|
Mas a idéia é essa, Paulo.
Você usa os Robespierre da vida para derrubar o
governo. Depois os elimina para que não surjam novos mandatários.
E não importa quanto sangue corra para isso. A
bonança virá.
A partir daí nasce a sociedade
anarquista.
Quanto tempo levará? Eu não sei e nem tenho bola de
cristal mas é a única forma de sobrevivência da humanidade.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, September 26, 2006 9:02 AM
Subject: Re: [gl-L] pro PSP:" Serra se complica mais.../e a Gabeira
esconde o dossiê até o dia 4 de outubro (após as eleições)"
Robespierre, novamente, encontrará o seu triste destino. Os
acusadores de hoje tornam-se os réus de amanhã. Quem viver,
verá!
Marco Antonio Figueiredo wrote:
Repassando
democraticamente... *************************
CARTA O BERRO.
..........repassem.
Dossiê ficará lacrado na CPMI até final das
eleições
Uma cópia do dossiê supostamente elaborado pelo empresário
Luiz Antonio Vedoin, envolvendo políticos do PSDB com a "máfia das
ambulâncias", já está na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das
Sanguessugas. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da comissão,
esteve na sede da Polícia Federal nesta sexta-feira, de onde saiu com o
DVD e com outros documentos sobre o caso, como os depoimentos à PF em
Cuiabá e São Paulo e extratos bancários. O parlamentar destacou que os
documentos são sigilosos.
Segundo Gabeira, o dossiê, que já está no
cofre da CPMI, será lacrado e só será aberto depois das eleições. As
discussões sobre os documentos deverão ocorrer a partir do dia 4 de
outubro.
From: Marco Aurelio
Isto é (22/09/06) A pressão de
Abel Pereira aos Vedoin
Mário Simas Filho para a Isto
é
Abel
Pereira estaria oferecendo mais de R$ 4 milhões para que os Vedoin não
denunciassem os tucanos..
Até a semana passada o empresário paulista
Abel Pereira era um ilustre desconhecido dos brasileiros em geral. Ganhou
notoriedade com a entrevista concedida a ISTOÉ pelos donos da Planam.
Soube-se, a partir dali, que Abel seria o operador dos tucanos na máfia das
ambulâncias. Agora, sabe-se mais. Os passos dados pelo empresário são bem
conhecidos pela Polícia Federal há pelo menos quatro meses, desde que foi
descoberto o esquema dos sanguessugas. Darci e Luiz Antônio Vedoin, tidos
como os chefes da quadrilha, estavam com os telefones monitorados e a
partir de suas conversas a Polícia Federal descobriu que mesmo depois de
reveladas as falcatruas Abel e os donos da Planam continuaram a manter
contato. Essa relação, de acordo com agentes da PF envolvidos no caso, pode
explicar duas coisas.
A primeira é por que os Vedoin pouparam, tanto
nos depoimentos prestados ao Ministério Público em Mato Grosso quanto na
CPI, políticos ligados ao PSDB, inclusive os ex-ministros da Saúde José
Serra e Barjas Negri. A segunda é a relativa facilidade com que caíram nas
garras da polícia os petistas envolvidos com a compra de um fajuto dossiê
que envolveria José Serra com os sanguessugas. Nesse sentido, o que mais
tem chamado a atenção da PF e do Ministério Público Federal é a presença
de Abel Pereira em Cuiabá (MT) dias antes de Darci e Luiz Antônio Vedoin
entregarem à Justiça os depósitos bancários e as cópias de cheques
comprometendo os ex-ministros do PSDB.
A informação que circula entre
os policiais é a de que Abel Pereira estaria oferecendo mais de R$ 4
milhões para que os Vedoin não entregassem os documentos e permanecessem em
silêncio com relação aos tucanos. Os empresários, por sua vez, estariam
reticentes em aceitar a oferta, pois temiam que a CPI chegasse rapidamente
aos cheques entregues a Abel e com isso eles perderiam os benefícios da
delação premiada. Essa postura teria levado o até então misterioso Abel a
protagonizar um outro jogo. Já que não conseguiria manter os Vedoin
calados, poderia minimizar, temporariamente, os efeitos de suas denúncias
caso os Vedoin pudessem levar aos petistas um dossiê absolutamente frágil
em relação aos tucanos. Assim, a divulgação das informações pouco
consistentes poderia abafar a repercussão sobre a documentação efetivamente
entregue à Justiça e ao Ministério Público.
