Quero ver o PSP como se sente apoiado pelo S Nery, algum desconforto aí ????


ahahahahahahahahahahahahahaha agora o Lulismo
collorido ataca de Dan Brown,

 é a meda......
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OS CILÍCIOS DE ALCKMIN
por Sebastião Nery

Longos escapulários grenás sobre os ombros, cabelos aparadinhos de recrutas milionários, brandindo seus estandartes medievais de Ricardo Coração de Leão, lá vinham desfilando pela Avenida Rio Branco, no Rio, os meigos donzelos da TFP (Tradição, Família e Propriedade), que o humor carioca apelidou de "capão-vermelho" (nem frango, nem franga).

Era o exército pessoal do estranho solteirão Plínio Correa de Oliveira, constituinte de 1934 por São Paulo, eleito pela Liga Eleitoral Católica, jornalista, ridículo e retardatário cruzado da Idade Média em pleno século XX.

Na ditadura, Magalhães Pinto saía de seu escritório no Banco Nacional, esquina de Rio Branco com Ouvidor, viu os marchadores da TFP poluindo a avenida e atrapalhando o trânsito, e disse a um jornalista:

- Esses rapazes são uns privilegiados. São os únicos brasileiros que podem gritar na rua.

"Opus Dei"A TFP implodiu em escândalos em 84, Plínio Correia morreu em 95. Mas há uma outra instituição com o mesmo DNA, mais discreta e muito mais perigosa, porque meio secreta, quase maçônica, a "Opus Dei" (Obra de Deus), encravada dentro da Igreja e oficializada como "prelazia pessoal do papa".

Fundada em 1928 na Espanha pelo padre José Maria Escrivã de Balaguer (deixou um livro-Bíblia, "O caminho", com "999 ensinamentos"), morto em 1975 e canonizado já em 2002 pelo papa João Paulo II, a obra, ultraconservadora, tem 85 mil membros no mundo (2 mil padres, 83 mil leigos, 55% mulheres), milhões de "cooperadores" e US$ 2,8 bilhões.

A "espinha dorsal" da "Opus Dei" (embora "Opus" seja palavra neutra, eles gostam de chamar-se "o Opus") são os "numerários: leigos e leigas celibatários que vivem nos centros da instituição, cumprindo um ritual diário de rezas e mortificações (cilícios amarrados ao corpo, ferindo-se duas horas por dia, e flagelos para chicotear as nádegas nuas uma vez por semana), e os supernumerários, que podem casar-se, ter filhos e patrimonio próprio".

Polanco - Desde a Espanha, onde nasceu na ditadura de Franco e a Itália, onde se fortaleceu na ditadura de Mussolini, a "Opus Dei" tem uma estratégia central: ocupar a imprensa e o ensino (colégios e universidade) para ocupar o poder. Ela investe pesado na imprensa e em jovens quadros jornalísticos e políticos.

Esse insaciável Jesus Gutierrez Polanco, dono do "El Pais", o maior jornal da Europa, rei e monopolizador do livro didático em todos os países de língua espanhola e portuguesa, que já invadiu o Brasil com suas editoras Santillana e Planeta (aqui, já comprou também a Editora Moderna, a Salamandra e outras), é um filho dileto e poderoso general da "Opus Dei".

Na revista "Época", em minuciosa e excelente matéria, Eliane Brum e Débora Rubin dissecam a "Opus Dei" e mostram seus tentáculos na imprensa e na política brasileira: "Por dentro do Opus Dei - Os segredos da organização mais poderosa e influente dentro da Igreja Católica".

Di Franco - E é aí que surge o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com seu ar de angélico e piedoso sacristão, como imenso capital de giro da "Opus Dei":

1 - "Carlos Alberto Di Franco (que pontifica sempre na "Folha"), 60 anos, é um dos numerários mais influentes e bem relacionados do Opus Dei. Representante no Brasil da Escola de Comunicação da Universidade de Navarra, do Opus Dei, e diretor do Master em Jornalismo, um programa de capacitação de editores que já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do País, é citado no livro "Opus Dei - Os bastidores", como o executor da política da obra para a mídia no Brasil e na América Latina".

2 - "Nos últimos anos, tem feito periodicamente uma preleção sobre valores cristãos na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a convite do governador Geraldo Alckmin. O encontro, apelidado de Palestra do Morumbi, reúne um seleto grupo de empresários e profissionais do Direito, entre eles o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometo".

Morumbi - Em entrevista à "Época", Di Franco revela coisas curiosas (e perigosas):

1 - "As palestras do Morumbi, que acontecem na última quarta-feira do mês, no palácio, com o governador e um grupo de empresários e professores, nasceram de uma conversa do governador com um sacerdote da obra, o padre Teixeira, com quem ele tem direção espiritual periódica. Sou o palestrante".

2 - "A proibição de ir ao cinema, teatro ou estádio de futebol não é conflitante com meu trabalho de jornalista. Pare mim nunca foi problema. Não é que não pode. A expressão está mal colocada. Não vai ao cinema porque não quer ir ao cinema. Os numerários vivem voluntariamente uma série de abstenções em função de sua entrega como numerário".

3 - "O cilício é uma mortificação corporal ultratradicional na Igreja. Uso duas horas por dia, como qualquer numerário. Se quer saber, sou virgem".

