O texto é longo mas merece uma atenção especial...
 
 
TI
Ineficiência causa perda de R$ 45 bi
Ana Carolina Saito e Carlos Eduardo Valim

Cinco dos mais importantes setores da economia no Brasil - agronegócio, têxtil, saúde, eletroeletrônico e automobilístico - perdem anualmente cerca de R$ 45 bilhões por ineficiências em suas cadeias produtivas, causadas principalmente pela pouca integração dos sistemas dentro das empresas e junto a seus fornecedores e clientes.

A quantificação foi possível a partir de pesquisa efetuada com 668 empresários e coordenada pelos professores Nelson Barrizzelli, da Universidade de São Paulo (USP), e Rubens da Costa Santos, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Materiais complementares à pesquisa estão no site www.lucratividadein
ovacao.com.br.

Pelos cálculos dos pesquisadores, somente a cadeia da indústria de alimentos deixa de ganhar entre R$ 5,5 bilhões e R$ 12,4 bilhões ao ano. E o setor têxtil, que sofre concorrência da China, figura na pior situação de integração em sua cadeia.

Se esses US$ 45 bilhões de desperdícios fossem redirecionados a estratégias para agregar negócios às empresas, numa conta bastante conservadora, em cinco anos, o Brasil acrescentaria um ponto percentual à taxa de crescimento do PIB por ano, segundo Barrizzelli, cerca de R$ 1,8 bilhão ao valor atual.

"O [ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando] Furlan diz que o País pode crescer 5% ao ano se houver maior intensidade de uso de TI", sublinha o professor. "Mas estamos crescendo 2,6% nos últimos anos. Temos pelo menos 25 anos de País estagnado."

As perdas na cadeia surgem porque o Brasil vem perdendo o bonde de um dos avanços tecnológicos de maior potencial surgidos nos últimos anos: a possibilidade de integração de soft-ware e sistemas dentro das empresas ou dentro de cadeias de fornecedores e clientes por meio da internet, chamada web services. Com esse conceito, as empresas ganham agilidade, criam processos mais eficientes e principalmente capacidade de responder rapidamente a mudanças de demanda no mercado.

Quando Barrizzelli estudou a integração tecnológica entre as empresas brasileiras pela primeira vez, entre 1995 e 1998, as ferramentas de integração de sistemas existentes (EDI, integração eletrônica de dados) exigiam projetos longos, caros e em que os diferentes sistemas precisavam ser completamente modificados para conseguir interagir um com o outro.Mas mesmo os modelos de integração que foram aplicados na Europa e nos Estados Unidos desde o final dos 70 - e que foram desprezados no Brasil -, provocaram ganhos muitos expressivos. "Citando valores da época, entre 85 e 88 o setor têxtil americano economizou US$ 25 bilhões só pelo fato de ter integrado eletronicamente a cadeia com a tecnologia da época", diz.

Hoje, com os web services, esses projetos exigem investimentos irrisórios "Na verdade, conforme o tempo passa os preços caem substancialmente", comenta. Eles só são pouco aplicados pela falta de conhecimento sobre o assunto por parte dos executivos de mais alto escalão - formados sem o entendimento dos benefícios da tecnologia da informação.

Ele afirma que desde a primeira pesquisa houve melhorias no Brasil, porém ainda está muito aquém do desejável para impulsionar o crescimento. "A reserva de mercado atrasou o Brasil em 50 anos na área de informática. Ainda estamos defasados. Hoje, a defasagem atinge cerca de 15 anos", explica.

No último estudo, Barrizzelli usou o modelo do consultor americano John Hagel III, de três estágios, cada qual relacionado aos objetivos dos investimentos em TI. São eles: foco na redução de custos, foco na especialização e foco na alavancagem dos negócios. Na interpretação do autor, a redução de custos leva à integração interna. O segundo estágio - chamado por Hagel de foco na especialização - se relaciona a uma "integração para trás", com os fornecedores da empresa. E o terceiro trata da "integração para frente", com os clientes, para entrega de produtos com mais eficiência.

Para o professor, as empresas brasileiras encontram-se no primeiro momento, a fase de redução de custos. A exceção vale somente à indústria automobilística, situada entre o segundo e terceiro estágios. "Cerca de 20% das empresas pesquisadas não têm integração interna, não subiram o primeiro degrau. Então há muito a ser feito e isso não é uma crítica, mas a indicação de uma enorme oportunidade", defende.

A última pesquisa, resultado de 15 meses de trabalho, deu origem ao livro "Lucratividade pela Inovação" (Editora Elsevier/Campus), que busca divulgar a executivos de grandes empresas novas tecnologias de impacto, com linguagem voltada ao mundo dos negócios.

Nelson Barrizzelli fala de diversos setores nacionais com a autoridade de sócio diretor da consultoria AGC International, de presidente do conselho administrativo da Maximiliano Gadzinski - Eliane Revestimentos, de membro de conselho da Santher, Killing - Tintas e Adesivos e Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Também foi executivo da Singer do Brasil, Cica, Dow Química e Produtos Alimentícios Fleischmann. (Gazeta Mercantil/ Pag. C1)

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