Recebi do amigo Oswaldo e repasso também com total apoio.

Carlos Antônio.



Subject: Axioma de Manson.
Date: Sun, 21 Jan 2007 10:03:41 -0200

 Axioma de Manson
 Agora que recebi oficialmente o título de bacharel em economia, me sinto à
 vontade para incluir em meu repertório de textos algumas teorias que não
 podem ser encontradas em clássicos como Smith, Ricardo ou Marx, mas que
 todos
 os indivíduos com um pouco de inteligência podem perceber.

 Talvez o conceito mais difundido nos estudos de economia política seja a
 "mão invisível", uma espécie de força oculta que faz os mercados
 ajustarem-se perfeitamente, compatibilizando as expectativas de milhões de
 agentes. Por "organizar o caos", a "mão invisível" coordena a produção e
 possibilita o  progresso de nossa sociedade capitalista. Isso é muito
 bonito no papel, mas tudo não passa de conversa fiada para colocar em
 prática o que nós economistas
 somos treinados para fazer diariamente: enrolar o cidadão comum.

 Mão invisível uma ova! O que coordena a decisão econômica dos indivíduos e
 faz o mundo progredir são as bucetas.

 Posso soar simplista, talvez um pouco machista ou até pervertido, mas se
 vocês observarem o quadro com olhos de "macacos que deram certo" (o que
 realmente somos) o conceito é óbvio. Somos animais. Tudo bem que nos
 diferenciamos dos demais pela nossa capacidade de se comunicar por formas
 mais sofisticadas do que cheirar o cu dos companheiros de espécie, mas na
 essência somos animais.

 Todos sabemos que o objetivo da vida de um macaco é se reproduzir. Para
 isso ele fica forte, dá uns gritos maneiros e sobe mais alto na árvore.
 Mostrando que é mais competente do que os outros, ele consegue a buceta
 das macacas.

 Nós evoluímos e largamos a vida na floresta para comprarmos coisas inúteis
 como cartões postais, descansos para copos e cotonetes. Resolveram chamar
 isso de sociedade capitalista. Em uma sociedade capitalista, nós não
 conseguimos buceta nenhuma subindo em árvores. A forma de mostrarmos a
 nossa "competência" como macho dominante é ostentar carros bonitos, roupas
 da moda e perfumes franceses. Poderíamos viver perfeitamente sem isso
 tudo, mas a expectativa de conseguir cada vez mais bucetas nos motiva a
 trabalhar muito mais do que o necessário.

 Trabalhar mais do que o necessário significa sair de uma condição de
 subsistência e gerar acumulação. Ou seja, a sociedade acumula, o mundo
 evolui e este é o progresso.

 Vou até mais fundo. No conhecido livro "A Riqueza das Nações", Adam Smith
 (o mesmo da mão invisível) diz que a riqueza de um país começa com o nível
 de divisão do trabalho de sua sociedade. Quanto mais dividido, mais
 produtivo
 é o trabalho. Mas o que nos motivaria a ser mais produtivos ainda? A
 escassez, é claro! Quanto menor o número de vaginas disponíveis em uma
 sociedade, maior será o esforço produtivo necessário para conquistá-las

 O Axioma de Manson explica o fato de a revolução industrial ter começado
 na Inglaterra. Não é necessário ser nenhum PHD para saber que a quantidade
 e a qualidade das bucetas inglesas eram no século XVIII (e ainda são até
 hoje) as piores do mundo. Já na América Latina, pobre e pouco produtiva,
 as vaginas são abundantes e de excelente qualidade. Enquanto um brasileiro
 fatura uma buceta andando de ônibus, usando chinelo e pagando um
 cachorro-quente
 de um real para a sua proprietária, um inglês teria que trabalhar mais de
 40 horas semanais para conseguir ter um carro, um terno da moda e pagar
 jantares em restaurantes românticos para conquistar uma buceta de
 qualidade equivalente.

 Poderia, além do conceito de localização geográfica, introduzir no tema
fatores sociais como a religião. Todos sabemos que as judias demoram mais
para dar do que as protestantes, que por sua vez, são mais restritivas com
suas vaginas
do que as católicas.

 - Nota esclarecedora: estou afirmando que judias e protestantes demoram
mais para dar, e não que elas dão menos,mas isso é assunto para um outro
texto.

Comprovamos, mais uma vez usando o Axioma de Manson, o motivo dos judeus
serem mais ricos (ou produtivos) do que os protestantes e católicos. Eles
precisam trabalhar mais para conseguir o que nós, pobres cristãos
subdesenvolvidos,
conseguimos com mais facilidade.

 Este axioma pode ser desdobrado em uma série de vertentes, mas vou me
 limitar a estes dois exemplos (geográfico e religioso) para que o meu
 artigo não fique demasiadamente longo.

 Como todo pesquisador, quero usar minha teoria para apontar soluções para
 o problema. Concluo sugerindo que o poder público brasileiro tome medidas
 para que nossas fêmeas valorizem mais as suas vaginas, pois somente assim
 poderemos viver em um país desenvolvido. Enquanto elas insistirem em
 usá-las para se esfregar em "boquinhas de garrafa" e catar sabonetes em
 "banheiras do Gugu", estaremos condenados a vidas pouco produtivas.

 Por favor mulheres, não tratem seu bacalhau como qualquer filé de merluza,
 para o bem da economia nacional.

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