É um dos textos mais reacionários que li em toda a minha vida. Para o
autor, quem vota diferente dele está desmoralizando a democracia. Dá
para levar à sério?
Após ler as últimas pesquisas, decidi me voltar para as minhas pontes.
Divirtam-se! Always remember: "You may say whatever you want about me,
as long as you spell my name correctly".
antonio kleber de araujo wrote:
valeu
muito grato
eu tinha conseguido copiar
apenas uma parte mas nem me lembrei de usar o menu...
vou fazer a minha parte, agora
que o PSP já recebeu a sua copia
>se eu fosse versado nas artes da internet e soubesse copiar
estas coisas protegidas por
>rezas tecnologicas estranhas eu mandava para todos meus contactos.
meu filho me prometeu
>um add-on ao firefox que pula esta parte mas ainda não recebi....
AKA, eu consegui copiar usando o firefox sem add-on. É só selecionar a
parte do texto que interessa e, ao invés de usar Ctrl+C, ir ao menu
Edit/Copy. ;-)
Lá vai o conteúdo.
Será possível
que ninguém se toca?
Assistimos
à desmoralização das conquistas da democracia
Estamos vivendo um momento histórico delicadíssimo. As conquistas da
redemocratizaçã o estão ameaçadas pelo projeto petista de poder. A
agenda óbvia para melhorar o Brasil é um consenso entre grandes
cientistas sociais. Vários prêmios Nobel concordam com nossos pontos
essenciais de reforma política e administrativa, que fariam o país
decolar.
Mas os despreparados sindicalistas e excomunas ignorantes têm um
programa que nos levará a um retrocesso político trágico. Em pouco
tempo, podemos ter a volta da inflação, caos político, ruptura
institucional — tudo na contramão das necessidades de modernização do
país.
Eles prometem medidas que nos jogarão de volta aos anos 50 ou para
trás, pelo viés burro de um "socialismo" degradado num populismo
estatizante: o lulismo. Enquanto isso, os cidadãos que comeram e
estudaram, intelectuais e artistas cultos, os que bebem nos bares e
lêem jornal ficam quietos. O Brasil está sendo empurrado para o buraco,
e ninguém se toca? O que vai acontecer com esse populismovoluntaristaestatizante
é óbvio, previsível, é bêaacute;-bá em ciência política. "Sempre foi
assim..." — se consolam.
Mas não. "Nunca antes", um partido montou um esquema secreto de
"desapropriação" do Estado, para fundar um "outro Estado". O
ladrão tradicional roubava em causa própria e se escondia pelos cantos.
Os ladrões deste governo roubam de testa erguida, como em uma "ação
revolucionária". Fingem-se de democratas para apodrecer a
democracia por dentro.
Lula topa tudo para ser reeleito. Ele usa os bons resultados da
economia do governo FHC para fingir que governou. Com cínico descaro,
ousa dizer que "estabilizou" a economia, quando o PT tudo fez para
acabar com o real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo
que agora apregoa como atos seus.
Se eleito, as chamadas "forças populares", que ocupam os 30 mil postos
no Estado aparelhado, vão permanecer nas "boquinhas", através de
providências burocráticas de legitimação.
As Agências Reguladoras serão assassinadas.
Os sinais estão claros, com várias delas abandonadas e com notícias de
que o PMDB já quer diretorias.
O Banco Central perderá qualquer possibilidade de autonomia, como já
rosnam os membros do "Comitê Central" do lulismo. A era
Meirelles-Palocci será queimada, velho desejo de Dirceu e camaradas.
Qualquer privatização essencial, como a do IRB, por exemplo, será
esquecida.
A reforma da Previdência "não é necessária" — dizem eles — pois os
"neoliberais exageram muito sobre sua crise", não havendo nenhum
"rombo" no orçamento.
A Lei de Responsabilidade Fiscal será aos poucos desmoralizada por
medidas atenuantes.
Os gastos públicos aumentarão, pois, como afirmam, "as despesas de
custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina
pública". Nossa maior doença — o Estado canceroso — será ignorada.
Voltará a obsessão do "controle" sobre a mídia e a cultura, como
aconteceu no início do primeiro tempo. Haverá, claro, a obstinada
tentativa de desmanchar os escândalos do chamado "mensalão", desde os
dólares na cueca até a morte de Celso Daniel e Toninho do PT, como já
insinuam, dizendo que são "meias verdades e mentiras, sobre supostos
crimes sem comprovação...".
Leis "chatas" serão ignoradas, como Lula já faz com a lei que proíbe
reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, "esquecendo-a" de
propósito. Quanto ao MST, o governo quer mantêlos unidos e fiéis, como
uma espécie de "guarda pretoriana", a vanguarda revolucionária dos
"aiatolás petistas", caso a crise política se agrave.
Não duvidem, eles serão os peões de Lula.
Outro dia, no debate, quando o Alckmin contestou Lula ao vivo, ouviu-se
um "ohhhh!...." escandalizado entre eleitores, como se o Alckmin
tivesse cometido um sacrilégio. Alckmin apenas atacou a intocabilidade
do operário "puro" e tratouo como um cidadão como nós, ignorando a aura
de "ungido de Deus" de Lula, que os fanáticos intelectuais lhe
pespegaram. Reagiram como diante de uma heresia, como se Alckmin
tivesse negado a virgindade de Nossa Senhora ao lhe perguntar: "De onde
veio o dinheiro?" Agora, sem argumentos diante dos escândalos
inegáveis, os lulistas só agem pela Fé. Lula sempre se disse "igual" a
nós ou ao "povo", mas sempre do alto de uma "superioridade", como
se ele estivesse "fora da política", como se a origem pobre e a
ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Agressão é o silêncio
cínico que ele mantém, desmoralizando as instituições pela defesa
obstinada da mentira. Mas os militantes imaginários que se acham
"amantes do povo" pensam que Lula não precisa dizer a verdade; basta
parecer. Alguns até reconhecem os crimes, mas, "mesmo assim", votarão
nele. Muitos têm medo de serem chamados de reacionários ou caretas.
Há também os "latifundiários intelectuais": acadêmicos e
pensadores se agarram em seus feudos e não ousam mudá-lo. Uns são
benjaminianos; outros, marxistas; outros, hegelianos, gurus que
justificam seus salários e status acadêmico e, por isso, não podem
"esquecer um pouco o que escreveram" para agir. Mudar é trair, para
ortodoxos. Ninguém tem peito de admitir a evidência inevitável de que
só um "choque de capitalismo" destruiria nossa paralisia estatal,
burocrática e patrimonialista, pois o mito da "revolução sagrada" é
muito forte entre nós. Se há uma coisa que une esquerda e direita, é o
ódio à democracia (Bobbio).
Os intelectuais dissimulados votarão em Lula de novo e dizem que
"sempre foi assim" porque, no duro, eles acham que o lulo-dirceusismo
estava certo, sim, e que o PT e sua quadrilha fizeram bem em assaltar o
Estado para um "fim revolucionário".
Vou guardar este artigo como um registro em cartório. Não é uma
profecia; é o óbvio, banal, previsível. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e
sofrerei a torta vingança de declarar: "Agora não adianta chorar sobre
o chopinho derramado...
Eu não disse?..."
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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