PQD

A Cláudia Ohana é uma obra de arte natural.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: leni balthar 
To: [email protected] 
Sent: Sunday, May 27, 2007 6:39 PM
Subject: Re: [gl-L] Re: Depilando a virilha.


Caito
Eu tenho dó das depiladoras, devem todas irem para o céu... Não é mole não, 
coitadas. Nem ginecologista sofre tanto, por tão pouco... 
Virilha: R$ 25,00
Virilha cavada: R$ 30,00
Mas se vc ia abrir a url, vc gosta da preservação? Estilo Vera Fisher, Claudia 
Ohana ou Carlota Joaquina?

 
caitorudge <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
  HHuaHAuhAhhauHhahUAhu

  E tu acredita que eu tentei abrir a url?

  Hahahaa

  Putz fiquei com dó! Me lembrei da tiazinha vingando-se no programa do
  Huck! 

  :D

  Caíto

  --- In [email protected], leni balthar <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
  >
  > Um exagero, mas muito engraçado.
  > A primeira, a gente não esquece.
  > 
  > 
  > 
  > 
  > "Tenta sim. Vai ficar lindo."
  > 
  > Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas,
  me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez
  quilos mais leve. 
  > Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu
  namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu
  imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso
  aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás
  nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
  > 
  > - Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
  > 
  > - Vai depilar o quê?
  > 
  > - Virilha.
  > 
  > - Normal ou cavada?
  > 
  > Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que
  era pra fazer, quis fazer direito.
  > - Cavada mesmo.
  > - Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
  > - Ok. Marcado.
  > 
  > 
  > Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves,
  porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra
  ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que
  cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba,
  vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde
  o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num
  longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas
  brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura
  de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem
  desabotoar nem um botão. Eis que 
  > chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
  > 
  > - Querida, pode deitar.
  > 
  > Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
  > Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente
  pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas
  estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu
  Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão.
  Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei
  surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a
  amarrou bem forte.
  > 
  > - Quer bem cavada?
  > 
  > - .é... é, isso.
  > 
  > Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da
  Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes. 
  > - Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer
  mais ainda.
  > 
  > - Ah, sim, claro.
  > 
  > Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. 
  > 
  > De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula
  melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
  > 
  > - Pode abrir as pernas.
  > 
  > - Assim?
  > 
  > - Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois
  joga cada perna pra um lado.
  > 
  > - Arreganhada, né?
  > 
  > Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de
  cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável.
  Até a hora de puxar.
  > 
  > Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse
  saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem
  de olhar.
  > Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa
  com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo
  isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era
  tudo supernatural.
  > 
  > Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu
  havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
  > 
  > - Tudo ótimo. E você?
  > 
  > Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve
  ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
  > 
  > O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de
  espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação
  e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
  Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
  > 
  > - Quer que tire dos lábios?
  > 
  > - Não, eu quero só virilha, bigode não.
  > 
  > - Não, querida, os lábios dela aqui ó.
  > 
  > Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
  > Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
  > 
  > - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
  > Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho
  de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
  > 
  > - Olha, tá ficando linda essa depilação.
  > 
  > - Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
  > 
  > Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a
  respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi
  que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só
  voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
  > 
  > - Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
  > 
  > - Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
  > Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe
  arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la.
  Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
  > 
  > - Vamos ficar de lado agora?
  > 
  > - Hein?
  > 
  > - Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
  > 
  > Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e
  fiquei esperando novas ordens.
  > 
  > - Segura sua bunda aqui?
  > 
  > - Hein? 
  > 
  > - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. 
  > Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela
  estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à
  luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar,
  peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela
  acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
  > - Tudo bem, Pê?
  > - Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. 
  > 
  > Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o
  aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se
  ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que
  ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação.
  Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o
  pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
  > Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que
  a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer
  coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra
  contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
  Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
  > 
  > - Vira agora do outro lado.
  > 
  > Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei
  novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado
  novamente abre a cortina.
  > 
  > - Penélope, empresta um chumaço de algodão?
  > Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,
  vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
  > Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo
  Penélope. E agora a vizinha inconveniente. 
  > 
  > - Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
  > - Máquina de quê?!
  > - Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
  > - Dói?
  > - Dói nada.
  > - Tá, passa essa merda...
  > - Baixa a calcinha, por favor.
  > Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém
  fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído
  por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria
  baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
  > 
  > - Prontinha. Posso passar um talco?
  > - Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
  > - Tá linda! Pode namorar muito agora.
  > 
  > 
  > Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o
  resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.
  Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda,
  protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei
  antidepilação cavada. 
  > 
  > Queria comprar o domínio www.preserveasbucetaspeludas.com.br
  > 
  > 
  > 
  > 
  > 
  > __________________________________________________
  > Fale com seus amigos de graça com o novo Yahoo! Messenger 
  > http://br.messenger.yahoo.com/
  >







__________________________________________________
Fale com seus amigos de graça com o novo Yahoo! Messenger 
http://br.messenger.yahoo.com/  

Responder a