E quem falou em Eletropaulo? Eu me referia à CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Eletrica Paulista),
com privatização em 28 de junho de 2006, e que teve a finalização de todo o processo em setembro.
Por favor, confira a reportagem da Carta Maior abaixo. E ainda que não fosse no mês passado, foi neste ano de 2006.
Além disso a Elotropaulo so fornecia energia para a capital e 24 municípios da periferia, num estado que tem 645.
Abaixo a reportagem da Carta Maior.
 
Carlos Antônio.
 
 

PRIVATIZAÇÕES EM SP

Governo do Estado de São Paulo fecha data de venda da CTEEP

Empresa elétrica é avaliada em R$ 16 bilhões, e tem receita líquida de R$ 1,2 bilhão e R$ 545 milhões em caixa. O preço mínimo de venda será de R$ 755 milhões. Criticado, governo de São Paulo alega que negócio ajudará a sanear Cesp.

SÃO PAULO - A venda da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) agora tem data e hora para acontecer: 28 de junho de 2006, às 10:00 horas da manhã. Aprovada na Assembléia Legislativa, valendo-se do rolo compressor do governador Geraldo Alckmin, a inclusão da Companhia no Programa Estadual de Desestatização (PED) colocará à venda uma empresa que teve, em 2005, lucro de R$ 468 milhões. A justificativa do governo Alckmin era a necessidade de assegurar a capitalização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com dívida em torno de R$ 11 bilhões.

A CTEEP é avaliada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em R$ 16 bilhões, e tem receita líquida de R$ 1,2 bilhão, contabilizando R$ 545 milhões em caixa. O preço mínimo de venda será de R$ 755 milhões, desconsiderando descontos relacionados a gastos previdenciários e acertos relativos à venda de outro lote de ações, destinado aos funcionários da empresa, a preços subsidiados. O preço mínimo é calculado a partir de seu valor acionário, baseado mais no jogo especulativo das bolsas do que em avaliações patrimoniais e econômicas. Especialistas o supunham no patamar de R$ 2 bilhões, que por si só estariam longe de sanar as contas da Cesp (veja mais em Depois da Nossa Caixa Seguros, Alckmin fará leilão da CTEEP).

Para Renato Simões, deputado estadual pelo PT, o negócio parece interessante, até demais: “A CTEEP cobre a totalidade do Estado, faz a ligação entre as geradoras e as distribuidoras e possui 102 estações, sendo uma empresa eficiente e lucrativa. A privatização foi criada com a lógica de se separar a parte podre – dívidas – da parte boa – linhas de transmissão – da CESP. Agora querem vender o filé-mignon a preço vil”.

Em maio, quando a bancada do PT foi derrotada na votação que incluiu a CTEEP no PED, Simões partiu para o ataque na Assembléia Legislativa. “Não é por falta de alternativa, mas é por crença neoliberal desse tucanato de que o melhor caminho sempre é a privatização”, afirmou.

Ciente das críticas, o governo paulista admite que nem toda renda oriunda de privatizações segue para o pagamento de dívidas. Parte desse recurso engordará a Companhia Paulista de Parceria (CPP), que servirá de lastro para PPP estaduais, assim como recursos oriundos de Concessões à iniciativa privada de rodovias.

Mantido o lucro líquido anual de quase R$ 500 milhões, em aproximadamente quatro anos o comprador poderia repor o investimento, considerando o valor de R$ 2 bilhões, posto pelos especialistas, como resultado da transação. Ganho respeitável, além da posse de um patrimônio bilionário e da transmissão de energia em todo o Estado de São Paulo.

NEGÓCIOS SUSPEITOS
De acordo com o Relatório administrativo do ano de 2005 da empresa, “foram investidos cerca de R$ 234 milhões em novos projetos que irão proporcionar receitas adicionais para a Companhia”, e “A evolução positiva dos resultados financeiros confirma que as diretrizes implantadas pela Administração na condução dos negócios da Companhia foram acertadas”.

Ou seja, para Mauro Guilherme Jardim Arce, Presidente do Conselho de Administração e homem que assina o documento, a empresa vai muito bem das pernas. Mas Arce é um dos responsáveis pelo processo de privatização da companhia, como Secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, no cargo desde 1998.

