o jornal vem com uma
página de notícias nacionais, uma de internacionais e o restante
de "hiperlocais". O site tem fotos e blogs de leitores e informações
detalhadas da comunidade local.

"Nos anos 40 e 50, os jornais costumavam estar repletos de ´notícias
jantar de frango´, sobre quem discursou no clube ou sobre a filha
que ganhou uma medalha em canoagem", diz Will Morris, presidente da
empresa. "Mas, então, os jornais começaram a perder contato com seus
leitores."

As empresas de jornais mais aventureiras, como a Morris
Communications, mostram-se dispostas a absorver conteúdo e opiniões
de seus leitores. Bem no estilo do "jornalismo-cidadão", do OhmyNews,
da Coréia do Sul, que muitos acreditam ser prenúncio do futuro das
notícias, a norueguesa Schibsted insta seus leitores a enviarem
informações e fotos.

[The Economist e Valor Economico]

.


__._,_.___

---

Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages

Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages





YAHOO! GROUPS LINKS




__,_._,___

Responder a