Sonia
Eu não creio em estatisticas, entre dizer e fazer existe uma grande diferença, mas a corrupção está em toda parte. Todos temos oportunidades diárias de cometer delitos mas poucos são os que fazem, e poucos abrem o bico. A impunidade sim, estimula a má intenção e o povo está muito tolerante à corrupção.
 

 Sonia RO <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
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Falando honestamente. 
De Rosana Hermann. 
Por mais que a estatística seja oficialmente uma ciência matemática as aplicações práticas de levantamento de opinião pública já foram tão manipuladas, corrompidas e mal-interpretadas no mundo inteiro que a pesquisa tem hoje o status da astrologia: existe, mas nem todo mundo acredita. 
Alguns institutos e entidades, porém, ergueram um mastro de credibilidade ao longo dos anos (ou pelo menos se cobriram com o manto da fé) e merecem todo o nosso respeito, especialmente quando os resultados provam aquilo que a gente sempre soube, que o eleitor brasileiro rejeita a corrupção alheia, mas perdoa-a porque, no fundo, ele só é honesto por falta de oportunidade. Vamos às provas. Primeiro, a Universidade de Brasília. 
Estudo da UnB aponta que 87,4% dos eleitores não confiam nos políticos. (Colando este título no Google você encontrará a matéria como primeiro resultado). Isto, em Brasília, a capital federal, coração político do país. Há um ano, uma outra pesquisa em nível nacional, apontava 90% de descrédito na classe. Ou seja, ninguém acredita em político nenhum. Até aí, nenhuma novidade. O resultado mais doloroso vem agora, na pesquisa realizada pelo Ibope. 
Pesquisa revela controvérsias na opinião do eleitor brasileiro sobre corrupção e ética. (Cole o mesmo título no Google também, é o primeiro resultado novamente). A matéria diz que: 
- 69% dos eleitores brasileiros já transgrediram alguma lei ou descumpriram alguma regra contratual, para obter benefícios materiais, de forma consciente e intencional e 
- 75% acreditam que cometeriam pelo menos um dos 13 atos de corrupção avaliados pelo estudo, caso tivessem a oportunidade. 
E agora? 90% dos eleitores desconfiam dos políticos, mas 75% se corromperiam se tivessem a oportunidade, se fossem políticos, por exemplo? O que sobra? 15% de eleitores que são contra a corrupção e não se corromperiam, em princípio, se estivessem no lugar deles? 
Mas se vivemos numa democracia, o governo da maioria, como é que 15% dos eleitores honestos, caso eleitos, poderão acabar com a corrupção no país? 
Não sei explicar politicamente. Nem socialmente. Nem filosoficamente. Mas deve ser por isso que brasileiro odeia matemática. 
Rosana Hermann é cronista do Blônicas. 


Beijos e lambidas,

SoniaRO
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        Itaipava
        31/8/2006

"Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança" 





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