Kleber, 

Alvíssaras!!! Estávamos enganados. Os novos cálculos do PIB geraram números que 
nos fizeram ultrapassar a economia de El Salvador também. Agora estamos à 
frente de dois países  e não só do Haiti.
FESTEJEMOS! ALELUIA!


Carlos Antônio.



----- Original Message ----- 
From: akleber 
To: [email protected] ; [EMAIL PROTECTED] 
Sent: Friday, March 23, 2007 9:59 AM
Subject: [gl-L] ENC: A desindustrialização em marcha


para quem adora esta politica economica de REAL supervalorizado a R$2
olha o preço que estamos pagando....
viramos um pais exportador para dar LCD e DVD de 1,99 ao povão....
isto num governo que tinha como meta de campanha criar 10 milhoes de 
empregos....



--------------------------------------------------------------------------------
Assunto: A desindustrialização em marcha



     

      23/03/2007



      A desindustrialização em marcha 

      Coluna Econômica - 23/03/2007 

       

      A divulgação da nova metodologia do PIB (Produto Interno Bruto) trouxe 
surpresas desagradáveis. A principal é a comprovação da perda gradativa de 
participação no PIB da indústria de transformação - aquela que gera mais 
emprego, mais crescimento, mais dinamismo em economias continentais, como a do 
Brasil.

       

      Pela metodologia anterior, a indústria de transformação teria 23% do PIB; 
pela nova, apenas 19,3% (dados de 2003). Pela antiga, a indústria geral teria 
37,9%; pela nova, 30,3% (dados de 2005).

       

      Esse esvaziamento ocorreu ao longo de toda a década de 1990, mas começou 
a se aprofundar muito violentamente nos últimos meses, com a aceleração da 
substituição de importações em praticamente todas as categorias de uso dos bens 
industriais.

       

      *** 

      No trabalho "Importações, Câmbio e Indústria: A Marcha da 
Desindustrialização no Brasil", o IEDI (Instituto de Estudos para o 
Desenvolvimento Industrial) mostra, tomando-se por base janeiro de 2002, até 
praticamente janeiro de 2006 o crescimento das importações de bens de consumo 
duráveis acompanhava o crescimento da produção interna. Aí se desgarrou. No 
final de 2006, as importações estavam três vezes maiores que no início da 
série; e a produção apenas 1,5 vezes. O que significa que a maior parte do 
aumento de consumo acabou sendo suprida por importações.

       

      No caso dos não-duráveis, enquanto a produção ficou estagnada, as 
importações cresceram quase 50% nos últimos meses. 

       

      Em muitos casos, as empresas trocaram sua própria produção por bens 
importados, como na cerâmica, eletroeletrônico. Continuaram mantendo mercado, 
mas criando buracos cada vez maiores na cadeia de fornecedores.

       

      ***

      De 2002 a 2006 a produção industrial ostentou índices de crescimento 
ínfimos. A exceção foi 2004, quando cresceu 8,5%, estimulada pela 
desvalorização cambial de 2002 e 2003. Depois, o crescimento caiu para 2,8% e 
2,6% em 2005 e 2006. Nesse mesmo período, o crescimento do emprego patinou, 
oscilando pouco acima e pouco abaixo de zero. Já as importações aumentaram 
27,4% em 2004, 17,6% em 2005 e 23.4% em 2006.

       

      ***

      Dois tipos de produtos passaram a entrar no Brasil. Um grupo, de produtos 
substituindo produção brasileira. Nesse caso, houve perda de produção e emprego 
na veia. Um segundo grupo é de produtos novos. Ao entrar, com preço muito 
barato em função do câmbio, desestimula investimentos na sua produção.