Na última quinzena de
agosto, Abel esteve pelo menos duas vezes em Cuiabá. Na primeira, se
hospedou no Hotel Taiamã, a poucos metros da sede da Polícia Federal, onde
ocupou o apartamento 417. Do próprio hotel, enviou diversos recados a Luiz
Antônio Vedoin. Da outra vez, ficou em uma fazenda e também manteve
contatos. Os registros constam das gravações feitas pelo grampo autorizado
judicialmente. "Temos a convicção de que os Vedoin fizeram um verdadeiro
leilão com as informações que têm", afirma um dos agentes da PF que
monitoraram os passos de Abel em Cuiabá. "Mas tudo será descoberto, pois as
informações omitidas por eles serão levantadas a partir dos rastreamentos
bancários." De fato, desde a semana passada, o Coaf (Conselho de
Controle das Atividades Financeiras) tem auxiliado a rastrear toda a
movimentação do dinheiro dos Vedoin, tanto o que saiu de suas contas quanto
o que entrou. Já descobriu, por exemplo, um depósito feito pela Klass,
empresa do grupo Planam, para Valdizete Martins Nogueira, no valor de R$ 7
mil. O dinheiro, segundo Luiz Antônio Vedoin, seguiu o destino estipulado
por Abel. Valdizete Nogueira é prefeito de Jaciara, cidade do interior
mato-grossense, onde Abel possui uma fazenda.
Em outra linha de
investigação, a Polícia Federal começará a rastrear as movimentações feitas
por Abel em duas factorings. Uma delas, a Kanguru Sociedade de Fomento
Comercial, fechou suas portas em 2003, logo depois que os tucanos deixaram
o governo federal. Dias antes, Abel pediu aos Vedoin que fizessem diversos
depósitos na empresa. Cerca de R$ 100 mil deixaram as empresas do grupo
Planam e migraram para a Kanguru entre 24 e 27 de dezembro de 2002. A outra
empresa, Moneicredit, funcionava em Piracicaba, no interior paulista, terra
natal de Abel, e tinha como sócia a sua atual mulher, Raquel Aparecida
Barbosa.
Ainda distante dos holofotes, Abel tem afirmado que manteve
dois ou três encontros com os Vedoin e que trataram de negócios ligados a
fazendas de gado no interior de Mato Grosso. As gravações feitas pela
Polícia Federal e o trânsito de dinheiro entre ele e os Vedoin indicam uma
outra história. Nesta semana, o Ministério Público deverá convocá-lo para
depor. Isto é (22/09/06) O misterioso Abel Pereira
Alan
Rodrigues, Mário Simas Filho e Rodrigo Rangel para a revista Isto é
Abel
Pereira começa a ser investigado pela Polícia Federal como o elo entre os
Vedoin e Barjas Negri, braço direito de José Serra no Ministério da
Saúde.
A imagem ao lado é o rosto do mais novo personagem da máfia dos
sanguessugas. Trata-se do paulista Abel Pereira, 51 anos, um rico
empresário da construção civil que, segundo Darci e Luiz Antônio Vedoin, os
donos da Planam, era o operador do ex-ministro da Saúde Barjas Negri, braço
direito de José Serra, na venda de ambulâncias superfaturadas para
prefeituras de todo o País. Desconhecido da maioria dos brasileiros, Abel
começou a ganhar notoriedade na última semana, depois que ISTOÉ divulgou
algumas de suas operações a partir de uma entrevista concedida pelos
Vedoin. Os chefes dos sanguessugas também mostraram uma série de cheques e
depósitos bancários que, ao serem devidamente investigados pela Polícia
Federal, poderão comprovar definitivamente suas denúncias.
A
relação de Abel com Barjas Negri é tão estreita quanto suspeita. Negri,
o ex-secretário-executivo de Serra no Ministério da Saúde e seu sucessor, é
o atual prefeito de Piracicaba, cidade com cerca de 350 mil habitantes no
interior paulista. Abel parece ser seu empreiteiro predileto. A cidade é
um canteiro de obras e as empresas da família de Abel são responsáveis
pela maior parte delas. Nos últimos 18 meses, faturaram R$ 10,4 milhões,
equivalente a 40% de tudo o que a Prefeitura gastou em obras. Fazem
desde "restaurações de ponto de ônibus" até a construção de ginásio de
esportes, passando por recapeamento e jardinagem. "Essa ação entre amigos é
antiga e precisa ser apurada com rigor", diz o presidente da Câmara
Municipal, Gustavo Hermann, do PSB.