A gestão do secretário coincidiu com o período mais frenético de privatização de empresas lucrativas no estado, todas oriundas da Cesp. Esta ficou com as dívidas do processo e não pôde ser vendida. A mesma operação está sendo realizada com a Nossa Caixa, banco estadual. Como já apontou a CARTA MAIOR, o secretário foi membro ainda do conselho administrativo de uma Eletropaulo privatizada, em caso que evidencia conflito de interesses (Arce foi Secretário de Estado e conselheiro de empresa que deveria supervisionar).

Curiosamente, nos últimos anos o caixa de R$ 500 milhões foi construído a partir das pressões do governo do Estado, representado por Arce, apesar da oposição de Eletrobrás, dona de 35% das ações ordinárias da CTEEP. O objetivo: tornar a empresa mais atraente para a venda.

BOM NEGÓCIO?
“O processo de privatização contém um equívoco de origem – a idéia de que um serviço essencial pode ser tratado como mercadoria. Desmontou-se em São Paulo uma estrutura bem-sucedida. O Estado abandonou seu papel de indutor do desenvolvimento”. Assim, Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo e da Federação Nacional dos Engenheiros, resume o processo de privatizações do setor elétrico.

Campos Pinheiro completa “No seu conjunto, essas operações, que se destinavam, conforme o discurso oficial, a sanear as contas do Estado, renderam, ainda segundo dados do governo, cerca de R$ 12 bilhões”. As mesmas dívidas da Cesp, que determinam agora a venda da CTEEP. A crítica na íntegra pode ser conferida em artigo publicado na Carta Maior (O desmonte do setor elétrico em São Paulo).

Para o engenheiro José Paulo Vieira, do grupo de política energética da Universidade de São Paulo (USP), a CTEEP é uma das empresas mais rentáveis do Estado, e há anos distribui pomposos dividendos para os cofres públicos: “nos últimos seis anos a companhia auferiu R$ 850 milhões de lucro e distribuiu dividendos de R$ 470 milhões, dos quais R$ 180 milhões foram destinados ao Estado de São Paulo. Vender uma empresa com essa capacidade de geração de caixa seria um escândalo digno das piores e nada saudosas privatizações ocorridas no país”.

Além do escândalo, Vieira aponta erros e incertezas no processo: “as privatizações resultaram mais de 7 bilhões de dólares de recursos, com a venda de empresas resultantes da cisão da CESP. o Estado não resolveu seus problemas e criou outros, piores. A Cesp já pediu socorro ao BNDES em 2002 (550 milhões de dólares), em 2003 (650 milhões de reais) e de novo em 2003 (1,35 bilhões de reais). Está claro para os analistas que os recursos da venda da CTEEP estarão prestes a "evaporar" ou serem "vertidos" pelas mesmas engrenagens. Sem a presença de motivos relevantes a embasar a proposta do governo e tendo em vista os riscos que serão colocados à confiabilidade do atendimento em energia elétrica no Estado de São Paulo, é grave, inoportuna e preocupante a proposta deste projeto de lei”.

 
----- Original Message -----
From: Rubens
Sent: Sunday, October 15, 2006 9:05 AM
Subject: RE: [gl-L] Gilberto Dimenstein: FHC é um injustiçado?!?!

...
 CA| Já que falamos em privatização, a Companhia
   | fornecedora de Luz de São Paulo foi privatizada
   | há uma mês. Um mês apenas. A que preço? Eu não
   | sei. Você sabe ou conhece alguém que saiba?
   | E não há como argumentar que foi o Lembo. Um
   | processo deste porte é longo e veio do Alckmin
   | que tem o mesmo perfil privativista do FH e do
   | seu partido


     "A Companhia fornecedora de Luz em Sao Paulo"
     é a Eletropaulo, que fornece energia para 24
     municipios que compoem a Grande Sao Paulo.
     Que eu saiba, ja era privada ha muito tempo,
     desde 1998, quando foi adquirida em leilao
     pela Lightgás.  Em 2001, numa nova composicao
     acionaria, passou a ser controlada pela AES
     Corporation.

     Como é que se privatiza um troço que JÁ É
     PRIVADO?


                              [ ] Rubens


























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