Deus me livre de ter um regimento de hackers na minha sombra...   Vigiando 
todos os meus movimentos...

O senador não sabe com quem tá se metendo...

Esse governo quer de qualquer jeito proibir que informação seja difundida...

O que será que eles estão tramando?

O que será que  precisará ser escondido no futuro?



  ----- Original Message ----- 
  From: Rubens 
  To: [email protected] 
  Sent: Wednesday, May 23, 2007 1:15 PM
  Subject: [gl-L] Esqueca a internet, senador!


  Esqueça a internet, senador!

  Mais uma vez, o Brasil está atrás da China. Enquanto lá o policia-
  mento da internet já chegou a um estágio superior de censura, aqui 
  estamos dando apenas os primeiros passos para ter tudo 100% patru-
  lhado. 

  Mas o senador Eduardo Azeredo, do PSDB mineiro, já tem a fórmula 
  pronta para tirar a web brazuca desse atraso: basta liberar os pro-
  fissionais de segurança de TI para agir como vigilantes no ataque a 
  hackers e transformar todos os provedores de acesso em informantes 
  compulsórios da polícia. Tudo sem pedir qualquer ordem judicial, é 
  claro. Afinal, quem vai querer lidar com essa chateação que é a 
  Justiça?

  Se é fraude em banco do crime organizado ou P2P de um adolescente, 
  não importa: delação obrigatória, por lei. O projeto do senador está 
  para ser votado no Congresso. Se for aprovado, muita gente de TI vai 
  ganhar uma estrela de xerife.

  Os detalhes você pode ver numa matéria da jornalista Elvira Lobato 
  na Folha de S. Paulo de hoje. Pela segunda vez, ela dá os elementos 
  para discutir o que se arma em Brasília contra a internet. 

  O conceito atrás de tudo é a prevenção do crime. Lembra muito as
  bases do conceito de guerra preemptiva do governo Bush no Iraque: se
  o perigo é iminente, vamos invadir e atacar. Se for preciso sacri-
  ficar inocentes, o que se pode fazer? Guerra é guerra. Cada país 
  tem o Paul Wolfowitz que merece, e o nosso Wolfowitz encarnou na 
  internet...

  O senador Eduardo Azeredo já fez propostas que transformavam a inter-
  net num imenso cartório burocrático e autoritário. Seu projeto sub-
  mergiu diante das críticas, tirado de circulação por um lance diplo-
  mático do senador baiano Antônio Carlos Magalhães, do PFL, ops, 
  Democratas. 

  Agora, supostamente melhorado, o projeto volta à tona, substituindo 
  as primeiras idéias liberticidas por outras idéias diferentes, mas 
  igualmente liberticidas. É uma pena que projetos de uma lei tão ne-
  cessária essa, contra o crime digital, comecem, em primeiro lugar, 
  por ameaçar as liberdades mais básicas. Isso é o melhor que se pode 
  fazer? Eu preferiria imitar a China em suas qualidades, e não em 
  seus defeitos.

  [INFO Online, Blog da Sandra Carvalho - 23/05/2007]

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