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Tudo isso seria muito bonito se esse operário no
poder tivesse mostrado lealdade aos seus princípios, honestidade ao lidar com o
dinheiro público, combate aos políticos corruptos que o antecederam, hombridade
para não identificar-se com eles e agir da mesma forma, dignidade para levar
adiante um projeto de equilíbrio social e acima de tudo vontade, pelo menos
vontade de trabalhar, coisa que nunca fez.
Ao atingir o poder, essa patética figura, ficou de
quatro e levantou o rabo para aqueles que sempre mandaram no Brasil. Por isso a
oposição faz esse teatro e encena a ópera bufa de estar contra ele.
Lula interessa ao banqueiros, aos investidores
internacionais que jogam aqui apenas o capital e não produzem nada. Quando os
juros que surrupiam daqui diminuir, o dinheiro deles vai junto e o povão vai
sentir o que é adorar ter este operário padrão da malandragem comandando o país.
Votem mesmo num ladrãozinho pé-de-chinelo que nem ocultar o que rouba sabe mas
que tem à sua frente a muralha do dinheiro dos banqueiros, dos grandes
empresários, e dos especuladores de investimentos que vivem à custa da renda que
é paga pelos operários honestos que não conseguem enxergar o escroque que
elegeram.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, September 26, 2006 4:02 PM
Subject: [gl-L] Fw: Adoro ter operário de esquerda no
poder
o circo pegando fogo, ao debate
meninos e meninas....
grato a Regina F
************************repassado****************************
leiam!
MARILENA FELINTO Adoro ter
operário de esquerda no poder
Artigo
originalmente publicada revista Caros Amigos
Adoro pelo simbólico que é, pela afronta que
representou e representa, pelo que esfrega na cara da classe dominante, pelo
desespero em que ela tem entrado diante da possibilidade de que o operário
seja reeleito - desespero expresso de maneira reiterada, em letras de
manchete, pela imprensa irresponsável, covarde e, ela sim, corrupta,
mentirosa. Adoro! Pelo simples fato de que a
presença de um operário de esquerda no poder humilha as oligarquias e os
oligopólios. Pela primeira vez, tudo o que é poder e prestígio - a
presidência da República - escapou das mãos dos ricos da classe política
dominante: a direita neoliberal e seu séqüito. Está nas mãos de um operário
nascido nas brenhas de Caetés, distrito de Garanhuns, Pernambuco, que se
bateu para os confins da metrópole de São Paulo ainda menino, na carroceria
de um "pau-de-arara". Está nas mãos de um trabalhador de nível médio, sem
diploma universitário, e que teve seu primeiro registro assinalado na
carteira de trabalho aos 14 anos de idade. E daí? E então? Isso não é
importantíssimo? A-do-ro. Porque não tem CPI, não
tem manipulação de imprensa marrom nem tem ardil de bandoleiros da chamada
"oposição" que consigam alterar esta realidade: um operário de esquerda no
poder já é uma tremenda duma revolução num dos países de maior desigualdade
social do mundo. Isso está acima de partidos, de personalidades políticas,
de ideologias econômicas e políticas. Ainda que o operário não fosse
reeleito, este momento de agora já seria de comemoração. As CPIs são novelas de quinta categoria (que a maioria da população,
felizmente, não acompanha), inverossímeis, cheias de personagens rasos e
contraditórios, bandoleiros (os "oposicionistas") travestidos de retidão
ética e moral - quando todo mundo está cansado de saber que são eles os
piores, os mais corruptos, os mais sacanas. A
maioria da população, felizmente, não acompanha as CPIs nem acredita na
imprensa. O próprio Ibope, braço armado da Rede Globo para a pesquisa,
divulgou recentemente pesquisa em que 58% dos brasileiros dizem não
acreditar ou desconfiar da televisão e 56% dizem não acreditar ou desconfiar
dos jornais impressos. Isso é uma maravilha! Só isso já é motivo de
comemoração. Mas é evidente que a novela de quinta categoria continuará no
ar por muito tempo ainda, tentando derrubar o presidente operário, exibida
