Repetindo à exaustão:

Nunca, eu disse nunca, na história deste país um parlamentar foi condenado pela 
justiça. Ou um ministro. Ou um ex-presidente. Ou foram absolvidos ou os 
processos arquivados.

Carlos Antônio.



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From: akleber 
To: [email protected] 
Sent: Sunday, April 08, 2007 10:53 PM
Subject: [gl-L] Lulla Baba e os 40 ladroes seguem impunes, + 4 anos.



 




Um ano após CPI, governo ignora mensalão 

LEONARDO SOUZA
ANDRÉA MICHAEL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Amanhã completa um ano que a CPI dos Correios concluiu as investigações sobre o 
mensalão. De lá para cá, ninguém foi preso, nenhum dos denunciados pela 
Procuradoria Geral da República virou réu e 14 autoridades informadas 
oficialmente pelo Senado ou não tomaram nenhuma medida sobre o caso ou nem 
sequer responderam ao Congresso.

A Lei 10.001, de 2000, prevê que as autoridades oficialmente contatadas pelos 
presidentes da Câmara e do Senado a respeito das conclusões de comissões 
parlamentares de inquérito têm 30 dias para prestar informações ao Congresso 
sobre medidas adotadas em relação ao caso. A partir de então, devem encaminhar 
relatórios semestrais sobre o andamento das providências adotadas.

Nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem nove ministros, incluindo Dilma 
Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (ex-Relações Institucionais, hoje Justiça), 
Luiz Dulci (Secretaria Geral) e Waldir Pires (Defesa), prestaram quaisquer 
informações ao Congresso, segundo informou a Secretaria Geral do Senado.

Outras pastas comunicaram medidas meramente burocráticas, como a Fazenda, que 
apenas disse ter credenciado servidor para "compulsar" (manusear, examinar) 
documentos.

Em 11 de setembro de 2006, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros 
(PMDB-AL), enviou oficialmente o relatório final da CPI a 19 autoridades. Só 
cinco prestaram alguma informação. Ontem, após ter sido procurado pela Folha, 
Renan determinou à Secretaria Geral do Senado que voltasse a cobrar as 
pendências.

"Piada de salão"

No dia 15 de fevereiro, os deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e José Eduardo 
Cardozo (PT-SP), ex-integrantes da CPI, haviam enviado requerimento a Renan 
pedindo que ele cobrasse das autoridades informações sobre as providências 
adotadas em relação ao caso.

Apesar de não terem respondido ao Legislativo, a Controladoria Geral da União, 
o Ministério da Previdência Social e a Procuradoria Geral da República disseram 
à Folha, por meio de suas assessorias, que tomaram providências.

Em outubro de 2005, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, acusado de ser o 
principal operador do mensalão, disse que o escândalo viraria uma "piada de 
salão".

"Se as coisas continuarem no estágio em que estão, em pouco tempo a profecia de 
Delúbio se confirmará", disse Fruet, ex-sub-relator da CPI.

Balanço

Uma semana antes do encerramento da CPI, o procurador-geral da República, 
Antonio Fernando de Souza, denunciou ao Supremo Tribunal Federal 40 pessoas 
envolvidas no caso sob acusação de integrarem uma "organização criminosa".

A lista de denunciados inclui figuras centrais do escândalo, como o ex-ministro 
José Dirceu (Casa Civil) e os ex-dirigentes do PT José Genoino, Silvio Pereira 
e Delúbio, além do empresário Marcos Valério.

A denúncia só se transformará em ação penal se o Supremo Tribunal Federal 
entender que as acusações têm fundamento. O tribunal, porém, ainda não analisou 
o caso. Assim, os denunciados não respondem a processo. O próprio ministro 
relator do caso, Joaquim Barbosa, declarou que seriam necessários pelo menos 
dois anos para apreciar a denúncia.

O episódio nos Correios, que levou ao caso do mensalão, fez a Polícia Federal 
instaurar oito inquéritos, nos quais são apuradas fraudes em licitações.

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