O Jabor erra mais que acerta. Mas não dessa vez. Ninguém nega que houve corrupção no governo FH. Mas no do Lula ela não fica atrás.
Teremos mais quatro anos desta cavalgadura no poder.
Ladrão por acobertar ladrões. Mentiroso por não assumir saber de tudo desde o início. Corrupto por comprar votos de miseráveis com um prato de comida.
Símbolo da indignidade por aliar-se a todos que combateu antes. Fanfarrão por alardear o que não fez. Falso por inaugurar obras que sequer  começaram.
Uma figura que desperta asco ao autoproclamar-se o melhor de todos quando é uma nulidade em tudo o que fez.
 
Carlos Antônio.
 
Repassando:
>Subject: ENC: Comentário de Arnaldo Jabor que foi retirado da página da CBN
>na Internet
>Date: Mon, 23 Oct 2006 21:55:54 -0200
>
>
>Repsdo msg, respeitando a opinião dos queridos amigos.
>Um gde abço
>Octavio
>
>Comentário de Arnaldo Jabor que foi retirado da página da CBN na
>Internet
>
>Nesta quinta-feira, 12 de outubro, mais outro ataque. Desta vez foi
>contra a liberdade de expressão do famoso comentarista Arnaldo Jabor que
>publicara um comentário (*) feito no último dia 10 de outubro, no site
>da Rádio CBN. É ótimo porque, agora, os comentaristas só ficarão livres
>para falar o que venha de encontro aos interesses do PT. O ministro Ari
>Pargendler, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada
>do comentário do colunista da página da rádio CBN na Internet, e das
>páginas de todas as suas afiliadas. O advogados da coligação "A Força do
>Povo" (PT-PRB-PCdoB), que apóia a reeleição do presidente Luiz Inácio
>Lula da Silva, argumentaram que o comentário, intitulado "Qual é a
>origem do dinheiro ? Este é o lema da campanha da oposição", prejudicava
>Lula e favorecia Alckmin. Pode até ser que isso seja verdade, mas não
>por culpa do Jabor e sim do próprio candidato do PT, porque o problema é
>que é praticamente impossível falar a verdade sem prejudicar o
>presidente Lula. Deveremos todos passar a mentir daqui para frente?
>
>Comentário do Jabor:
>(*) Qual é a origem do dinheiro ? Este é o lema da campanha da oposição.
>Arnaldo Jabor
>O Estado de São Paulo, Caderno 2, 10 Out 06
>O debate de domingo serviu para vermos dois lados do Brasil. De um lado,
>a busca de um 'choque de capitalismo', de outro um delirante choque de
>um socialismo degradado em populismo estatista, num getulismo tardio.
>
>De um lado, S. Paulo e a complexa experiência de um Estado
>industrializado, rico e privatista e, do outro, a voz de grotões onde o
>Estado ainda é o provedor dos vassalos famintos. De um lado, a teimosa
>demanda de Alckmin pelo concreto da administração pública e, do outro
>lado, o Lula apelando para pretextos utópicos, preferindo rolar na
>retórica de símbolo, lendo constrangido estatísticas e citando obras que
>nem foram iniciadas.
>
>Alckmin foi incisivo; Lula foi evasivo. Lula saiu da arrogância do
>primeiro turno para o papel de 'sóbrio estadista injustiçado'. Mas não
>deu para esconder seu mau humor quase ofendido, por ter de dialogar ali
>com aquele 'burguês', limpinho, sem barba. Faltou-lhe a convicção de
>suas afirmações, pois seu 'amor ao povo' não teve a energia de antes.
>Gaguejou, tremeu, suas frases peremptórias não tinham ritmo, não tinham
>'punch line', não 'fechavam', enquanto Alckmin parecia um cronômetro,
>crescendo no ritmo e concluindo com fragor.
>
>Lula estava rombudo, Alckmin era um estilete. Lula estava deprimido
>porque raramente foi contestado assim, ao vivo. Sempre recuamos diante
>do sagrado 'Lulinha do povo', imagem que se rompeu domingo. Houve um
>leve sabor de sacrilégio na acusação do agora agressivo 'picolé de
>chuchu'. Alckmin rompeu a blindagem do Lula, protegido dos escândalos.
>Alckmin atacou a intocabilidade do operário sagrado e tratou-o como
>cidadão. Isso.
>
>O Lula perdeu um pouco da aura de 'ungido de Deus'. Lula sempre se disse
>'igual' a nós ou ao 'povo', mas sempre do alto de uma intocabilidade,
>como se ele estivesse 'fora da política'. Sempre houve um temor
>reverencial por sua origem pobre; qualquer crítica mais acerba soava