em horário nobre pelas redes de TV imorais e regurgitada no dia seguinte
pelos jornalões reacionários e pelo lixo das revistonas semanais. A mídia,
como diz um manifesto da Universidade Nômade, sabendo que seu candidato
(leia-se, homem do PSDB) deve perder nas urnas (ao menos até hoje) a eleição
para a presidência da República, quer voltar a ganhar do jeito de sempre: no
conchavo das oligarquias. "A mídia", diz o
manifesto, "pretendendo representar e sobretudo ser a 'opinião' pública,
apenas defende seus próprios interesses, ou seja, os interesses do monopólio
privado que ela representa. A mídia não é a opinião pública, mas o resultado
das concessões da ditadura! Trata-se de uma operação reacionária e
totalitária, que usa uma falsa identidade entre opinião pública e mídia. A
mídia não foi eleita por ninguém, a não ser pelo dinheiro da publicidade que
recebe por um discurso que agrada ao poder econômico. Ela já deixou, há
muito tempo, de expressar a opinião pública, desde que as concessões
públicas lhes foram entregues pelo Estado, em períodos históricos que estão
longe de ser éticos e democráticos: a ditadura! A efetividade do poder da
mídia (sua 'audiência' e suas tiragens) tem apenas bases totalitárias!"
Ademais, as CPIs não provaram nada de fato. Uma
comentarista da Rádio Nederland, em texto divulgado pela Argenpress, agência
de notícia da Argentina, no início de abril, explicava: "Não
existe nenhuma prova de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja
envolvido no esquema de supostos subornos. A esta contundente
conclusão chegou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso
brasileiro depois de mais de dez meses de investigação." O que há, continua
a comentarista Nora Di Pacce, é perseguição da imprensa brasileira contra o
atual governo, imprensa que, juntamente com a oposição, tenta impedir a
reeleição de Lula. Di Pacce cita um dos jornalões diários de São Paulo como
o carro-chefe da perseguição. Segundo ela, este jornal "começou a utilizar
um título particularmente chamativo para as notícias obre o tema: 'Cerco'.
Nas notas, divulga-se todo tipo de denúncias contra o governo, sem importar
se se referem a Lula ou a um empregado que trabalhe na casa de algum
funcionário do governo. A idéia de um Lula 'cercado', 'encurralado', é a que
mais se tenta destacar nos grandes meios de comunicação, em particular na
imprensa escrita. Não é novidade a posição da imprensa com relação ao
governo, nem sua clara preferência pelos candidatos e governos da direita
neoliberal, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia
Brasileira), que governou o Brasil durante os períodos anteriores à chegada
de Lula ao poder." Adoro operário de esquerda no
poder porque é um raro momento para experimentar um alívio na opressão
social antes exercida aqui pelo grupo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso
(o mesmo que quer voltar ao poder a qualquer custo), uma momentânea
interrupção no abuso, na exploração e na injustiça sistemáticas que esse
grupo político pratica contra as camadas pobres da população.
Adoro! Só para observar que quem acompanha CPI
são exatamente os órfãos do PT, mergulhados num egocentrismo patético ou num
ressentimento constrangedor. Tudo gente diplomada em universidade, tudo
gente pretensiosa, que se acha o supra-sumo do saber - e que precisava
passar um mês que fosse (muitos deles) nos bastidores de uma redação de
jornal para descobrir com quantas linhas de mentira e manipulação se tenta
construir um candidato favorável ao poder econômico e se quer destruir um
presidente operário. Só para adquirir (muitos deles) um pouco da
aprendizagem técnica para a decodificação de mensagens. Só para descobrir
(muitos deles) a que grau a imprensa consegue manipulá-los e deformá-los,
especialmente a eles, os diplomados (grifo
nosso).
Marilene Felinto é escritora e
jornalista.
-- Marco Antonio Figueiredo Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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