Falta ainda uma pressão mais efetiva. E não ir na conversa mole de que onde ela 
existe não dê resultados positivos. Querer criminalidade zero é sonho mas com a 
pena de morte a redução será muito, mas muito significativa mesmo. Já é hora de 
dar um basta a essa hipócrita posição humanitária e colocar os pés no chão. 
Pena de morte e prisão perpétua são prioritárias na reforma do código penal.

Carlos Antônio.

FOLHA DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200702.htm


Aumenta apoio à pena de morte entre os brasileiros 
55% são favoráveis à punição, aponta Datafolha; índice iguala recorde 
registrado em 93

Outros 40% são contra mudança na lei; na pesquisa anterior, feita em agosto do 
ano passado, 51% apoiavam a instituição da pena capital

RODRIGO RÖTZSCH
DA REDAÇÃO 

Pesquisa Datafolha mostra que voltou ao maior índice histórico o apoio da 
população à adoção da pena de morte no Brasil. Entre os entrevistados, 55% se 
disseram favoráveis à pena de morte, enquanto 40% são contra a prática.
O levantamento foi feito nos dias 19 e 20 de março. Na pesquisa anterior, feita 
em agosto do ano passado, 51% eram favoráveis à adoção da pena de morte, e 42%, 
contrários.
O índice de apoio à punição registrado agora iguala o de fevereiro de 1993 como 
maior desde que o Datafolha começou sua série de pesquisas sobre o tema, em 
1991.
O Datafolha havia mostrado há duas semanas que a violência, com 31% das 
menções, superou o desemprego como maior problema do país na opinião dos 
entrevistados.
Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, os dois números não estão 
necessariamente interligados. "Esse apoio majoritário à pena de morte já é 
histórico. Neste momento cresceu um pouco, mas não apenas porque cresceu a 
percepção de violência. Entre os que apontam a violência como principal 
problema, a taxa de apoio à pena de morte é exatamente a mesma da média."
Desde 91, o Datafolha fez dez pesquisas sondando a opinião dos brasileiros 
sobre a pena de morte. Em nenhuma delas, o apoio à punição foi inferior a 48%, 
e sempre houve mais favoráveis do que contrários.
Para a pesquisadora Viviane de Oliveira Cubas, do Núcleo de Estudos da 
Violência da USP, porém, "o momento é muito significativo para o resultado".
Desde o assassinato do menino João Hélio Fernandes, em fevereiro, aumentou a 
mobilização popular e a repercussão na mídia do tema insegurança pública. O 
Congresso pôs em pauta um pacote de projetos de alteração na legislação penal.
"Não só a agenda da mídia está dando mais atenção ao tema mas também há a 
sensação de insegurança das pessoas, que têm contato com outras pessoas que 
sofreram violência. Normalmente quando você faz pesquisas em um momento de 
crise, os resultados despontam", afirma Cubas.
O professor de filosofia Renato Janine Ribeiro, da USP, que escreveu polêmico 
artigo para a Folha em que dizia que o caso João Hélio o fazia repensar a 
punição a assassinos, não quis comentar o resultado da pesquisa. "Tenho razões 
suficientes para ser contra a pena de morte", limitou-se a dizer.

Divisão por renda
Um dado que chama atenção é que o apoio à pena de morte é maior entre os 
entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos mensais: 64%, 
13 pontos a mais que em agosto. O menor índice está entre os que ganham até 
dois salários mínimos: 52%.
Para o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), para quem "a deterioração da 
segurança pública" explica o apoio maciço à pena de morte, a diferença pode ser 
explicada pelo fato de os mais ricos temerem mais a violência, enquanto outra 
parte da população "pode se sentir mais ameaçada por erros jurídicos".
A pesquisa mostra também o crescimento ao ap oio à pena de morte no Rio de 
Janeiro. Em maio de 2006, eram 38% os favoráveis à punição no Estado. O índice 
subiu para 45% em agosto e chegou a 51% agora. É igual ao de Minas Gerais, mas 
menor que os 57% de São Paulo.
Por região, o Sul tem o maior índice pró-adoção da pena: 66% são favoráveis, 
contra 57% no Norte e Centro-Oeste, 54% no Sudeste e 48% no Nordeste.
O Datafolha ouviu 5.700 pessoas em 25 Unidades da Federação. A margem de erro é 
de dois pontos percentuais.



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