As ligações do empresário com o
prefeito têm mais de 30 anos. Abel coordenou a arrecadação de recursos da
campanha de Barjas e suas empresas aportaram, oficialmente, R$ 45 mil nas
contas do tucano. Durante a administração de Barjas, o grupo da família de
Abel conseguiu mais de 35 obras na cidade. Para ter tanto sucesso em suas
apostas, Abel não costuma correr riscos. Segundo um antigo sócio
localizado por ISTOÉ, o empresário trabalha com pesquisas eleitorais
encomendadas por ele próprio e só aposta no favorito. Em Brasília, embora
nunca tenha feito parte dos quadros do Ministério da Saúde, quando o amigo
Barjas era secretário-executivo e posteriormente ministro, Abel transitava
com a mesma desenvoltura com que hoje caminha nos corredores da Prefeitura
de Piracicaba. Não precisava se identificar. Era atendido a qualquer hora
e as secretárias tinham a instrução de jamais barrá-lo.
Comissão de
6,5%
Com os Vedoin, as relações de Abel antecedem as ambulâncias
superfaturadas. Quando o velho Jaime afastou-se das propinas municipais,
foi morar em uma fazenda da família no município de Jaciara, no interior
mato-grossense. Mato Grosso é o Estado em que os Vedoin atuam com maior
desenvoltura. Abel e Darci se conheceram e logo montaram uma sociedade para
a produção de leite. O negócio não prosperou. Mais tarde, quando Barjas já
estava no Ministério da Saúde, Abel e Darci voltaram a se encontrar. "Logo
que o Barjas assumiu o Ministério, o esquema mudou. O que antes era feito
com os parlamentares passou a ser operado pelo Abel. Ele liberava todos os
recursos no Ministério e nós pagávamos a ele 6,5% do que recebíamos", disse
Darci a respeito da participação de Abel na máfia das ambulâncias. A
Polícia Federal já tem em mãos as gravações de uma série de conversas
entre Abel e os Vedoin. Além disso, também estão sendo investigadas as
informações financeiras que comprovam as ligações entre eles.
Um
crachá permanente de terceirizado era o bastante para que o empresário
superasse as catracas da entrada do prédio do Ministério da Saúde e
fosse direto para o quinto andar. Era lá, segundo os Vedoin, no gabinete do
então ministro Barjas Negri, que aconteciam as liberações dos recursos
destinados à Planam.
Para o público em geral, o acesso a Barjas
nunca foi fácil. Com o amigo Abel era diferente. Apesar disso, suas
incursões no prédio do Ministério da Saúde não eram freqüentes. Às vezes
aparecia uma vez a cada dois meses. Só no final do governo tucano é que
suas visitas ficaram mais rotineiras. "No final de 2002, depois de um breve
encontro no aeroporto de São Paulo, o Abel passou a liberar tudo com muita
rapidez", lembra Darci.
Obras serão investigadas
Com a mesma
rapidez com que liberava dinheiro para as ambulâncias, Abel conseguiu
amealhar as obras de Piracicaba para suas empresas. E assim como em
Brasília, também no interior paulista as atividades do empresário passarão
a ser alvo de investigações. Na noite da quinta-feira 21, apesar da maioria
governista, a Câmara Municipal resolveu criar um grupo para analisar as 35
licitações vencidas pelo grupo de Abel apenas nos últimos dois anos. "As
vencedoras são as que oferecem os preços mais baixos", reagiu Barjas
em entrevista a ISTOÉ. Não é o que assegura o Tribunal de Contas do
Estado. Segundo o processo 1742/010/03, os técnicos classificaram como
irregular a licitação de uma obra pública, datada de 13 de outubro de
2003, ganha pela Concivi, de propriedade do irmão de Abel.
A
licitação exigia que as empresas que participassem do concorrência deveriam
ter a fábrica de asfalto distante no máximo 20 quilômetros da sede da
prefeitura. Claro, só existia a deles. "Os métodos das licitações são todos
suspeitos", a cusa um empreiteiro concorrente. "Com certeza, Abel é o homem
mais rico e poderoso da cidade", afirma um vereador da base governista do
prefeito Barjas, que pede anonimato.
