Só se for para rir de desespero, Helio Costa. E com a TV do Lula, Brasil, 
Venezuela e México  formarão o triângulo dos horrores na comunicação e 
entretenimento.

Carlos Antônio.


Hélio Costa: 'TV do Chávez é hilária; para rir, é útil' 
 



O ministro Hélio Costa (Comunicações) considerou "despropositada" a reação do 
embaixador da Venezuela em Brasília, Julio García Montoya, às críticas que fez 
à TV estatal venezuelana. Aconselhou o embaixador a "dobrar a língua". E 
redobrou as críticas à TV de Hugo Chávez. 


"Estou dizendo o óbvio", disse o ministro há pouco, em entrevista telefônica ao 
blog. "O Chávez pode ser um líder carismático, mas ele faz uma péssima 
televisão. Como ministro das Comunicações, tenho todo o direito de fazer 
críticas a qualquer programação de TV que seja mostrada no Brasil. E a TV 
venezuelana chega pelo nosso sistema a cabo. Não é ruim. É péssima." 

 

O ministro acrescentou: "A única razão de ser dessa TV no sistema a cabo 
brasileiro é que ela é hilariante. Para rir, tem grande utilidade. É melhor do 
que o Chaves mexicano". Para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões, 
o signatário do blog acomodou acima um vídeo do Chávez venezuelano. Abaixo, vai 
um trecho do Chaves mexicano.

 

Além de fazer "péssima televisão", disse Hélio Costa, o presidente venezuelano 
"não sabe escolher embaixador para o Brasil." Para o ministro, García Montoya 
"é malcriado, mal educado e não está preparado para ser embaixador num país 
vizinho e amigo". Aconselhou-o a "dobrar a língua antes de se referir a uma 
pessoa que, além de ministro de Estado, é senador da República, eleito com 3,5 
milhões de votos."

 

Hélio Costa é senador pelo PMDB de Minas Gerais. "Ele [García Montoya] não teve 
um único voto para se tornar embaixador. Fiz comentários sobre uma TV que adota 
procedimentos de divulgação superados na comunicação moderna. Isso não dá 
audiência. Há países em que, se a imprensa faz alguma crítica, ameaça-se fechar 
o jornal, a emissora de TV. Aqui no Brasil não é assim."

 

A crise entre Hélio Costa e a chancelaria venezuelana foi aberta por 
declarações feitas pelo ministro na última quarta-feira (21). Referindo-se à TV 
do Executivo, que será lançada por Lula, Costa disse que ela não será uma 
emissora estatal. "TV estatal é o que o Chávez faz, TV estatal é o que se faz 
em Cuba", disse ele.

 

A despeito da reação do embaixador venezuelano, que, em nota, considerou as 
afirmações "insultuosas e perigosas", Hélio Costa insiste em dizer que a TV 
pública brasileira, para dar certo, tem de oferecer ao telespectador algo 
diverso do que a Venezuela leva ao ar na sua rede televisiva estatal.

 

"Temos 18 emissoras abertas de TV no Brasil. Só oito são vistas. As outras dão 
traço de audiência. Não basta ter um canal de TV. Tem que haver imaginação, 
inteligência, profissionalismo, competência, recursos, para fazer uma televisão 
que as pessoas queiram ver". O ministro disse que seu papel limita-se à área 
técnica. Não terá influência na definição editorial da TV do Executivo.

  

"O que me foi pedido pelo presidente foi para verificar se era possível, 
tecnicamente, fazer uma rede nacional de TV pública. Eu fui a ele, depois de 
quatro, cinco meses de estudo, e disse: tem jeito. Essa era a minha missão. A 
mim não cabe dizer o que vai ser exibido nessa televisão, se ela vai ser 
pública, se vai ser privada ou estatal. Eu respondi a uma pergunta técnica do 
presidente".

 

Não receia que Hugo Chavez telefone para seu amigo Lula, cobrando uma 
retratação? "Não me referi ao Chávez", responde Hélio Costa. "Eu me referi à TV 
dele. Aqui todo mundo falou da TV pública como se fosse a TV do Lula. E ninguém 
no governo reclamou. Somos democráticos. Alguém diz que é a TV do Chavez e gera 
uma crise dessas. Ora, francamente, o que é isso? Não tenho porque temer 
qualquer situação. Além de ministro, sou profissional do setor. E acho a TV 
venezuelana ruim. É ruim demais. Não é pouca coisa não."

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