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E quantas vezes o Collor, o FH e o Lula passaram
por cima do Congresso (que é formado pela câmara e pelo senado), com MPs que são
a versão civil dos decretos-lei da ditadura?
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, October 17, 2006 9:59 AM
Subject: Re: [gl-L] Carta Capital denuncia complô pelo 2º
turno
Só gostaria de avisar uma coisa a vcs: Jesus Cristo Não é CANDIDATO. Quem
disputa a presidência são dois seres-humanos, com defeitos e qualidades. Resta
saber se as qualidades combinam com o que vcs acham que é uma boa qualidade e
que os defeitos são toleráveis.
O PT foi corrúpto, O PSDB foi corrúpto e OUTROS PARTIDOS foram também.
Os governos passados fizeram coisas boas e ruins (tá! mais coisas ruins que
boas). O PT também fez, coisas boas e ruins (na minha opinião, o fato de não
pedir dinheiro emprestado ao FMI já é uma graaaaaaande coisa boa. hã? há é! ele
quitou a dívida com o FMI, né?).
Resumindo: discussão inútil. Até porquê, Presidente não manda nada, quem
manda é o Congresso e o Senado.
Em 16/10/06, ccarloss
<[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:
PQD
Kleber,
Eu não estou tomando a defesa de ninguém. Vou só
rememorar que o Mino Carta foi ou é um dos jornalistas respeitados na imprensa
nacional. Se mudou ou não eu não sei.
Ele foi nos anos 60 editor -chefe de uma das
grandes revistas aqui surgidas, a Realidade, da Editora Abril.
Acho que com isenção ninguém, pode admitir que o
governo Lula não tenha feito uma cagada atrás da
outra.
Mas vejo na disputa entre Alckmin e Lula, uma
escolha entre a bosta e a merda. Já disse isto aqui n vezes.
O que só reforça a minha determinação de mais uma
vez anular o voto.
Um abraço.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
Sent: Monday, October 16, 2006 10:11 PM
Subject: Re: [gl-L] Carta Capital denuncia complô pelo 2º
turno
verinha antes que me matem, estou vivo e muito vivo
para cachorro depois de uma semana de desconstrução na serra
mas vc
acha, verinha, que esta carta capital é uma fonte segura e isenta:
POR QUE LULA, SEGUNDO CAPÍTULO Apesar de todas as
decepções, o presidente é ainda a melhor opção. Somente ele, na situação, vale
como mediador. Por Mino Carta
A três semanas do segundo turno, CartaCapital confirma sua
preferência pela candidatura do presidente Lula. As razões da escolha não
mudam, como será provado. Antes algumas considerações, em parte já feitas
neste mesmo espaço, a bem de uma definição cristalina.
O governo Lula
ficou bastante aquém das esperanças dos eleitores de 2002 e de
CartaCapital, e das necessidades do País. Pouco se fez para combater o
desequilíbrio social, questão primeira na pauta dos problemas, embora o povo
tenha percebido leves progressos, que de fato houve, conforme números recentes
do PNAD.
A política econômica ajoelhou-se aos pés do Deus Mercado,
submissa aos dogmas neoliberais, e descurou da produção. Nem por isso Lula
seduziu porção conspícua dos ricos nativos. CartaCapital não se cansou
de criticar o governo, neste e em inúmeros outros pontos da sua atuação.
O PT no poder, depois de ter desfraldado seu comportamento ético por
mais de duas décadas, portou-se como os que o precederam, às vezes sem a mesma
sutileza, a qual é fruto da experiência. A crise incessantemente denunciada
pela mídia, a mirar sempre em um único, inescapável alvo, está longe de ter
sido a maior do Brasil. Governos anteriores, a começar pelo de Fernando
Henrique Cardoso, foram muito mais eficientes no desmando. Contavam, porém,
com o encantamento dos jornalistas e dos seus patrões.
O PT pareceu
tão hipócrita quanto os demais partidos, além de incompetente na gestão do
poder e das suas próprias conveniências, e navegou entre a trapalhada e o
golpe sujo. Ficou claro que um bom número de petistas não estava à altura da
tarefa. Traíram idéias, programas, projetos.
