Alguém ou algum planeta, sistema solar ou galáxia, tem
de ser o primeiro.

Essas conclusões apressadas, de pesquisadores que não
chegam a lugar nenhum e depois colocam a culpa no
objeto da pesquisa, me lembra o médico bahiano Elsimar
Coutinho, (queridinho das socialites também) estudioso
de reprodução humana:

"Depois de dez anos estudando o aparelho reprodutor
feminino, não encontrei utilidade para a menstruação.
Então desenvolvi uma produto (uma droga), que aplicado
nas mulheres elas não menstruam".

Aplicou na própria mulher, que se exibia orgulhosa de
ser utilizada como cobaia.

A natureza, através da seleção natural, leva milhões
de anos para produzir um processo, vem um pesquisador
arrogante, que não consegue descobrir como funciona,
decreta que o processo está errado.

[]'s
--- Paulo Sérgio Pinto <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:


---------------------------------
  A conclus&atilde;o &eacute; estat&iacute;stica de
jesu&iacute;ta e obscurantismo de
dominicano.Pensava-se que esse tipo de
racioc&iacute;nio geocentrista tivesse sidoenterrado
na idade m&eacute;dia.


akleber wrote:      paraler e pensar
  publicadoeste domingo na FSP
   
    doe SANGUE
  visite:
  www.youtube.com/watch?v=JKz2pON5pI0
      
Associa&ccedil;&atilde;o Thalamus
(www.thalamus.org.br)
  
                    S&atilde;o Paulo, domingo, 25
demar&ccedil;o de 2007                                

                
                                        
                Pr&oacute;ximoTexto | &Iacute;ndice   
    
        
        Marcelo Gleiser
        
        Solid&atilde;o c&oacute;smica         
De 1 milh&atilde;o de mundos com vida, uma pequena
fra&ccedil;&atilde;o ter&aacute;vida multicelular 
        
Nos &uacute;ltimos 15 anos, astr&ocirc;nomos
confirmaram algo que muitoscientistas e, antes deles,
fil&oacute;sofos, suspeitavam: o Sol n&atilde;o
&eacute; a &uacute;nicaestrela que tem planetas
girando &agrave; sua volta. Os planetas
nascemjuntamente com as estrelas, como
conseq&uuml;&ecirc;ncia da implos&atilde;o
gravitacionalde nuvens ricas em hidrog&ecirc;nio,
h&eacute;lio, oxig&ecirc;nio e muitos outroselementos.
Ou seja, nosso Sistema Solar n&atilde;o &eacute;
especial, ao menos no quetange ao fato de ter planetas
e luas em &oacute;rbita de uma estrela central.
Vamos ent&atilde;o supor que, em m&eacute;dia, as
estrelas tenham ao redor de si emtorno de cinco
planetas e um n&uacute;mero indefinido de luas. Claro,
algumasv&atilde;o ter mais planetas, outras menos -ou
at&eacute; nenhum planeta. Mas
asuposi&ccedil;&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel
dentro do que sabemos hoje. Como existem em tornode
200 bilh&otilde;es de estrelas na nossa
gal&aacute;xia, a Via L&aacute;ctea,
nossasuposi&ccedil;&atilde;o implica que cerca de um
trilh&atilde;o de planetas, um trilh&atilde;o
demundos, circulem pela nossa "vizinhan&ccedil;a"
c&oacute;smica. As aspas s&atilde;o umlembrete de que
por vizinhan&ccedil;a quero dizer apenas a nossa
gal&aacute;xia, comum di&acirc;metro de 100 mil
anos-luz. 
Uma vizinhan&ccedil;a aparentemente grande mas
&iacute;nfima na escala c&oacute;smica, ondeexistem
algumas centenas de bilh&otilde;es de gal&aacute;xias,
cada qual com seusmilh&otilde;es ou bilh&otilde;es de
estrelas. Desse trilh&atilde;o de planetas em
nossagal&aacute;xia, talvez 1% esteja localizado na
"zona habit&aacute;vel", o cintur&atilde;oque define a
dist&acirc;ncia entre planetas e estrela na qual
&eacute; poss&iacute;vel queexista &aacute;gua
l&iacute;quida: muito perto da estrela o calor evapora
a &aacute;gua;muito longe, o frio a congela. No
Sistema Solar, a Terra &eacute; o &uacute;nicoplaneta
na zona habit&aacute;vel. Mas veja que mesmo essa
regra &eacute; apenasrelativamente &uacute;til:
Europa, uma das luas de J&uacute;piter -portanto, fora
dazona habit&aacute;vel-, tem um oceano de &aacute;gua
salgada sob uma crosta de geloque cobre toda a sua
superf&iacute;cie, como um bombom com licor dentro,
duropor fora e l&iacute;quido por dentro. 
Desse 1% de planetas com &aacute;gua l&iacute;quida,
em torno de 10 bilh&otilde;es em nossagal&aacute;xia,
quantos podem ter desenvolvido vida? Ningu&eacute;m
sabe ao certo.Por&eacute;m, o que vemos aqui na Terra
&eacute; que a vida &eacute; extremamente criativa
eresistente: bact&eacute;rias foram encontradas sob o
gelo das calotas polares,ao redor de chamin&eacute;s
submarinas onde a &aacute;gua ferve e n&atilde;o
existe luz ouoxig&ecirc;nio, e at&eacute; mesmo em
piscinas usadas para resfriar reatoresnucleares. Dado
que as mesmas leis da qu&iacute;mica e da
f&iacute;sica valem em todoo cosmo, n&atilde;o
&eacute; absurdo supor, e, de fato, n&atilde;o vejo
como pode serdiferente, que as leis da
bioqu&iacute;mica e da biologia tamb&eacute;m valham
emtodo o Universo. Conseq&uuml;entemente, &eacute;
muito prov&aacute;vel que formas de vidaprimitiva
tenham aparecido em outros mundos com &aacute;gua
l&iacute;quida. 
Digamos que 0,01% dos mundos com &aacute;gua
l&iacute;quida tenham vida, um em cada10 mil. Ficamos
com 1 milh&atilde;o de mundos na Via L&aacute;ctea com
alguma formade vida primitiva. Quantos desses mundos
desenvolvem seresmulticelulares? Mais uma vez,
ningu&eacute;m sabe. Aqui na Terra, a vidapermaneceu
unicelular por quase 2 bilh&otilde;es de anos. O pulo
para seresmulticelulares &eacute; dif&iacute;cil. Para
seres complexos, como r&eacute;pteis
oumam&iacute;feros, maior ainda. 
Portanto, desse 1 milh&atilde;o de mundos com vida,
uma pequena fra&ccedil;&atilde;o ter&aacute;vida
multicelular. Qual? Ningu&eacute;m sabe. Digamos
0,01%, o que nos deixacom cem mundos. Deles, talvez
alguns tenham vida inteligente, umpunhado deles. Ou
talvez apenas um, o nosso. Dif&iacute;cil aceitar
essasolid&atilde;o c&oacute;smica. Mas pelo que
sabemos hoje, ela parece ser inevit&aacute;vel.O que
nos torna raros e preciosos. 
        
---------------------------------
 MARCELOGLEISER &eacute; professor de f&iacute;sica
te&oacute;rica no Dartmouth College, emHanover (EUA) e
autor do livro "A Harmonia do Mundo" 
                      
  
  




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