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PQD
Kleber,
Eu não estou tomando a defesa de ninguém. Vou só
rememorar que o Mino Carta foi ou é um dos jornalistas respeitados na imprensa
nacional. Se mudou ou não eu não sei.
Ele foi nos anos 60 editor -chefe de uma das
grandes revistas aqui surgidas, a Realidade, da Editora Abril.
Acho que com isenção ninguém, pode admitir que o
governo Lula não tenha feito uma cagada atrás da outra.
Mas vejo na disputa entre Alckmin e Lula, uma
escolha entre a bosta e a merda. Já disse isto aqui n vezes.
O que só reforça a minha determinação de mais uma
vez anular o voto.
Um abraço.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Monday, October 16, 2006 10:11 PM
Subject: Re: [gl-L] Carta Capital denuncia complô pelo 2º
turno
verinha antes que me matem, estou vivo e muito vivo para
cachorro depois de uma semana de desconstrução na serra
mas vc acha,
verinha, que esta carta capital é uma fonte segura e isenta:
POR QUE LULA, SEGUNDO CAPÍTULO Apesar de todas as
decepções, o presidente é ainda a melhor opção. Somente ele, na situação, vale
como mediador. Por Mino Carta
A três semanas do segundo turno, CartaCapital confirma sua preferência
pela candidatura do presidente Lula. As razões da escolha não mudam, como será
provado. Antes algumas considerações, em parte já feitas neste mesmo espaço, a
bem de uma definição cristalina.
O governo Lula ficou bastante aquém das
esperanças dos eleitores de 2002 e de CartaCapital, e das necessidades do
País. Pouco se fez para combater o desequilíbrio social, questão primeira na
pauta dos problemas, embora o povo tenha percebido leves progressos, que de fato
houve, conforme números recentes do PNAD.
A política econômica
ajoelhou-se aos pés do Deus Mercado, submissa aos dogmas neoliberais, e descurou
da produção. Nem por isso Lula seduziu porção conspícua dos ricos nativos.
CartaCapital não se cansou de criticar o governo, neste e em inúmeros
outros pontos da sua atuação.
O PT no poder, depois de ter desfraldado
seu comportamento ético por mais de duas décadas, portou-se como os que o
precederam, às vezes sem a mesma sutileza, a qual é fruto da experiência. A
crise incessantemente denunciada pela mídia, a mirar sempre em um único,
inescapável alvo, está longe de ter sido a maior do Brasil. Governos anteriores,
a começar pelo de Fernando Henrique Cardoso, foram muito mais eficientes no
desmando. Contavam, porém, com o encantamento dos jornalistas e dos seus
patrões.
O PT pareceu tão hipócrita quanto os demais partidos, além de
incompetente na gestão do poder e das suas próprias conveniências, e navegou
entre a trapalhada e o golpe sujo. Ficou claro que um bom número de petistas não
estava à altura da tarefa. Traíram idéias, programas, projetos.
Eis um
ponto dolorido. Ao cabo do seu mandato, Lula não poderá afirmar ter promovido
varões de Plutarco a marechais. E nem mesmo a sargentos, cabos, anspeçadas. Na
cidade onde nasci, não seriam escalados para entregar cabritos na véspera de
Natal. É quando os ajudantes de açougueiro saem de bicicleta, a carregar os
bichos dentro de um cesto, de onde afloram as perninhas amarradas. Fossem certos
petistas, enfiariam as bainhas entre os raios das rodas e soçobrariam na sarjeta
com seu carregamento.
A conclusão não é animadora. Digamos, porém, que o
balanço transcende Lula, é o balanço do Brasil. Não falta quem tape os olhos
diante da evidência, o povo inclusive, a se satisfazer com o gol do seu time.
Basta, contudo, atentar para o pífio crescimento do País, que se repete há mais
de duas décadas, para entender a gravidade da situação. Esta é, de fato, a
crise.
Os donos do poder sempre apostaram na resignação do povo, que
chamavam de cordialidade. Mas no abismo a separar ricos de pobres, onde já
medram a violência urbana, a guerra do tráfico, o PCC, a fúria que mata mais de
50 mil brasileiros a cada ano, a raiva armazenada centenas de anos a fio tem
todas as condições de explodir, algum dia, de uma hora para outra.
CartaCapital sustenta há tempo: neste Brasil a risco, por razões
que todos conhecemos, embora tantos finjam ignorá-las, neste Brasil de
desigualdades insuportáveis, Lula é, nas circunstâncias, o mais qualificado
mediador entre a minoria abastada, ou quase, e a maioria estacionada entre a
pobreza e a miséria absoluta." assina MINO CARTA
On 10/16/06, Vera
Martins <
[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Destaque
OS FATOS OCULTOS A mídia, em especial a
Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para
levar a disputa ao 2º turno
Por Raimundo Rodrigues Pereira
1.Pode-se começar a contar a história do
famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os
candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de
setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma construção
pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como que decorada
com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho azul brilhante,
que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta de entrada.
Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao
Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado cerca de 1,7 milhão de
reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal dossiê. Mas essa notícia é
ainda praticamente desconhecida do grande público.
J. F. Diorio/AE Preocupação. "Tem de
sair no Jornal Nacional", exigiu o delegado Bruno ao entregar as fotos do
dinheiro É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à frente
do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri, na
Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da Rede
Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda eleitoral
de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.
Com o tempo vão chegando jornalistas de
outras empresas: da CBN, da Folha, da TV Bandeirantes. E a presença das
equipes de Serra e Alckmin provoca comentários. Que a Rede Globo fosse a
primeira a chegar, tudo bem: ela tem uma enorme estrutura com esse objetivo.
Mas como o pessoal do marketing político chegou antes? Cada uma das duas
equipes tem meia dúzia de pessoas. A de Serra é chefiada por um homem e a de
Alckmin, por uma mulher. As duas pertencem à GW, produtora de marketing
político. Seus donos foram jornalistas: o G é de Luiz Gonzales, ex-TV Globo, e
o W vem de Woile Guimarães, secretário de redação da famosa revista Realidade,
do fim dos anos 1960. Entre os jornalistas, logo se sabe que foi Gonzales quem
ligou para a Globo, avisando do que se passava na PF.
E quem avisou Gonzales? Foi alguém da
Polícia Federal? Foi alguém do Ministério Público, de Cuiabá, de onde veio o
pedido para a ação da PF? Uma fonte no Ministério da Justiça disse a
CartaCapital que as equipes da GW chegaram à PF antes dos presos, que foram
detidos no Hotel Ibis Congonhas por volta da 6 da manhã do dia 15 e demoraram
a chegar à sede da polícia. Gente da equipe da GW diz que a empresa soube da
história através de Cláudio Humberto, o ex-secretário de imprensa do
ex-presidente Collor, que tem uma coluna de fofocas e escândalos na internet e
que teria sido o primeiro a anunciar a prisão dos petistas.
Pode ser que sim, o que apenas leva à
pergunta mais para a frente: quem avisou Cláudio Humberto? Mesmo sem ter a
resposta, continuemos a pesquisar nessa mesma direção: a de procurar saber a
quem interessava a divulgação da história do dossiê e como essa divulgação foi
feita. Para isso, voltemos à região do prédio da PF duas semanas
depois.
*Confira a íntegra da reportagem na edição
impressa
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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