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Verimha,
A primeira coisa que lembrei foi exatamente a nossa
conversa sobre o cigarro. E lembro também de ter descrito sucintamente o
problema que eu tivera e ele descrever exatamente todo o processo, o que era e o
procedimento feito. Batia em detalhes com os relatórios médicos que tenho
comigo. Foi logo assim que eu entrei para a lista, e senti o cuidado dele em me
alertar que eu não deveria nem passar perto de um cigarro. As palavras
foram fielmente estas como você bem lembrou.
Estávamos programando eu e o Claudio um encontro
para o dia 8 de novembro quando estarei no Rio e ele era uma dos que contávamos
pois disse que voltaria das férias no próximo mês. Eu nem sei se teremos
condição para realizar o tal encontro embora eu tenha prometido levar para o
Claudio matéria prima para as suas caipirinhas. É claro que levarei mas acho que
não haverá clima para comemoração. Tenho que falar com ele sobre
isso.
Do Mascarenhas,
seu todo nome
eu nem sabia.
Mas o que importa um nome
se existiu uma afinidade,
um traço
sem um abraço
sem que tivéssemos
um aperto de mão,
ou um som de voz
que nos fizesse próximos.
Vale a eternidade da lembrança.
E isto ele deixou.
Pois é, Verinha, foi lamentável que acontecesse
este vazio em nós agora. Sabemos que outros virão. Mas a dolorosa sensação de
perda é indelével. E dela nos livraremos nunca.
Um abraço.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
From: Vera Martins
Sent: Thursday, October 19, 2006 11:41 PM
Subject: Re: [gl-L] Muito triste! Não foram poucas conversas não, Carlos.
Lembro de nós três conversando madrugada adentro, ele dizendo que vc não deveria
passar nem perto de um cigarro aceso. E eu repetia sempre que era o médico
dos meus sonhos. Sabia muito, parecia altamente competente, confiável,
seguro. Não deixava uma pergunta sem resposta. Lembra ?
Não falo isso agora porque estamos diante
da triste notícia. Eu costumava dizer sempre que o via.
Era confortante tê-lo por perto. Ele e o Marco A. Nunca disse isso ao Marcão, mas sempre
os vi como modelo de médicos competentes, confiáveis, seguros, do tipo que não
se encontra facilmente.
O Masca tinha também um senso de humor
maravilhoso.... Um talento incrível para escrever, fez crônicas lindas qdo
estava no Pantanal. Certa vez, tirou do fundo do baú a música dos Casseta "Eu
tou Tristão" para falar do clima melancólico da Copa e da morte do Bussunda.
E ele se foi jovem também. Ainda me parece difícil acreditar que estou
escrevendo isso.
----- Original Message -----
From: ccarloss
Sent: Thursday, October 19, 2006 10:43 PM
Subject: Re: [gl-L] Muito triste!
Puttz! Leni,
Pior notícia não poderia haver.
Normalmente participávamos de papos coletivos mas
nas poucas msgs trocadas diretamente entre nós aqui na lista,
criou-se um vínculo de respeito e
admiração.
Muito desagradável isso.
Carlos Antônio.
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