É aí que está, Kleber. Em 500 anos, que é nada para um ciclo de mudanças 
geográficas, geológicas e históricas, destruímos 95% da Mata Atlântica. E há 
quem duvide que a Amazônia esteja indo pelo mesmo caminho. Só que mais 
rapidamente.
Você, que conhece bem a região, deve lembrar do rio Paraíba do Sul, nos anos 
50/60, em Itaocara, São Fidélis e Campos. Majestoso, com uma variedade de 
peixes fantástica. Hoje, apenas 50 anos depois, além de totalmente poluído, os 
robalos sumiram, os dourados de 12, 15 quilos, só em fotos, o leito com menos 
da metade da largura daquela época e a salinização da sua foz em São João da 
Barra que já avança por vários km. É mesmo para ficar na montanha.

Um abraço.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: akleber 
To: [email protected] 
Sent: Tuesday, January 30, 2007 8:38 AM
Subject: RES: [gl-L] O fim da Amazônia.


quando eu vejo este tempo do RIO com chuva o verão inteiro e um tempo nublado 
de blade runner onde não se consegue mais ver o céu,
 este clima de sauna, e os noticiarios de enchentes e pontes caidas....

comparo com o clima ameno da serra e o ciclo de chuva do verão: chove a noite e 
de dia um sol intenso....

me espanto como as pessoas ainda não reagem e não veem a destruição

quem quiser ver/ler sobre a destruição da mata atlantica leiam  A FERRO E FOGO 
do Warren Dean

é por isso que sou aliado dos meus vinhaticos e jequitibas de 1000 anos que 
estão ainda preservados aqui na serra
arvores que testemunharam toda historia do brasil e estão solenes aqui na 
mata....no alto dos seus 40 metros... e que mais de 20 braços não lhe fazem rodo



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De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de ccarloss
Enviada em: Tuesday, January 30, 2007 2:18 AM
Para: [email protected]
Assunto: [gl-L] O fim da Amazônia.



E nós aqui parados achando que a coisa não é séria. Se não impedirmos, 
mereceremos que conteça.

Carlos Antônio.

Reirado de Direto da Redação
http://www.diretodaredacao.com/


      
     

      Publicada em: 29/01/2007 

     
        A AMAZÔNIA PERTO DO FIM 
      . 
      O Brasil é um país em que as pessoas estão queimando as árvores. Antônio 
Carlos Jobim (1927-1994) 

      Os habituais leitores do Direto da Redação devem imaginar o que ocorreu 
com a gigantesca Terra de Vera Cruz logo após Pedro Álvares Cabral (1467-1562) 
nela ter desembarcado a 22 de abril de 1500. É verdade que hoje está mais do 
que provado que o genovês Américo Vespúcio (1454-1512) e o espanhol Vicente 
Yanéz Pinzón (1460-1508) passearam por ela pouco antes de Cabral, todos 
tentando tirar o maior proveito possível do famoso Tratado de Tordesilhas, 
assinado em 1494. 

      Mas a história pouco mudou. As primeiras vítimas foram os índios - mortos 
ou aprisionados pelas tripulações e levados para Portugal e Espanha como 
curiosas e estrambóticas figuras humanas - e das índias, quase sempre nuas, 
violentadas e estupradas. Logo depois, os portugueses encarregados da 
colonização decidiram atacar as árvores. 

      Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais (secretaria criada em 1990), a Terra de Vera Cruz, logo depois chamada 
de Brasil, era riquíssima em madeiras nobres, como o Pau Brasil (hoje em 
extinção), Mogno, Cedro, Imbuia, Cerejeira, Ipê, Jatobá, Sucupira, Jacarandá e 
Pau-Ferro, entre outras. Mas a primeira vítima foi o Pau Brasil. 

      De acordo com Edgardo Otero, que lançou, em 2006, pela Panda Books, o 
livro 'A Origem dos Nomes dos Países', a Ibira-Pitanga (nome que os 
tupi-guaranis davam ao Pau Brasil), chegava a atingir 30 metros de altura e seu 
tronco poderia chegar a um metro de diâmetro. Pois bem: nos primeiros 375 anos 
de colonização, de 1500 até 1875, os portuguêses cortaram 70 milhões de 
árvores, num total de 15 mil 555 por mês ou 518 por dia. 

      Hoje o panorama pouco ou nada mudou. As madeireiras atacam 
indiscrimidamente as florestas brasileiras com o objetivo de atender à demanda 
da construção civil e das fábricas de móveis finos - Mogno e Jacarandá, por 
exemplo - sem que os poucos fiscais do Ibama possam controlar o tráfego de 
caminhões repletos de gigantescas toras que rodam pelas estradas do país. Nos 
últimos tempos - os anúncios invadiram a Internet - surgiram construtoras 
vendendo casas de madeira, pintadas ou envernizadas, principalmente para São 
Paulo, Paraná e Santa Catarina. Mas não são casas populares - longe disso. São 
verdadeiros palacetes, que alardeiam a vantagem da madeira sobre o tijolo, 
principalmente porque podem ser desmontadas e transportadas. 

      E é bom não esquecer as enormes queimadas provocadas por fazendeiros, que 
precisam de espaço para o pasto do gado ou para plantações - e dos disfarçados 
fornos de carvão vegetal, que têm compradores certos: a classe baixa, sem 
recursos para comprar o carvão mineral. E para terminar os focos de riquezas 
mineirais - pedras preciosas e metais - estão cada vez mais presentes 
escondidos nas matas que já foram vírgens. 

      E bota tempo nisso. 

      Em poucas e resumidas palavras, as florestas brasileiras vão chegar ao 
fim, em menos de 70 anos, ajudando em muito o já acelerado aquecimento global. 
Coitados de nossos descendentes... 

     


 

<<attachment: n_tit10.jpg>>

<<attachment: icone_3.jpg>>

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