Concordo plenamente. E nem me venham com a coversa que nos países onde há pena 
de morte a criminalidade não diminuiu e que os políticos corruptos, embora 
existindo, não pensem cem vezes antes das tramóias que fazem.

Carlos Antônio.



Extraído do Direto da Redação

http://www.diretodaredacao.com/

      
     

      Publicada em: 06/01/2007 

     
        INJEÇÃO LETAL NO BRASIL 
      . 
      Longe por pouco tempo do crescimento de quatro por cento que não chegou a 
três e da expectativa dos cinco que não deverão chegar a quatro, longe do 
anúncio do novo ministério em trinta dias que já se arrasta há dois meses e 
meio e longe dos noventa e dois por cento de traquinagem, dou uma olhada neste 
mundão velho de guerra. Penso um bocado - logo, existo, e chego à conclusão de 
que seremos todos salvos pela Comunicação. 

      Neste feliz 2007, quem ainda sonha com mordaças do tipo Conselho Nacional 
de Jornalismo mostra que realmente fez voto de burrice e está na contramão da 
História. O fim de Saddam Hussein é, certamente, mais uma prova inequívoca 
disso. Não fosse a Comunicação, a União Soviética ainda estaria firme e forte - 
ruim para muitos, mas certamente algo muito bom para Zé Pobrema e seus delírios 
contra a burguesia. Não fosse uma câmera de vídeo, nunca saberíamos com certeza 
que as zelite da mediocridade realmente acham que Pelotas "é um polo exportador 
de veados". Da mesma forma, o pilantra dos Correios continuaria sorridente, com 
sua pose de retirante esperto, embolsando grana impunemente. Não fosse um 
telefone celular com câmera, não veríamos a degradante finalização de um 
rocambolesco regime que não pode encontrar espaço no século vinte e um, mas que 
acabou nivelando por baixo - aliás, tão ao gosto do Fazendão - vencedores e 
vencidos. 

      Saddam Hussein tinha que morrer? Certamente. Para infelicidade geral dos 
politicamente corretos, é inevitável a constatação de que ainda vivemos num 
mundo onde a pena capital é necessária, não apenas como instrumento de limpeza 
da sociedade mas também como um poderoso elemento de dissuasão para aqueles que 
possam se sentir inclinados a cometer crimes. Não cabe debate sobre esse ponto: 
é só observar as estatísticas de países com e sem a pena de morte. 

      Dito isto, a questão passa a ser: como eliminar Hussein - ou, na mesma 
toada, os reincidentes traficantes de drogas, estupradores de crianças, 
seqüestradores sem causa e corruptos que destroem sonhos e esperanças de toda 
uma geração roubando dinheiro público? 

      A resposta digna e eficaz já existe. Chama-se injeção letal. Sem gritos 
de "vá para o inferno!", sem altercações, sem mutilações. Uma agulha na veia e, 
na seqüência, um relaxante muscular, um indutor de coma e uma dose cavalar de 
cloreto de potássio para travar o coração de vez. Pronto. O criminoso é 
devolvido para reciclagem sem a crueldade medieval que tanto alegra aqueles que 
vão para o estádio ver um jogo, qualquer jogo, só para xingar a mãe do juiz. 

      Essa estória de que Saddam se considerava um soldado e por isso queria 
ser fuzilado simplesmente não existe nos dias de hoje. Da mesma forma que não 
existe a ilusão de que certas pessoas possam ser recuperadas para a sociedade. 
Já está mais do que provado que isso é conversa mole da claque formada pelos 
politicamente corretos, pelos intransigentes defensores dos direitos humanos 
(nunca das vítimas, sempre dos criminosos) e de advogados chicaneiros, que não 
raro acabam usando carro oficial e o dinheiro do nosso imposto. 

      Falar nisso... você já ouviu essa turma se oferecendo para dar abrigo 
(casa, comida, roupa lavada) a gente como Beira-Mar ou Marcola, acompanhando 
pessoalmente suas jornadas rumo à recuperação? 

     

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