Só pode ser sacanagem mesmo. Carlos Antônio.
----- Original Message ----- From: marco figueiredo To: [email protected] Sent: Friday, January 19, 2007 6:47 PM Subject: Re: [gl-L] [netvirtua] news: Saem as especificacoes do sistema brasileiro, agora chamado ISDTV "SBT"VD... ???? tá de sacanagem ?!!! topa tudo por dinheiro ... Em 19/01/07, Rubens < [EMAIL PROTECTED]> escreveu: Saem as especificações do sistema brasileiro, agora chamado ISDTV Demorou, mas acabou saindo. O Fórum de TV Digital conseguiu entregar na quarta, 17, o primeiro conjunto de especificações do Sistema Bra- sileiro de TV Digital. Ou melhor, do ISDTV (International System for Digital TV), que deve ser o novo nome do SBTVD. A documentação foi entregue ao Conselho de Desenvolvimento, que reúne os ministros que acompanham o assunto sob a coordenação da Casa Civil. Quase tudo o que será necessário para que os equipamentos possam ser fabricados foi especificado, exceto a parte de controle de direitos (DRM), que ainda está sendo discutida, e alguns aspectos do middle- ware. Havia, até poucas semanas atrás, um grande receio dentro e fora do governo, sobretudo junto à comunidade acadêmica, de que o padrão de TV digital brasileiro acabasse sendo simplesmente o padrão japonês (ISDB), no qual o ISDTV é baseado. Mas ao que tudo indica (nao con- firmado) as especificações já contam com as inovações mais importan- tes, entre elas o H.264 (MPEG-4) para a compressão de vídeo. Aliás, o middleware nacional Ginga talvez seja a única inovação não incorporada imediatamente ao ISDTV. Os fabricantes poderão lançar televisores ou set-tops sem o middleware em equipamentos básicos, de baixo custo, mas não poderão usar nenhum outro sistema caso queiram rodar aplicações que envolvam processamento de dados. A Telavo e o Ceitec já estão trabalhando no projeto do chip de modu- lação incorporando o H.264 ao chip do ISDB, o que é necessário, já que essa tecnologia não faz parte do padrão usado nos equipamentos do Japão. O projeto para o chip de demodulação também está iniciado. Em relação ao DRM, que é o que ainda falta ser especificado, os cus- tos das patentes internacionais são o impeditivo para que se defina um modelo imediatamente. Existe a chance real de que se desenvolva algo no Brasil, em um consórcio entre os principais fabricantes. A especificação do áudio deve ser AAC, ainda que isso seja em princípio um problema em relação aos home-theaters disponíveis no mercado, que não contam com a decodificação dessa tecnologia. A expectativa é que até julho haja equipamentos em protótipos. Testes O Instituto de TV Digital, um organismo criado pela indústria e pelos radiodifusores, será o responsável pela realização dos primeiros testes, provavelmente em setembro. O ITD será sempre contratado pelo Fórum de TV Digital como uma entidade independente para a realização de trabalhos técnicos, e caberá a ele montar pesquisas em conjunto com as universidades. Ele fará o papel que o CPqD fez até aqui. Os primeiros testes serão realizados pelo canal 25 de São Paulo. O Fórum de TV Digital, aliás, enviará uma delegação a Las Vegas, durante a NAB (evento de broadcasters que acontece em abril nos EUA), e na se- mana seguinte para o Japão, onde será realizado um evento de discus- são do ISDT. Internacional Paralelamente, o governo brasileiro está percorrendo os países latino- americanos para apresentar a possibilidade de uso do ISDT. Até aqui, a proposta era apenas conceitual, já que não há, ainda, produto. O Chile, por exemplo, quer saber quais serão as condições de preço do ISDT, e não tem interesse em participar do desenvolvimento tecnoló- gico. Já a Argentina (caso mais complicado) quer uma planta de fa- bricação de equipamentos em seu território. Com o road-show, o go- verno conseguiu pelo menos que os demais países não definissem as suas políticas de TV digital imediatamente, abrindo espaço para negociações, que contam com a participação dos japoneses, executando demonstrações da tecnologia. [Tela Viva] . -- -- Marco Antonio Figueiredo Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal
