Agora São PauloEssa mania de gigantismo do Brasil leva tudo de uma vez para o 
buraco. Quando os diversos IAPs foram unificados no INPS - hoje INSS - a 
administração tornou-se muito mais difícil e vulnerável a fraudes, corrupção e 
roubo mas ainda assim superavitário. Neste pretenso projeto de transformar tudo 
num bolo só, aí sim vira o caos.
Sem falar que a reforma da previdência já pretendida é uma aberração sem 
tamanho.
Agnus Dei, qui tolis pecata mundi, miserere nobis.

Carlos Antônio.
     
     

              
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      Lula quer unificar sistema de Previdência 
      PRESIDENTE ESTUDA CRIAR UM MODELO UNIVERSAL PARA INICIATIVA PRIVADA E 
SERVIDORES, INCLUSIVE MILITARES. A MUDANÇA DEVE VALER A PARTIR DE 2011 
      A reforma da Previdência que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva 
planeja realizar para entrar em vigor em 2011 deverá propor um modelo universal 
para trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, inclusive 
militares. Lula pretende que a reforma tenha ainda regras para uma transição a 
longo prazo.
      "O presidente tem dito que é preciso haver um pacto de solidariedade 
entre as gerações. Quer uma Previdência universal para todos os trabalhadores e 
pretende negociá-la com o Congresso, as centrais sindicais e os empresários", 
diz o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
      O colega da Previdência, Nelson Machado, afirma que Lula deverá assinar 
ainda neste mês um decreto-presidencial para criar o fórum de negociação da 
proposta de reforma. "Não partiremos de nenhum modelo preconcebido. A idéia é 
buscar um consenso", diz Machado.
      Lula tem dito que politicamente é inviável fazer nova reforma de curto 
prazo. No entanto, ele avalia que uma mudança da Previdência que passe a valer 
no futuro e possa trazer regras que estipulem uma idade mínima para todos os 
trabalhadores.
      Hoje, apenas os servidores públicos têm limite de idade para se aposentar 
-60 anos para homens e 55 para mulheres. Na área privada, exige-se 35 anos de 
contribuição para os homens e 30 anos para as mulheres. Ainda há o fator 
previdenciário, regra que estipula o valor do benefício levando em conta a 
expectativa de vida do aposentado.
      A reportagem apurou que o governo gostaria de elevar a idade mínima, 
fixando-a para trabalhadores da iniciativa privada também. No entanto, não 
pretende apresentar no fórum uma reforma da Previdência que seja reflexo apenas 
da vontade do Executivo.
      Para passar no Legislativo, seria importante o apoio de centrais 
sindicais e empresários. "A pauta do fórum está em aberto, senão não faria 
sentido. Não pode haver assuntos tabus", diz Machado.
      O fórum deverá ter um prazo de 120 dias ou de 180 dias para apresentar 
uma proposta. Será coordenado pelo ministro da Previdência. Outros colegas de 
primeiro escalão participarão, além de um número equivalente de sindicalistas e 
empresários.
      Bernardo rebate a crítica de que Lula deseja que novas regras da 
Previdência entrem em vigor a partir de 2011, quando estará fora do poder, para 
evitar desgaste político. "O próximo presidente não terá o desgaste de promover 
a reforma. Todo mundo saberá que foi o Lula quem buscou aprová-la, pois será 
preciso que o Congresso concorde e a apóie", diz o ministro.
      Segundo Bernardo, a discussão da reforma mostra "responsabilidade" de 
Lula em relação às contas públicas. Estima-se que o déficit da Previdência em 
2006 tenha sido de R$ 42 bilhões.
      Machado afirma que serão analisados "cenários de longo prazo, para 2030 e 
2040, dentro da filosofia de que a previdência precisa ter um modelo isonômico 
e sustentabilidade no longo prazo".
      Segundo ele, o objetivo central é montar uma previdência básica universal 
e solidária, com um sistema de previdência complementar e uma transição longa. 
"A partir daí, tudo está em aberto."
      Na campanha eleitoral, Lula rejeitou a idéia de fazer uma reforma que 
endurecesse regras durante seu mandato. Tem dito que deseja fazer uma reforma 
"sem susto" e por consenso. Do contrário, o Congresso a rejeitaria.
      Bernardo avalia que, ao jogar a reforma para o futuro, evita-se que 
governo e oposição travem "guerra política". Ele diz que, em 2006, quando Lula 
quis dar reajuste de 5% aos aposentados (maior que os 3,14% que devia por força 
legal), a oposição tentou elevar o índice para mais de 16%, igualando-o ao 
reajuste do salário mínimo. O presidente vetou. (FSP)




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