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O favoritismo mudou de lado e
agora quem está dando as cartas é a turma do Geraldo. O resultado da
eleição do dia primeiro, que levou o pleito para o segundo turno,
está sendo comemorado pelos partidários dele como se fosse uma
vitória do Brasil em final de Copa.
De fato, a arrancada
final da campanha do ex-governador impressionou pela massiva
distribuição de correntes da internet, do esforço concentrado da
mídia na divulgação do chamado escândalo do dossiê e pela soberba
que tomou conta do adversário. Lula comportou-se como se a vitória
fosse a coisa mais tranquila do mundo. E ausentou-se por completo da
campanha.
Penso que Alckmin não ganhou por seus méritos, mas
sim pela militância anti-Lula que tem hoje muito mais poder de fogo
do que a outrora militância petista que fez história nos últimos
vinte anos. O PT é hoje uma sigla desgastada e só sobreviverá,
apesar de algumas vitórias conseguidas dia primeiro, se fizer um
mea-culpa sério e expurgar a banda podre do partido.
Aliás,
banda podre não é privilégio do PT. A do PT foi escancarada, suas
vísceras foram penduradas em praça pública. Mas, a bem da verdade, e
só não vê quem não quer, a banda podre está em todas agremiações
partidárias, em todas as casas legislativas do país, só que
devidamente camufladas e protegidas pelos mais escusos interesses.
Grupos de discussão na internet, estão divulgando um texto
atribuído ao jornalista Altamiro Borges que aponta 45 razões para
não se votar em Alckmin. Certamente o autor forçou a mão para mais
ou para menos - até chegar a esse número, que é exatamente o do
candidato do PSDB na cédula eleitoral. Claro que só quem conhece as
entranhas dos governos tucanos em São Paulo nos últimos doze anos
pode avaliar se o artigo traz informações corretas ou é apenas mais
uma peça publicitária que se divulga na véspera do pleito.
Em
todo caso, há ali alguns episódios que são do conhecimento público,
como o caso Daslu, a mega loja que teve tratamento tributário
privilegiado (Alckmim cortou a fita simbólica na inuguração e a
filha dele ganhou um emprego de Dona Eliana Tranchesi), os
quatrocentos vestidos que Dona Lu Alckmin ganhou de apenas um
estilista, a operação-abafa na Assembléia Legislativa para impedir a
criação de CPIs (65) que investigariam denúncias de corrupção contra
o governo do estado, etc. etc.
Mas agora tudo isso é bobagem,
coisa miúda, de pouco valor. O que importa é que Lula perdeu o bonde
da história e as chances de se recuperar nos poucos dias que restam
para a eleição são remotas. Volto a dizer, Alckmin não ganhou essa
eleição por seus méritos e sim pelos deméritos de Lula.
O
carro abre-alas da aliança PSDB/PFL saúda o povo brasileiro e pede
passagem.
Retirado de:
http://www.diretodaredacao.com/
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