       

      ***

      Há duas maneiras de medir exportações e importações: pelo preço e pela 
quantidade. Quando se entra na quantidade, há um decréscimo das exportações 
brasileiras em todos os níveis, com exceção dos bens intermediários. Em bens de 
consumo durável a queda é de 7,3% (contra 73,5% de aumento nas importações); em 
não-durável, queda de 2,8% (alta de 14% nas importações); em intermediários, 
alta de 4,5% (de 15,5% nos importados) e em bens de capital, queda de 0,6% nas 
exportações (alta de 24% nas importações).

       

      Em 2006, o aumento das exportações dependeu fundamentalmente de matérias 
primas (20,7%), petróleo (18,4%), agricultura tropical (16,3%) e química 
(10,3%).

       

      ***

      O indicador mais grave é o que mede o valor agregado na indústria (isto 
é, quanto, do preço final do produto, é gerado internamente). Em 1996 era de 
48%. Em 2004, caiu para 42,2%.

       

      O novo PIB 1

       

      É bobagem achar que a nova forma de medição do PIB muda alguma coisa na 
realidade econômica. Mesmo revistos, os números de crescimento são medíocres 
nos últimos doze anos. O que chama atenção é o fato dos macro-economistas terem 
trabalhado esses anos todos produzindo análises em cima de uma base totalmente 
defasada. A matriz utilizada era de 1985, antes da abertura da economia e da 
privatização.

       

      O novo PIB 2

       

      Do mesmo modo, é bobagem achar que a revisão do PIB foi manipulação do 
governo. A nova metodologia adotada é um aperfeiçoamento que será discutido em 
fóruns internacionais, para que haja uma uniformização de critérios entre todos 
os países. Seria impossível qualquer manipulação na metodologia, já que é um 
parâmetro a ser adotado por todas instituições globais. O único defeito foi ter 
vindo com tantos anos de atraso.

       

      Dívida com a União

       

      Provavelmente em menos de um mês estará pronto o pacote do Ministério da 
Fazenda visando simplificar a cobrança de dívida pela União. O pacote permitirá 
negociar com devedores sem condições de pagamento, descontar juros e multas das 
cobranças. O projeto facilitará a vida da União e dos devedores, mas deverá 
enfrentar grande resistência por parte dos advogados, que perderão um filão com 
essas ações.

       

      "Insider"

       

      Nas investigações sobre o vazamento de informações na venda da Petróleo 
Ipiranga, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) chegou a um fundo "offsore" 
sediado em Delaware (paraíso fiscal norte-americano). Depois do Caribe, é o 
local preferido dos grandes investidores brasileiros. O próprio ex-Presidente 
da CVM, Francisco Cantidiano, foi diretor de um fundo sediado naquele paraíso 
fiscal, de propriedade do Opportunity.

       

      Emenda 3

       

      Está se chegando a um acordo sobre a Emenda 3 - que permitia aos fiscais 
da Nova Receita autuarem empresas que tivessem contratos de Pessoa Jurídica com 
funcionários. As associações empresariais não queriam que o fiscal tivesse o 
poder de autuação. A Receita não queria perder impostos. O meio termo é o 
fiscal fazer a notificação, mas a autuação ser decidida pelo Delegado da 
Receita.

       

      Miguel Jorge

       

      A escolha de Miguel Jorge para Ministro do Desenvolvimento se deve à sua 
experiência com as Câmaras Setoriais no governo Collor - na época, 
representando a Autolatina. Na qualidade de diretor de redação do Estadão nos 
anos 80, Miguel Jorge teve também estreito contato com os sindicalistas do ABC. 
Com ele, provavelmente o MDIC vai se voltar mais para dentro do que para o 
comércio exterior.



      "Todos os direitos reservados, sendo proibida
      a reprodução total ou parcial por meio impresso."
     


      Visite o BLOG e confira outras crônicas



      1. Para REMOVER da lista, clique aqui.
      2. Se recebeu cópia da crônica de terceiros e quer entrar na lista, 
clique aqui.


     





 

 

Attachment: image001.gif
Description: Binary data

Responder a