Oi "Como vocês podem ver, com a bola nos pés, craque, nenhum deles seria."
-- Beijins Fa ------------------------------------------------------------------- "Nunca conheci ninguém podre de rico. Mas já vi milhares de pessoas podres de pobre." - Millôr Fernandes ------------------------------------------------------------------- Sábado, 23 de setembro de 2006 Marcos Caetano - Eleição na bola 23.09.2006 | O Brasil é o país do futebol. Depois do Penta, nem mesmo os argentinos discutem essa verdade, mais antiga do que os 18 do Forte e o Queremismo. Sendo assim, vamos imaginar – apenas imaginar – que o povo brasileiro pressionasse o Congresso pela aprovação de uma emenda constitucional que colocasse o velho esporte das botinadas no centro da vida política nacional. Imaginemos que a emenda tivesse o seguinte texto: “Por ser o futebol o evento que melhor define o país e seus habitantes, fica decretado que as eleições presidenciais serão, doravante, decididas não pelo sufrágio universal, mas pela avaliação das habilidades ludopédicas de cada um dos postulantes ao cargo máximo do Poder Executivo”. Trocando em miúdos: o novo presidente seria aquele com maior habilidade futebolística. Baseado nessa fantasiosa hipótese, fiz uma improvável análise técnica dos principais postulantes à presidência. Alckmin: É daqueles que jogaria engomadinho, com uniforme dry-fit de última geração, fosforescente. Camisa, short, chuteira, meião, tudo de grife. As cores do uniforme seriam tom sobre tom e até os detalhes da chuteira – provavelmente prateada – combinariam com os debruns da camisa e do calção. Mostraria muita disposição, apesar de não brilhar propriamente com a bola nos pés. Correria bastante, mas reclamaria com pouca veemência da arbitragem e dos grandes escândalos do futebol. Quando finalmente o fizesse, talvez o apito final já tivesse soado. Independente de qualquer coisa, jamais entraria em campo sem beijar a medalhinha e se benzer, no melhor estilo atleta de Cristo. Seu futebol discreto e eficiente, útil para o time, agradaria muito aos treinadores, mas o povão nas arquibancadas raramente gritaria o seu nome, preferindo bajular jogadores mais firuleiros. Lula: Jogaria pela esquerda, evidentemente. Mas caindo cada vez mais pelo centro, como o Júnior, do Flamengo, no final de carreira. Sua habilidade e carisma com a torcida seriam indiscutíveis, mas teria sérios problemas com seus “companheiros” de equipe, muitos dos quais acusados de envolvimento com os escândalos da loteria, com a máfia do apito e com o homem da mala. Apesar de se apresentar como alguém que joga para o time, adoraria vestir a camisa 10 e a braçadeira de capitão. O visual seria o do típico peladeiro. Shortão puído de educação física, meião amarelado com o elástico vencido, tênis ki-chute, amarrado em volta do tornozelo e camiseta vermelha de manga cavada, dois números abaixo do seu. Apesar do jeito com a redondinha, seu preparo físico deixaria a desejar. A barriguinha de chope atrapalharia seus arranques, obrigando-o, mesmo contrariado, a buscar tabelinhas com gente que joga pela direita. Sua relação histórica com o ABC e a mania de perder títulos na reta final já lhe renderam comparações com o São Caetano, mas, depois da conquista de 2002, passou a ser um rival temido. Heloísa Helena: Quem disse que mulher não sabe jogar bola? Com o número 11 às costas, atuando pela extrema esquerda, a atacante daria muito trabalho aos seus marcadores. Como ocuparia a faixa lateral do campo, estaria perigosamente perto do bandeirinha, a quem poderia dirigir seu conhecido furor verbal a cada marcação que julgasse incorreta. Dizem até que seria capaz de prometer vomitar no bandeira, no árbitro ou em adversários que não julgasse qualificados. Seu posicionamento tão à esquerda do gramado, entretanto, a deixaria muito isolada do resto dos jogadores. Se Lula ainda estivesse no seu time, atuando pela meia esquerda, teria com quem tabelar. Mas agora que são inimigos viscerais e jogam em times rivais, tal tática seria impensável. Como vocês podem ver, com a bola nos pés, craque, nenhum deles seria. Ao que um torcedor-eleitor mais exaltado poderia propor: “Chega de intermediários. Ronaldinho para presidente!”. Alguns talvez aventassem a hipótese de uma monarquia parlamentarista, com o rei Pelé e o primeiro-ministro Ronaldinho. Pensando bem, é melhor deixar de lado o futebol na hora de votar. Deixemos bastante de lado, aliás. De preferência não votando em cartolas que concorrem a mandatos de deputado. Retirado de http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=74&textCode=23551&date=currentDate --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/ <*> Your email settings: Individual Email | Traditional <*> To change settings online go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/join (Yahoo! ID required) <*> To change settings via email: mailto:[EMAIL PROTECTED] mailto:[EMAIL PROTECTED] <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/
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