Kleber,
 
Concordo em GNG. Mas não vejo no Alckmin nada capaz de mudar o quadro catastrófico da nossa política, das necessidades do país, e de levar a nação ao desenvolvimento que ela poderia ter.
É pular num vulcão ou enfrentar de cara uma tsunami.
Estaremos mal qualquer que seja o resultado.
 
Carlos Antônio.
 
 
 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, October 17, 2006 6:10 PM
Subject: [gl-L] Pensando bem, Lula nem pensar!

 
Pensando bem, Lula nem pensar!

"A causa real da maioria de nossos grandes problemas está entre a ignorância e a negligência." (Goethe, escritor alemão - 1749/1832)

O pior que pode acontecer ao Brasil é a reeleição do sr. Luiz Inácio e de seus companheiros do autodenominado Partido dos Trabalhadores. Digo isso com pureza d`alma, depois de muito matutar, de muito ler, de muito ver e ouvir. E o faço com a responsabilidade de meus 63 anos na liça desde menino e com a serenidade e o equilíbrio que o momento exige.

Vou ser muito franco: estou injuriado, como homem de esquerda, com a mácula que essa turma da pesada impôs a uma história grandiosa, que vem de Gracchus Babeuf, já no século XVIII. Nunca aceitei esse falsete de que "os fins justificam os meios" e não admito que idéias generosas sejam infamadas por essa versão tupiniquim de Robin Hood: "rouba, mas cuida dos pobres".

Mas não é só por esse turbilhão de escândalos que envolveu a copa e a cozinha do sr. Luiz Inácio. Mais do que isso, o governo petista cristalizou o processo de submissão ao sistema internacional, com o agravante: quem comanda o barco é o antigo torneiro-mecânico com quem o povo se identifica de olhos fechados, uma confiança cega.

Pensando bem, como Bernard Shaw, Lula é a emenda pior do que o soneto. Ele não tem a menor cerimônia em jogar para a platéia, falando o que não pensa, não faz e não fará. Porque, como estou cansado de dizer, ele é a melhor peça de que pode dispor o sistema internacional num país paralisado, que tem a mesma expectativa de crescimento do pobre Haiti.

Quem o diz é o próprio, conforme entrevista no "Globo" de ontem: "A elite brasileira no meu governo ganhou muito dinheiro. Os empresários ganharam muito dinheiro, as empresas progrediram muito; os bancos ganharam dinheiro e, sobretudo, ganharam muito dinheiro".

A bem da verdade, prender-se à ideologia pura na escolha do presidente, no segundo turno, neste País sem partidos e sem referências perenes é forjar ilusões. No primeiro, votei em quem mais se aproximava da minha visão de Brasil. Agora, trabalho com outros dados para votar e recomendar.

Até à eleição de Lula, em 2002, ainda podíamos embarcar no simbolismo de sua origem proletária. Dava gosto para os homens do povo e os pensadores progressistas imaginar este país continental sendo revisto de cabo a rabo por alguém que carregava as marcas das injustiças e das vidas secas.

A grande frustração

Foi na frustração desse sonho atávico que o metalúrgico cometeu sua maior torpeza. Não se esperava que ele fosse virar a mesa, dar um cavalo-de-pau - sem essa de bravatas - mas também ninguém entendeu por que ele resolveu ser mais realista do que o rei, mudar de lado, abraçando um projeto macroeconômico que se exauria.

Já o seu comportamento de candidato ainda é mais assustador. Nada parece tão hipócrita como vê-lo espinafrando as privatizações-doações do FHC. Em "O Globo", teve a coragem de dizer que não privatizaria as teles e a Vale do Rio Doce. E por que, pensando assim, nem sequer promoveu uma auditoria nessas transações? Por que não resgatou as empresas que ele não privatizaria?

Não podia fazer nada? E como o Nestor Kirschner desprivatizou companhias de saneamento, correios, telefônicas e elétricas na Argentina? Como pôde o argentino, que encontrou o seu país no fundo do poço, enquadrar o FMI e outros credores, levando seu país aos melhores índices de desenvolvimento econômico na América Latina, ao lado da Venezuela?

Com tantas concessões, o que o governo do sr. Luiz Inácio pode exibir à distinta platéia? A única coisa de impacto que fez foi a "reforma da previdência" que, entre outros absurdos, estabeleceu um confisco de 11% nas aposentadorias, à sombra de que os fundos privados de pensão multiplicaram sua clientela.

A cooptação dos sindicalistas para altas sinecuras no governo e entidades como o Sesi restabeleceu o peleguismo em sua mais abjeta expressão e atrelou os movimentos sociais como "ongs" interessadas tão-somente numa fatia dos recursos do Ministério do Trabalho.

No movimento sindical que o PT aparelhou e no movimento estudantil que o PC do B controla com as dádivas do monopólio das carteirinhas, quem não foi pinçado para uma boa sinecura recebe compensadoras benesses, com o que as ferramentas do contraditório social enferrujaram.

Pedintes do Estado

Dentro de uma estratégia concebida internacionalmente a partir de organizações como o "Diálogo Interamericano", o governo do sr. Luiz Inácio transformou um terço da nossa população em parasitas do Estado. Milhares de cidadãos já não correm atrás do trabalho, nem do biscate. Basta ter um cartão, distribuído sabe Deus como e o domínio da urna eletrônica.

Ao contrário de todos os clamores da esquerda - para quem o povo não quer migalhas, mas oportunidade para ganhar o sustento com o suor do seu rosto - a rede de caridade pública transforma o lumpesinato em massa de manobra que abandona todos os seus valores morais e críticos, garantindo o capital eleitoral primário, que decide qualquer eleição.
Você diria que os tucanos não fariam diferente, até porque foram eles que corporificaram as políticas compensatórias, em prejuízo da educação pública de qualidade, obstinação de Brizola e de programas de geração de emprego e renda.

Mas o governo do sr Luiz Inácio e dos seus companheiros do PT se esmerou na manipulação da confiança popular. Em relação às privatizações, volto a lembrar: apesar dos discursos de campanha e dos lamentos em entrevistas, o governo do PT foi muito mais generoso com as privatizadas.

Enquanto deixou a Varig a pão e água, causando esse ambiente de insegurança e desconforto em nossos ares, o BNDES dirigido por um "alto companheiro" está sendo uma mãe para essas empresas: só na semana passada, a Brasil Telecom (uma tele) abocanhou um empréstimo de 2,1 bilhões, o terceiro no governo petista, a juros de pai para filho e com pagamento a perder de vista, ainda mais sem ter quitado os empréstimos anteriores.

Na minha cabeça, isso é pior do que privatizar. Enquanto serve aos grandes interesses internacionais, o sr. Luiz Inácio joga sem o menor pudor com sua condição de ex-retirante e ex-operário, angariando a solidariedade dos que não podem nem pensar em um progresso profissional, mas se sentem orgulhosos do irmão manda-chuva.

Embora hoje creia pelo menos na seriedade do sr. Alckmin, e não sinta desconforto em oferecer a ele o meu voto no segundo turno, insisto em que a não reeleição do sr. Luiz Inácio é a única forma de impedir a desmoralização das instituições, já em processo de decomposição, como ficou evidente nas votações dadas ao corrupto Paulo Maluf e ao folclórico Clodovil.

Hoje, mais do que nunca, me parece claro que é possível derrotar essa turma sem escrúpulos que se apropriou e tirou proveito dos nossos melhores sonhos. Livrar-se desses aloprados é uma questão de sobrevivência nacional. Votar em Lula é passar atestado de incorrigível ingenuidade e impetuoso masoquismo.

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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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