Com toda  certeza.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: Ex Die 
To: [email protected] 
Sent: Saturday, December 09, 2006 9:22 PM
Subject: Re: [gl-L] Empregada é condenada por roubar manteiga de R$ 3,20 e 
deputado, absolvido do 'mensalão'


O texto citado por FC|

"Janene teve o mesmo destino dos 11 colegas absolvidos
- três foram cassados, quatro renunciaram"

Os deputados, que renunciaram ao mandato, devem estar
arrependidos hoje. Provávelmente seriam absolvidos
também.
[]'s

--- Fatima Conti <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> 
> Oi
> 
> Comentário, não sei de quem:
> 
> Do ponto de vista jurídico, furto é furto,
> independentemente do tamanho 
> e do valor do objeto furtado, daí ser inquestionável
> a sentença 
> condenatória de Angélica. Por outro lado, é
> questionável a decisão da 
> Justiça livrando o deputado mensaleiro das malhas da
> lei. É 
> questionável, também, a leniência e a vergonhosa
> tolerância como é 
> tratado o crime eleitoral do dossiê fajuto, cujo
> inquérito é 
> procrastinado *ainda que envolva* R$ 1,750 milhão em
> espécie.
> 
> ___
> 
> *Ainda que*, ou *pior ainda*...?
> 
> -- 
> Beijins
> Fa
>
-----------------------------------------------------------------------
> "Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria,
> procure em outra."
>
-----------------------------------------------------------------------
> 
>     
> 
> 8/12/2006 01:14:00
> 
> Empregada é condenada por roubar manteiga de R$ 3,20
> e deputado, 
> absolvido do 'mensalão'
> 
> 
> Alfredo Junqueira
> 
> RIO - Angélica Aparecida Souza Teodoro e José
> Mohamed Janene 
> protagonizam duas histórias que ilustram bem como é
> flexível o conceito 
> de Justiça no Brasil. Ela é empregada doméstica e
> roubou um pote de 
> manteiga, de R$ 3,20, porque não aguentava mais ver
> o filho de dois anos 
> passar fome. Ele é deputado e conseguiu escapar da
> cassação na Câmara, 
> mesmo depois de confessar ter recebido dinheiro do
> 'mensalão' - fonte de 
> pagamentos fraudulentos a deputados. Janene escapou
> da degola em 
> Brasília no mesmo dia em que se tornou pública a
> sentença de Angélica em 
> São Paulo.
> 
> Com 19 anos, Angélica vive em um bairro pobre de São
> Paulo. O pote de 
> manteiga que levou de um armazém tinha 200 gramas.
> Empresário, Janene 
> tem 51 anos, é proprietário de apartamentos de luxo
> e fazendas no Paraná 
> e foi acusado - mas sempre respondeu em liberdade -
> de receber R$ 4,1 
> milhões do 'mensalão'. Estima-se que o esquema
> movimentou R$ 55 milhões.
> 
> Angélica sofreu todo o peso da lei: foi condenada a
> quatro anos de 
> prisão em regime semi-aberto, no dia 10 de novembro,
> pela 23ª Vara 
> Criminal de São Paulo. Cada dia de condenação vai
> equivaler a 0,13 grama 
> da manteiga ou a R$ 0,002 (dois milésimos de real)
> do valor do produto. 
> Teve o direito de apelar em liberdade. Sua defesa
> tentará reformar a 
> sentença. Alega que se tratou de furto, com pena
> menor.
> 
> Janene confessou ter recebido R$ 700 mil não
> contabilizados para pagar 
> os advogados do ex-deputado Ronivon Santiago (seu
> então companheiro de 
> PP). Ganhou a compreensão de seus colegas na Câmara.
> Apesar de a maioria 
> dos deputados presentes ter votado pela cassação, o
> número não foi 
> suficiente. Para perder o mandato, ele precisaria
> ter 257 votos contra 
> si. Teve 210. Outros 128 parlamentares votaram pela
> sua absolvição e 147 
> não deram as caras.
> 
> Os processos correram em poderes distintos. Ela foi
> condenada pelo Poder 
> Judiciário. Ele, absolvido pelo Poder Legislativo.
> Os dois buscaram 
> garantir seus direitos durante os procedimentos.
> 
> O deputado protelou o quanto pôde. Foi o último dos
> 19 parlamentares no 
> processo do 'mensalão' a ter seu caso analisado.
> Alegava problemas de 
> saúde. O Conselho de Ética recomendou a cassação,
> mas, depois de um ano 
> de tramitação, seu processo deu em água. Janene teve
> o mesmo destino dos 
> 11 colegas absolvidos - três foram cassados, quatro
> renunciaram. Ele 
> continua com problemas no Supremo Tribunal Federal.
> 
> A doméstica - que perdeu a guarda do filho - teve
> quatro habeas corpus 
> negados desde o dia 16 de novembro de 2005, quando
> foi flagrada com o 
> pote de manteiga. Só conseguiu a liberdade
> provisória quando seu 
> advogado, Nilton José de Paula Trindade, apelou ao
> Superior Tribunal de 
> Justiça, alegando que sua cliente não tinha
> antecedentes. Angélica ficou 
> 128 dias presa no Cadeião de Pinheiros. Hoje, vive
> de bicos.
> 
> ]Para Trindade, os casos mostram "o descalabro que
> ocorre no Brasil". 
> Segundo ele, "a Justiça trata os iguais
> desigualmente. Já os desiguais 
> têm tratamentos iguais", argumentou.
> 
> 
> 
> Retirado de
> http://odia.terra.com.br/brasil/htm/geral_71339.asp
> 
> 
> ---
> 
> Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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