STF derruba reajuste de 91% a parlamentares 

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou nesta terça-
feira o reajuste de 91% para deputados e senadores. Por seis votos a 
quatro, a maioria dos ministros do Supremo entendeu que o aumento só 
poderá ser concedido com a aprovação de um decreto legislativo a ser 
votado no plenário da Câmara e do Senado, o que ainda pode ocorrer.

O tribunal entendeu também que o decreto que serviu de base para que 
as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado decidissem conceder o aumen-
to não poderá vigorar na próxima legislatura do Congresso. O decreto, 
no entendimento da maioria dos ministros, é apenas transitório e, por 
isso, não poderia servir como base para o ato das Mesas Diretoras.

Apesar de derrubar o reajuste, o STF não acatou a Adin (Ação Direta 
de Inconstitucionalidade) apresentada pelo PPS, questionando o aumen-
to de salários dos parlamentares -- uma vez que a ação se baseava no 
decreto que, no entendimento do tribunal, não tem eficácia para a 
próxima legislatura.

Para que os deputados e senadores possam reverter a decisão do Supre-
mo e subir seus salários de R$ 12.800 para R$ 24.500, eles terão que 
apresentar um projeto de decreto legislativo. Como a atual legislatu-
ra termina na próxima sexta-feira, os parlamentares teriam que viabi-
lizar votações na Câmara e no Senado ainda nesta semana.

O aumento nos salários dos parlamentares representaria um gasto extra 
anual de ao menos R$ 1,66 bilhão aos cofres públicos -- já que Esta-
dos e municípios seguem o aumento federal, no chamado "efeito cascata"


[Folha Online]
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u87894.shtml



















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