O grupo de Abel controla 11
empresas que incluem uma pedreira, uma companhia de limpeza urbana e até
uma empresa factoring. E é justamente na Ativare, antiga Moneicred
factoring, hoje em nome da mulher de Abel, Raquel, que a Polícia Federal
suspeita que o dinheiro vindo da Planam era lavado. "Já estamos próximos de
descobrir onde foram parar os cheques", confirma um dos policiais que
investigam o caso sanguessuga. O trabalho dos policiais aponta em direção
a Enéas de Melo, primo de Abel. Era ele, segundo a PF, o homem que buscava
o dinheiro em Brasília. Na cidade, o primo de Abel é conhecido como um bon
vivant. Mas não são todos os familiares que vivem sob o guarda-chuva de
Abel, ou que participam das sessões de jogos de bilhar na mansão da chácara
Nazaré. Um dos sete irmãos de Abel, Eduardo, é tido na cidade como inimigo
do próprio irmão. Os amigos de Eduardo contam que, por causa da partilha
dos bens, os dois romperam as relações.
Discreto, o empresário mora em
um casarão cercado por uma enorme muralha na chácara Nazaré, um dos bairros
mais nobres de Piracicaba. Apesar de ter dinheiro, os que o conhecem
garantem que Abel não tem gosto refinado. Separado da primeira mulher, ele
vive com Raquel Barbosa, cerca de 20 anos mais nova, e tem três filhos. Não
costuma ser visto publicamente, a não ser quando está ao lado do prefeito
Barjas inaugurando obras. A última foi na sexta-feira 15, na inauguração de
uma ponte próxima a uma avenida cujo nome é Abel Pereira. A festa foi
ofuscada pelas denúncias dos Vedoin. Logo após a cerimônia, tanto Abel
como o prefeito sumiram da cidade até a noite.
A principal empresa da
família, a Cicat Construções Civis e Pavimentações Ltda., foi criada por
seu pai, Jaime Pereira, um homem admirado pelos piracicabanos. Filho de um
modesto imigrante português, começou a empresa fazendo pequenas obras de
recuperação de guias e sarjetas. Diante das possibilidades de fazer o
negócio crescer, Jaime resolveu suspender suas operações. "Ele dizia,
resignado, que chegou a um ponto que para continuar a trabalhar seria
necessário distribuir propinas ao prefeito e secretários de plantão. Então,
achou melhor parar", disse a ISTOÉ o veterano jornalista Cecílio Elias
Neto, um dos maiores conhecedores da história recente do município. Já
falecido, o velho Jaime é hoje nome de uma fundação de amparo aos doentes
de câncer. O filho Abel resolveu agir por outra cartilha.
O que falta
investigar sobre as compras de ambulâncias
Ainda existem muitas
interrogações sobre as compras de ambulâncias superfaturadas durante a
gestão de José Serra no Ministério da Saúde. Aqui, algumas:
1 - Na
gestão de José Serra no Ministério da Saúde, qual foi o preço final de cada
ambulância comprada pelo governo por meio da Planam?
2 - As gestões de
Serra e seu sucessor Barjas Negri liberaram verbas para a compra de 681
ambulâncias entre 2000 e 2002 70% do total de 891 comercializadas pela
Planam com o Ministério entre 2000 e 2004. Qual foi o critério para liberar
essas compras num período tão curto?
3 - Quais foram as providências do
ministro José Serra para descobrir concorrentes da Planam a fim de
pressionar para baixo os preços das ambulâncias?
4 - O empresário
Luiz Antônio Vedoin afirma que o esquema de propinas em torno da
comercialização de ambulâncias "era nítido a todos". Por que os ministros
Serra e Barjas não acionaram nenhuma vez os mecanismos de fiscalização do
Ministério da Saúde para checar o emprego dos recursos públicos?
5 -
Houve privilégio às emendas orçamentárias de deputados do PSDB no processo
de escolha do destino das ambulâncias?
6 - Acusado pelos Vedoin de
cobrar 6,5% de comissão para facilitar compras de ambulâncias da Planam
para o Ministério da Saúde, por que o empresário Abel Pereira não foi
chamado a depor no inquérito que apura as ações da máfia das
ambulâncias?
7 - Por que o empresário Abel Pereira tinha trânsito livre
no Ministério da Saúde mesmo sem ser funcionário da pasta?
8 - Por
que Abel Pereira recebeu 15 cheques da Klass, uma empresa do grupo Planam,
durante o processo de entrega de ambulâncias patrocinado na gestão do
ministro Barjas Negri?
9 - Qual o destino final dos pagamentos de R$
601 mil feitos pela Planam a empresas e pessoas indicadas por Abel Pereira?
10 - Quem são os verdadeiros donos das empresas Kanguru, Império
e Datamicro, beneficiadas com cheques do grupo Planam?
__._,_.___
---
Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages
Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages
__,_._,___
|