Alckmin já era o candidato da Febraban, Fiesp, TFP. Agora, "Opus Dei". Vota nele quem quer. Mas sabendo que já tem dono.

ALCKMIN  &  OPUS  DEI
Eliane Brum e Ricardo Mendonça

Época (16/1/2006)

O governador e a Obra

"O governador paulista, Geraldo Alckmin, é um dos políticos brasileiros com ligações mais estreitas com a Obra. Elegeu Caminho, o guia escrito pelo fundador Josemaría Escrivá, como seu livro de cabeceira. 'Acostuma-te a dizer que não' é um dos ensinamentos que mais aprecia, conforme contou em entrevistas à imprensa. Um popular sacerdote do Opus Dei, o padre José Teixeira, foi seu confessor. Nos últimos anos Alckmin tem recebido formação cristã no Palácio dos Bandeirantes de um influente numerário, o jornalista Carlos Alberto Di Franco. 'Laboriosidade' foi o tema de um dos últimos encontros.

A reunião é chamada informalmente de Palestra do Morumbi, numa alusão ao bairro onde se localiza a sede do governo do Estado de São Paulo. Alckmin e um grupo de empresários, advogados e juristas recebem preleções de cerca de 30 minutos sobre virtudes cristãs, seguidas de uma troca de impressões. O encontro periódico, realizado à noite, começou numa sala reservada do palácio e depois foi transferido para a ala residencial.

A idéia, segundo Di Franco, surgiu de uma conversa do governador com o padre Teixeira. Alckmin aproximou-se do sacerdote da Obra anos atrás por orientação de sua prima em primeiro grau, a numerária Maria Lúcia Alckmin - que, por coincidência, tem o mesmo nome da primeira-dama. 'Ele me ligou um dia, quando ainda era vice-governador, e perguntou se eu conhecia um sacerdote com quem pudesse se confessar. Eu indiquei o padre Teixeira', conta Maria Lúcia. O religioso promoveu a amizade entre Alckmin e Di Franco. Um dos participantes do encontro, o desembargador aposentado e professor de Direito da USP Paulo Fernando Toledo, diz que o governador tucano é um dos 'alunos' mais aplicados: 'Ele toma nota de tudo'. Outro membro do grupo, José Conduta, dono da corretora Harmonia, relata que Alckmin não faltou a nenhuma reunião, mesmo quando disputava a reeleição, em 2002. 'Me surpreendia o fato de ele encontrar agenda', comenta.

Entre os membros do Círculo, como é chamado o encontro, estão João Guilherme Ometto, vice-presidente da Fiesp, Benjamin Funari Neto, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, e Márcio Ribeiro, ligado à indústria têxtil. Todos são católicos praticantes e alguns deles colaboradores da Futurong - obra social idealizada pelo padre Teixeira que atende 285 crianças e adolescentes na periferia de São Paulo.

Os laços do governador com o Opus Dei iniciaram-se com a família. Seu tio, José Geraldo Rodrigues de Alckmin (1915-1978), ministro do Supremo Tribunal Federal indicado ao cargo pelo então presidente, general Emílio Garrastazu Médici, foi o primeiro supernumerário do Brasil. Mas foi o pai do governador, Geraldo José, quem lhe trouxe, pela primeira vez, um conselho extraído do Caminho. Alckmin carrega o bilhete com o ensinamento número 702 de Escrivá na carteira há quase 30 anos. O pai não pertencia ao Opus Dei, mas à Ordem Terceira de São Francisco. Quando era prefeito de Pindamonhangaba, em 1978, data do cinqüentenário do Opus Dei, Alckmin homenageou Escrivá batizando uma rua da cidade com seu nome.

Primo do governador, o ex-numerário José Geraldo Alckmin (os nomes José Geraldo e Geraldo José são repassados a cada geração) diz que a ligação se iniciou com a necessidade de anulação do primeiro casamento de dona Lu Alckmin. 'Ela casou-se e foi para Londres com o marido. Quando chegou, descobriu que ele vivia numa comunidade hippie. Voltou para o Brasil e namorou meu primo', conta. 'Como meu tio é muito católico, queria um casamento religioso. Foi aí que entrou o Opus Dei, para obter a anulação.' A prima Maria Lúcia nega que a Obra tenha intercedido junto ao Vaticano. 'Foi um reconhecimento de nulidade do matrimônio e não vejo nenhuma possibilidade de o Opus Dei ter definido isso', afirma. Alckmin e dona Lu casaram-se em 16 de março de 1979.

ÉPOCA solicitou uma entrevista com o governador sobre sua relação com o Opus Dei, por meio de sua assessoria, repetidas vezes. A primeira foi há quatro semanas. Não obteve resposta. Na entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em dezembro, no qual Alckmin anunciou publicamente que era candidato à Presidência, o editor de ÉPOCA Guilherme Evelyn perguntou sobre sua ligação com a Obra. O governador disse apenas que seu tio era do Opus Dei e seu pai franciscano. Em seguida, declarou-se amigo do rabino Henry Sobel e fez uma preleção sobre preconceito e pluralidade religiosos."
 
                              


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Marco Antonio Figueiredo
Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal __._,_.___

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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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