Humanidade ! ! !

Por mais absurdo que isso possa parecer para nós, eles agiram segundo a cultura 
local, gostemos ou não dela ...

Absurdo pra mim é uma menina de 17 anos ficar paraplegica por causa de uma bala 
perdida, duzias de pessoas morrerem por causa de balas perdidas.
Pessoas que morrem após sofrerem o golpe do falso sequestro. etc
É só procurar nos sites dos jornais as seguitnes palavras:

VIOLÊNCIA + RIO DE JANEIRO
VIOLÊNCIA +  SÃO PAULO

e por aí vai...

Agora... ser for  "a nível de" mundo
Me choca saber que mais de 2.000 (isso mesmo duas mil) crianças morrem todos os 
dias de malária na africa...
E neste número não estão inclusas as que morrem de fome e nem vitimas da aids 
ou outras doenças, apenas malaria.

Por isso não me impressiona o apedrejamento.

Beijos,
Bellucci



  ----- Original Message ----- 
  From: leni balthar 
  To: [email protected] 
  Sent: Wednesday, May 16, 2007 10:36 PM
  Subject: [gl-L] Humanidade ou Barbaridade?



  HUMANIDADE OU BARBARIDADE? (Lauro António)
  Eis uma demonstração de Humanidade no Curdistão, 
  em vingança religiosa, que mete um pouco de tudo, 
  mas sobretudo é uma demonstração de absurda desumanidade.
  Como é possível que isto aconteça no Iraque, 
  ou noutro pais qualquer do mundo.
  Como se pode matar à pedrada uma rapariga de 17 anos, 
  só porque gosta de um rapaz de outra religião?
  Esta monstruosidade não pode ficar calada. 
  Não se pode dormir o sono dos justos se nada se fizer. 
  O Público deu a conhecer.








  Aqui fica o texto com a devina vénia:
  Apedrejamento de curda filmado com telemóvel e divulgado na Net
  14.05.2007
  por João Pedro Pereira

  Adolescente de uma minoria religiosa mantinha relação com jovem muçulmano; 
multidão assistiu e gravou o crime em que participaram familiares da rapariga

  Uma jovem curda, de 17 anos, foi apedrejada até à morte por querer casar-se 
com um homem de religião diferente. O incidente deu-se a 7 Abril, nos arredores 
de Mossul, no Norte do Iraque. O caso, contudo, só teve eco na comunidade 
internacional depois de vídeos do espancamento e apedrejamento, filmados com 
telemóveis, terem sido colocados na Internet.
  Os seis pequenos vídeos, de baixa qualidade e muito violentos, foram postos 
on-line, no início deste mês, no conhecido YouTube. Acabaram por ser retirados 
pelos administradores do site, mas estão já disponíveis noutros locais.
  As imagens mostram uma rapariga deitada no chão, semidespida e rodeada por 
uma multidão de várias dezenas de homens. A jovem é pontapeada e várias pedras 
e um bloco de cimento são-lhe atirados à cabeça. Muitos homens estão a 
fotografar e a filmar com telemóveis.
  Um dos vídeos mostra mesmo dois polícias (perto da zona das agressões e 
aparentemente indiferentes aos acontecimentos), que parecem ser chamados a 
intervir. A imprensa local indica que o episódio durou meia hora. Mais tarde, o 
Exército iraquiano acabou por tomar conta do local.
  Dua Khalil Aswad pertencia à religião Yezidi, que é uma mistura de Islão, 
judaísmo e cristianismo, bem como algumas crenças gnósticas e do zoroastrismo. 
Falam curdo e não são mais que 600 mil pessoas, concentradas a norte e oriente 
da cidade de Mosul, no Iraque, e muitas vezes a comunidade teve de enfrentar 
perseguições por motivos religiosos - chamam-lhes "adoradores do Diabo".
  Mas Dua Khalil Aswad mantinha um relacionamento e pretendia casar-se com um 
sunita muçulmano. A família da jovem opôs-se ao casamento e esta fugiu de casa. 
Esteve escondida durante quatro meses em casa de um líder religioso muçulmano.
  Alguns relatos apontam que Aswad já se teria convertido ao Islão. A conversão 
foi negada pelas autoridades do Curdistão, que explicaram que o apedrejamento 
se tratou de vingar o que foi considerado pela família como uma desonra.
  Os familiares da jovem tinham-na recentemente persuadido a regressar a casa, 
convencendo-a de que teria sido perdoada. Entre os responsáveis pelo 
apedrejamento - uma multidão com cerca de 2000 pessoas - estavam, pelo menos, 
os irmãos e dois tios da vítima. Muitas das pessoas que assistiam tinham 
telemóvel, e há múltiplos vídeos do acontecimento.
  O Governo regional do Curdistão emitiu a 1 de Maio, poucos dias após uma 
manifestação de mulheres curdas na cidade de Erbil, um comunicado em que 
condena o assassinato de Dua Khalil Aswad. O comunicado sublinha que a lei 
iraquiana pune os chamados "crimes de honra" e que vários homens estão a 
aguardar julgamento por casos semelhantes. Pede ainda que o sistema judicial 
iraquiano puna os responsáveis pelo assassinato.
  As autoridades dizem que foram presas duas pessoas por causa do 
apedrejamento, mas que outras quatro fugiram. A divulgação dos vídeos na 
Internet suscitou também reacções por parte da imprensa internacional e de 
vários grupos de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia 
Internacional.
  A directora da secção portuguesa da Amnistia Internacional, Cláudia Pedra, 
observa que este tipo de violência é muito comum na região, mas muitos casos 
não chegam a ser conhecidos, porque são normalmente levados a cabo pelas 
famílias, "de forma encapotada". Mas este é o primeiro caso de que Cláudia 
Pedra tem conhecimento a ser filmado e depois colocado na Internet. 
  Os videos foram retitrados do You Tube, mas existem 6 videos aqui:
  http://www.aina.org/news/20070425181603.htm
  É PRECISO VER.
  Aqui veja reacções internacionais: 
  http://www.petitiononline.com/kurdish/petition.html
  assine uma petição contra a barbárie:
  http://www.petitiononline.com/kurdish/petition-sign.html 




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