Eis um ponto dolorido. Ao
cabo do seu mandato, Lula não poderá afirmar ter promovido varões de Plutarco
a marechais. E nem mesmo a sargentos, cabos, anspeçadas. Na cidade onde nasci,
não seriam escalados para entregar cabritos na véspera de Natal. É quando os
ajudantes de açougueiro saem de bicicleta, a carregar os bichos dentro de um
cesto, de onde afloram as perninhas amarradas. Fossem certos petistas,
enfiariam as bainhas entre os raios das rodas e soçobrariam na sarjeta com seu
carregamento.
A conclusão não é animadora. Digamos, porém, que o
balanço transcende Lula, é o balanço do Brasil. Não falta quem tape os olhos
diante da evidência, o povo inclusive, a se satisfazer com o gol do seu time.
Basta, contudo, atentar para o pífio crescimento do País, que se repete há
mais de duas décadas, para entender a gravidade da situação. Esta é, de fato,
a crise.
Os donos do poder sempre apostaram na resignação do povo, que
chamavam de cordialidade. Mas no abismo a separar ricos de pobres, onde já
medram a violência urbana, a guerra do tráfico, o PCC, a fúria que mata mais
de 50 mil brasileiros a cada ano, a raiva armazenada centenas de anos a fio
tem todas as condições de explodir, algum dia, de uma hora para outra.
CartaCapital sustenta há tempo: neste Brasil a risco, por
razões que todos conhecemos, embora tantos finjam ignorá-las, neste Brasil de
desigualdades insuportáveis, Lula é, nas circunstâncias, o mais qualificado
mediador entre a minoria abastada, ou quase, e a maioria estacionada entre a
pobreza e a miséria absoluta." assina MINO CARTA
On 10/16/06, Vera
Martins < [EMAIL PROTECTED]
> wrote:
Destaque
OS FATOS OCULTOS A mídia, em especial a
Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para
levar a disputa ao 2º turno
Por Raimundo Rodrigues
Pereira
1.Pode-se começar a contar a história do
famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os
candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de
setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma
construção pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como
que decorada com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho
azul brilhante, que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta
de entrada. Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar
Passos, ligados ao Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado
cerca de 1,7 milhão de reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal
dossiê. Mas essa notícia é ainda praticamente desconhecida do grande
público.
J. F. Diorio/AE Preocupação. "Tem de
sair no Jornal Nacional", exigiu o delegado Bruno ao entregar as fotos do
dinheiro É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à
frente do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri,
na Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da
Rede Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda
eleitoral de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.
Com o tempo vão chegando jornalistas de
outras empresas: da CBN, da Folha, da TV Bandeirantes. E a presença das
equipes de Serra e Alckmin provoca comentários. Que a Rede Globo fosse a
primeira a chegar, tudo bem: ela tem uma enorme estrutura com esse objetivo.
Mas como o pessoal do marketing político chegou antes? Cada uma das duas
equipes tem meia dúzia de pessoas. A de Serra é chefiada por um homem e a de
Alckmin, por uma mulher. As duas pertencem à GW, produtora de marketing
político. Seus donos foram jornalistas: o G é de Luiz Gonzales, ex-TV Globo,
e o W vem de Woile Guimarães, secretário de redação da famosa revista
Realidade, do fim dos anos 1960. Entre os jornalistas, logo se sabe que foi
Gonzales quem ligou para a Globo, avisando do que se passava na PF.
E quem avisou Gonzales? Foi alguém da
Polícia Federal? Foi alguém do Ministério Público, de Cuiabá, de onde veio o
pedido para a ação da PF? Uma fonte no Ministério da Justiça disse a
CartaCapital que as equipes da GW chegaram à PF antes dos presos, que foram
detidos no Hotel Ibis Congonhas por volta da 6 da manhã do dia 15 e
demoraram a chegar à sede da polícia. Gente da equipe da GW diz que a
empresa soube da história através de Cláudio Humberto, o ex-secretário de
imprensa do ex-presidente Collor, que tem uma coluna de fofocas e escândalos
na internet e que teria sido o primeiro a anunciar a prisão dos petistas.
Pode ser que sim, o que apenas leva à
pergunta mais para a frente: quem avisou Cláudio Humberto? Mesmo sem ter a
resposta, continuemos a pesquisar nessa mesma direção: a de procurar saber a
quem interessava a divulgação da história do dossiê e como essa divulgação
foi feita. Para isso, voltemos à região do prédio da PF duas semanas depois.
*Confira a íntegra da reportagem na edição
impressa
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Salão [EMAIL PROTECTED]
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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