Caro Carlos ,

infelizmente nem a idéia, nem a expressão são minhas, é um "código" lacaniano que talvez, NB : TALVEZ, eu tenha arrumado assim.

nas suas fórmulas quanticas da sexuação, que remonta a desenvolvimentos e ultrapassagens da lógica aristotélica  e  tangencia a lógica inconsistente, Lacan definia A mulher ( assim com A  maíusculo )  e a relação sexual, como impossibilidades - não como não pálpaveis e nem comiveis, i. é : a trepada ( o gozo fálico ) é possível, o atingimento do que se visa através dela é que não é ; a suprema realização do desejo movente, quiça  a Morte, quem sabe...?

mas isto é papo para boi dormir, eu , bovino que sou, me encaminho para o leito pensando numa elegia, de Donne, quem sabe...?


leia com a música de Caetano Velosoao fundo , aqui ela está em letras maiores na poesia ,na letra traída dos Irmãos Campos ( ou seria só um Campo ? )

John Donne

John Donne,
poeta, prosador e clérigo - 1572/1631
Tradução: Augusto de Campos
é

Elegia: indo para o leito

Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
     Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra a vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
     Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.

Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente

A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;

Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
     Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.



Em 19/09/06, ccarloss <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Marco,
 
A sua frase é antológica.
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message -----


correto mas não há avesso, a mulher quando ama é homem

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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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