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Sábado, 09 de dezembro de 2006

Tutty Vasques - A ficção científica errou!


Responda rápido: quem são os controladores de vôo de “Blade Runner” ou 
“Star Wars”?

Ainda que até outro dia ninguém desse a menor importância a essa gente, 
a ficção científica teria que prever o poder que o controlador de vôo 
terá no futuro sobre a vida e os negócios das pessoas. Vi “O Quinto 
elemento”, “A Ilha”, “Minority Report”, “De volta para o futuro 2”, mas 
não me lembro de ter assistido a um só filme sobre o grande colapso dos 
aeroportos – o dia em que nenhuma aeronave saiu do chão em todo o 
planeta, e esses caras tomaram consciência de que poderiam dominar o 
mundo como num videogame irado. Issaaaaa!

Na Los Angeles de 2019 ou naquela galáxia muito, muito distante, é 
imperdoável que os controladores de vôo não sejam de alguma forma 
protagonistas de núcleos em “Blade Runner” ou “Star Wars”. Fala sério: a 
ficção científica pisou na bola brabo ao não prever a importância que o 
personagem em questão ganharia no mundo real a partir do início do 
século 21.

Qualquer criança brasileira que passe por aeroportos nessas férias irá 
se perguntar quando voltar para frente da TV quem eram os controladores 
de vôo de “Futurama” ou de “Os Jetsons”, por exemplo. Como seria 
possível todo mundo ter sua própria aeronave para ir trabalhar ou ao 
supermercado sem de vez em quando roçar na barriga de um avião de carreira?

Alguém em Hollywood deve estar neste momento debruçado sobre o 
personagem para transformá-lo em protagonista, Deus queira não seja 
filme de terror, tipo, “O controlador”.

* * *


É nisso que dá viajar em avião oficial e desembarcar na Base Aérea do 
Galeão. Se tivessem ficado retidos por controladores de vôo no aeroporto 
Tom Jobim, os ministros Ellen Gracie e Gilmar Mendes provavelmente não 
teriam sido assaltados da Linha Vermelha.

A lógica não é um primor, mas faz mais sentido que perguntar porque, 
além de todos os privilégios já supracitados, as autoridades não estavam 
cercadas de agentes da Polícia Federal, como considerou “ideal” o 
secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, anotem aí o nome 
dele, Roberto Precioso.

Meu Deus! Descobri ontem que, vivendo num lugar beligerante como o Rio 
de Janeiro, eu não sabia o nome do xerife da minha cidade. Muito prazer, 
doutor Precioso.



Retirado de
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