quebrando um pouquinho a promessa
para falar do meu idalo futuro ministro
-------- Original Message --------
VARIAÇÕES EM TORNO DA MALDADE
07.11
- Ipojuca Pontes
“Tudo que é preciso para que o mal triunfe é que os homens de bem nada
façam” – Edmundo Burke, liberal inglês
Faço algumas observações, ainda na ressaca eleitoral de 2006, sobre o
mundo que nos cerca. Elas dizem respeito ao presidente Lula da Silva, ao
ditador Fidel Castro, ao sofista Delfim Neto e ao indiciado Antônio
Palocci. São notas variadas em torno de um mesmo tema – a maldade – e
suas eternas variantes de corrupção, violência, cinismo e impunidade.
1 - Sobre Lula: relendo outro dia “Eichmann em Jerusalém”, de Hannah
Arentd, sobre o julgamento do carrasco nazista que conduziu milhões de
judeus para os fornos dos campos de concentração, me lembrei do vosso
reeleito presidente. Tal como Adolf Eichmann, que alicerçou a
“banalidade do mal” na Alemanha, o Luiz Inácio permitiu que se
institucionalizasse no Brasil a “banalidade da corrupção”, tornando-a
uma espécie de feijão-com-arroz do nosso cotidiano político. No
julgamento de Jerusalém, acompanhado de perto por Arentd, o carrasco
nazista alegou que não se sentia responsável pelo genocídio, visto que
apenas cumpria ordens superiores, como se ordens superiores em casos de
extrema maldade (genocídio), fossem verdades inquestionáveis.
Certo: o vosso presidente não mandou ninguém para os fornos crematórios.
Mas, num outro plano da maldade, que diz respeito a corrupção instalada
no Palácio do Planalto, Lula não só fechou os olhos, como se diz isento
de responsabilidade pessoal por “erros cometidos por outros” –
exatamente as pessoas que, escolhidas a dedo e a serviço da manutenção
do poder, tornaram o roubo, a fraude e a mentira a moeda corrente da
vida nacional. Pior: tornaram boa parte da nação politicamente conivente
com a “banalidade da corrupção”.
Só mais uma informação: Eichmann, o carrasco nazista que banalizou o
mal, foi julgado em 1962 (em Jerusalém), condenado à morte e levado à forca.
2 - Sobre Fidel Castro: depois de seis semanas sem aparecer aos olhos do
mundo, o ditador cubano, como resposta à revista Time que o deu como
portador de câncer terminal, apareceu em vídeo com agasalho vermelho,
segundo a imprensa burguesa “com boa aparência, caminhando e falando ao
telefone”.
O que o fato tem a ver com a maldade? Tudo. O tirano Fidel Castro é a
própria essência da maldade. Ainda estudante, seu pendor pela violência
sanguinária infernizou a vida de Cuba. Ele organizou um grupo de
vândalos, “Los manicatos” (“mãos-duras”), para fazer arruaças e impor
sua vontade pessoal. Mais tarde, conhecido como o “homem do colt 45”,
aderiu ao gangsterismo político, executando adversários e dirigentes
sindicais (como, por exemplo, o líder estudantil Leonel Gómez e o
sindicalista portuário Aracelio Iglesias). Segundo o Livro Negro do
Comunismo, de autoria dos socialistas Stéphane Courtois e Jean-Louis
Margolin, Castro foi o responsável direto pelo extermínio, tortura e
prisão de mais de 80 mil pessoas.
Na minha família duas pessoas morreram de câncer. E uma sobrinha, em
Turim, é especialista em câncer terminal. Os olhos fundos de Fidel, sua
palidez, os estímulos retardados na fala indicam que ele, tal como
ocorreu com o “Tirofijo”, na Colômbia, não tem seis meses de vida.
(Ainda assim, junto com Chávez, Evo Morales e Lula forma a banda dos
“Quatro Cavaleiros do Apocalipse”).
3 - Sobre Delfim Netto: numa solenidade promovida pelo Jornal do
Comércio, no Copacabana Palace, o sempre educado Bernardo Cabral me
apresentou a Delfim Netto, o sinuoso czar da economia dos governos
militares de Costa e Silva, Médici e Figueiredo, à época, tido como
responsável pelo florescimento do “milagre brasileiro”, na realidade uma
mágica alicerçada no governo Castelo Branco por Octávio Correia de
Bulhões e Roberto Campos – mas, posteriormente, de efeito desastroso
para o País quando o crédito externo começou a ser cobrado com juros
elevados.
Delfim - baixinho, cabelo pintado, bem vestido e de bochechas murchas -
era a imagem do próprio capeta, olhar vivo, malicioso e convincente. Se
tivesse um gorro de pele na cabeça, seria a reedição miúda de um membro
da nomenclatura da Era Brejnev, outro “czar” que escondia, só na Rússia,
43 milhões de miseráveis - a “ralé branca”.
Delfim é tipo que atua como um rolo compressor. Meses antes, para
persuadir o PT (Stédile), tinha escrito um artigo ambíguo sobre
entrevista concedida por Karl Marx ao The Chicago Tribune, em 1879,
enfatizando que o “pai do socialismo científico” explicitava à época
caminhos não violentos para se chegar à revolução.
Eis a falácia: anos depois da entrevista, valendo-se de escritos
(incendiários) do mesmo Marx publicados em 1882 (um ano antes de
morrer), o fanático Lenin conduzia a Rússia a um banho de sangue sem
precedentes na história, terminando por liquidar, sem dó nem piedade,
todo o clã dos Romanov.
Delfim que, dizem, orientava o ex-ministro Palocci, agora é candidato a
ministro da Agricultura do segundo governo Lula, o Amante da Revolução
Cubana. Mas não duvidem do diabólico Delfim: mais cedo do que se pensa,
retornará ao posto de czar da economia!
4 - Sobre Antonio Palocci: O Ministério Público do Estado de São Paulo
pediu a prisão preventiva do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci,
edição cabocla do Dr. Jekyl e Mr. Hide (de dia era uma coisa e de noite
praticava misérias), pronunciado por formação de quadrilha, peculato
(desvio do dinheiro público) e falsificação de documentos. O promotor
Costa Filho diz que a prisão de Palocci visa “colocar fim à organização
criminosa que se enraizou na região de Ribeirão Preto colocando em risco
a ordem pública e econômica da cidade”.
O promotor Costa Filho não sabe onde está vivendo, coitado. O advogado
de Palocci já apareceu e disse que ele agora é deputado em Brasília e só
pode ser processado pelo STF.
Quem aposta que Palocci não pega um só dia de cadeia?
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N�o leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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