>como um ataque da 'elite reacionária que não suporta um operário no
>poder', como clamam tantos lulo-colunistas e artistas burros.
>
>Quando apertou o cerco, Lula tentou se valer dos pobres, dos humildes,
>falou da mãe analfabeta, mas sempre evitou responder a qualquer pergunta
>concreta, como se a concretude fosse uma ofensa a seu mundo ideológico
>puro, acima da vida 'comum'. Várias vezes, suas falas não faziam
>sentido, porém mantinham para o espectador acrítico aquele ronronar
>grosso que empresta um ritmo de fundo em torno da sua imagem de 'símbolo
>dos pobres'.
>
>Lula não precisa dizer a verdade; basta parecer. Sempre que o Alckmin o
>encostava na parede, ele chamava as verdades proferidas de
>'leviandades', o que é muito comum no vocabulário petista que nomeia de
>'erros' os crimes cometidos ou de 'meninos', os marmanjos corruptos que
>transportam dólares na cueca ou nas maletas e que foram
>'desencaminhados', coitados, por bandidos comuns, talvez até (quem
>sabe?) 'a serviço' de tucanos solertes.
>
>Lula tentou encobrir os crimes de sua quadrilha apelando para pretensos
>'crimes' de gestões anteriores, como barragem de CPIs, votos comprados,
>caixa 2 sem provas.
>
>Ele e os petistas se julgam donos de uma 'meta-ética', uma 'supramoral'
>que os absolveria de tudo e, por isso, Lula se utilizou de mentiras e
>meias-verdades para responder às acusações de mensalões e sanguessugas
>em seu governo.
>
>Para justificar a omissão e a passividade diante da Bolívia e do
>prejuízo de 1 bilhão e meio de dólares nas instalações da Petrobrás,
>Lula chegou a criticar a violência burra do Bush para se absolver na
>política de 'companheirismo' com o Evo Morales. Ao invés de se defender
>de acusações pontuais, dizia que a era-FHC também era corrupta, como nas
>brigas de bordel, em que as prostitutinhas se defendem apontando os
>pecados das outras.
>
>Lula tentou fugir da pergunta que não vai se calar: 'Qual a origem do
>dinheiro?'
>
>Lula respondeu com a metáfora batida: "Muitas vezes o sujeito está na
>sala e não sabe o que está acontecendo na cozinha". Ou seja: é normal
>que o chefe da Casa Civil e agora o Presidente do partido, Berzoini,
>Hamilton Lacerda, o chefe da campanha do Mercadante, o diretor do Banco
>do Brasil, seu assessor, seu churrasqueiro, petistas ativos no
>diretório, todos soubessem e trouxessem o dinheiro em malas, sem avisar
>o chefe. E quer que a gente engula.
>
>Lula pediu a Deus que não o mate 'até que ele saiba de onde veio o
>dinheiro'. A resposta obvia é: 'Não precisa perguntar a Deus; basta
>perguntar aos seus assessores na sala ao lado...', como escreveu a
>Miriam Leitão.
>
>Quando Alckmin o apertava, ele o desqualificava: 'Meu Deus... como é que
>pode? Você está nervoso, Alckmin... Não é o seu estilo...', querendo
>trancar o desafiante em seu papel de gentil picolé. Diante do pedido de
>explicações, fugia, tentando abordar 'questões programáticas' (como se
>ele as tivesse...), como se elas pudessem estar acima das 'bobagens de
>crimes que sempre houve, de erros de companheiros' etc... Assim, tentou
>voar por cima da ética assassinada.
>
>Acontece que os crimes de sua quadrilha ' são' a questão principal e
>também 'programática' porque, além da imoralidade, esses crimes
>prefiguram uma política que visa a atropelar a democracia através de
>grossuras truculentas que lhes mantenham no emprego a qualquer custo.
>
>Lula não pôde responder à pergunta fatal 'De onde vem o dinheiro?'
>porque sua origem é conhecida.
>
>Todos sabemos que o dinheiro veio de algum nicho onde está guardado para
>'despesas do partido', dinheiro desviado ou de fundos de pensão ou de
>estatais ou de bancos oficiais ou de contratos superfaturados. Todos
>eles sabem. Só falta o nome do dono da cueca ou das maletas. E
>certamente o advogado do governo não permitirá que saibamos até o dia
>29.
>
>Tudo está óbvio. Neste momento perigosíssimo de nossa História, só resta
>esperar que o 'povo' perceba o óbvio, já que os intelectuais jamais o
>enxergarão.
>                                             ***

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