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E revogar o carnaval; Marco.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Saturday, October 14, 2006 7:13 PM
Subject: Re: [gl-L] Qual a razão do impedimento?
já já o GOVPT vai proibir a lei da gravidade
Em 14/10/06, ccarloss
<[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:
Quem sabe o que há por trás desta decisão do
governo brasileiro? Mesmo que as normas do FMI dêem aos Estados a opção da
publicação ou não das conclusões do órgão sobre suas políticas econômicas, é a
primeira vez que o Brasil assim age. Alem disso O Brasil e a Repúbica
Dominicana (nossa, a quem estamos equiparados!), "nem mesmo permitiram que o
público e os seus próprios cidadãos tomassem conhecimento do conteúdo do
relatório."
Carlos Antônio.
Fonte: UOL - Última Notícias
14/10/2006 - 13h42 Países latino-americanos impedem publicação
de análise do FMI
César Muñoz Acebes Washington, 14 out (EFE).- O Brasil e a República
Dominicana proibiram o Fundo Monetário Internacional (FMI) de publicar as
opiniões dos analistas do órgão sobre sua política econômica, enquanto outros
países - como no caso de Honduras - deram a permissão, mas com atrasos de até
um ano.
O exemplo mais extremo na América Latina é o da Venezuela, que
há pelo menos cinco anos não autoriza a publicação de nenhuma das avaliações
anuais que o FMI faz de sua economia.
As próprias normas do Fundo dão a
opção aos Estados de permitirem ou não a publicação das conclusões do órgão
sobre suas políticas econômicas.
As informações estão disponíveis na
base de dados pública do FMI, e revelam atrasos generalizados na divulgação
dos documentos relacionados à revisão anual da economia de seus membros,
conhecida como Artigo IV.
A culpa não é do FMI, acusado freqüentemente
de falta de transparência na América Latina, mas dos Governos que, por
lentidão burocrática ou interesses políticos, não permitem sua divulgação a
tempo.
O Artigo IV é a análise mais ampla que o Fundo realiza sobre a
saúde econômica dos países-membros, e começa com a visita de uma delegação de
economistas ao país, onde se reúnem com as autoridades.
De volta a
Washington, escrevem um relatório que serve de base para um debate no Conselho
Executivo do FMI, seu principal órgão de supervisão de rotina e no qual estão
representados os 184 países-membros.
O procedimento habitual é que até
15 dias após essa reunião seja publicado um resumo, denominado Nota de
Informação ao Público (PIN, em inglês), com as conclusões da discussão,
afirmou um funcionário do FMI.
No entanto, nos últimos Artigos IV, a
divulgação do PIN superou esse prazo nos casos, por exemplo, da República
Dominicana (com um atraso de quase dois meses desde a data da reunião), da
Guatemala (com um atraso de dois meses), do México (pouco mais de um mês), da
Nicarágua (cinco meses) e do Panamá (um mês).
O atraso mais longo foi o
de Honduras, que só permitiu a publicação do estudo em fevereiro deste ano.
Por isso, o FMI só conseguiu apresentar o relatório - com dados econômicos de
2004 - ao Conselho apenas em março de 2005, o que na prática tornam as
opiniões obsoletas no momento de sua divulgação.
O Brasil e a República
Dominicana nem sequer permitiram que o público e seus próprios cidadãos
tomassem conhecimento do conteúdo do relatório.
Argentina e Bolívia
deram sinal verde em questão de dias à publicação de todos os documentos,
apesar de seus Governos terem rejeitado grande parte das recomendações do FMI,
como os países desenvolvidos também fazem.
Os atrasos e o veto à
publicação não afetam apenas o Artigo IV, mas também outras análises do Fundo
e as chamadas "cartas de intenções", nas quais os Governos detalham as metas e
reformas que prometem fazer em troca dos empréstimos do FMI.
Em
fevereiro, o Fundo realizou o primeiro estudo sobre o tema, que revelou que os
Governos latino-americanos proibiram a publicação de 37% dos documentos
referentes a suas economias de novembro de 2004 a outubro de 2005.
Em
sua última entrevista coletiva, o porta-voz do FMI, Masood Ahmed, explicou
que, "em alguns casos, os países ainda não estão acostumados com a publicação
da informação, mas a previsão e a tendência geral é de um aumento progressivo
do número de publicações".
Essa atitude do FMI é nova. Nos anos 90 era
difícil confirmar até se a delegação tinha sido enviada a um país membro, pois
essa informação era sigilosa, segundo uma fonte do órgão. "Há dez anos não se
publicava praticamente nada", reconheceu Ahmed.
Os novos ventos no FMI
se chocam com as barreiras dos Governos, que demoram para revisar os
documentos ou adiam deliberadamente a tarefa e proíbem a publicação de
opiniões não favoráveis por motivos políticos, admitiu a fonte.
-- Marco
Antonio Figueiredo Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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