é o virus de bruço?

Em 26/08/07, leni balthar <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>    Paranoia???? "Os pesquisadores não têm uma explicação exata para a
> constatação"
>
> 24/08/2007 -
> Banho logo após sexo aumenta risco de Aids Médicos ainda não sabem
> explicar por que isso acontece.
> Uma explicação é que a água deixaria o HIV mais infeccioso.
>
>  Um estudo realizado em Uganda revelou uma descoberta surpreendente sobre
> o sexo e o HIV. Lavar o pênis minutos depois da relação sexual com uma
> parceira infectada aumenta o risco de contrair o HIV em homens não
> circuncidados .
>
> Quanto antes o banho, maior o risco de se infectar, é o que revela o
> estudo. Aguardar pelo menos 10 minutos após o sexo para então tomar banho
> reduziu significativamente o risco de infecção por HIV, como relatou o
> doutor Fredrick E. Makumbi em 25 de julho, na Conferência Internacional de
> AIDS realizada em Sydney, na Austrália.
>
> Os pesquisadores não têm uma explicação exata para a constatação, que
> contradiz a sabedoria popular e os ensinamentos de muitos especialistas em
> doenças infecciosas que defendem a limpeza peniana como parte da boa higiene
> genital.
>
> Especialistas em saúde sugeriram que lavar o pênis depois do sexo poderia
> prevenir que secreções vaginais potencialmente infecciosas penetrassem no
> organismo por meio do pênis não circuncidado.
>
> Lavar o pênis depois do sexo é um hábito comum na África. Para verificar
> se o banho poderia ser recomendado como uma alternativa à circuncisão
> masculina, a equipe de Makumbi, do Instituto de Saúde Pública da
> Universidade Makerere, estudou 2.552 homens não circuncidados no distrito
> de Rakai, em Uganda.
>
> Os homens, com idade entre 15 e 49 anos, não eram circuncidados e não
> estavam infectados com o HIV quando se cadastraram na pesquisa. 83% disseram
> que se lavavam depois da relação sexual com qualquer que fosse o parceiro.
>
> Os pesquisadores perguntaram quando e como os homens se lavavam após as
> relações no momento do cadastro e 6, 12 e 24 meses depois, questionando
> inclusive se eles se lavavam com ou sem o auxílio de buchas.
>
> Em um deslize, os pesquisadores não perguntaram detalhes sobre como a
> limpeza era feita, nem questionaram diretamente sobre o uso de sabão, disse
> o doutor Ronald H. Gray, co-autor da Escola de Saúde Pública Bloomberg da
> Johns Hopkins. Alguns sabões usados na África causam mais irritação do que
> os usados em qualquer outro lugar.
>
> Os homens que se lavavam no intervalo de três minutos após a relação
> tinham 2,3% de risco de infecção por HIV em comparação com 0,4% entre os que
> retardavam a lavagem para 10 ou mais minutos após o sexo. O estudo foi
> financiado pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.
>
> A análise dos banhos foi uma etapa secundária de um estudo realizado para
> identificar a eficácia da circuncisão masculina contra a infecção por HIV.
> Relatórios anteriores demonstraram que a circuncisão protegia.
>
> Uma das mensagens resultantes do estudo, segundo Gray, "é que é preciso
> reservar um certo tempo para as carícias pós-coito para então se retirar e
> se lavar". "Não se deve acabar e sair correndo da cama", disse ele.
>
> Makumbi e outros especialistas em AIDS disseram que não sabem porque a
> prática do banho aumenta a vulnerabilidade à infecção por HIV, mas propôs
> algumas explicações.
>
> Uma delas é que a acidez das secreções vaginais pode impedir a capacidade
> de o vírus da Aids sobreviver no pênis. Por isso, esperar mais tempo para se
> lavar e permitir uma exposição mais prolongada às secreções vaginais pode
> reduzir a probabilidade de infecção viral.
>
> Outra explicação é que o uso da água, cujo pH é neutro, pode promover a
> sobrevivência do vírus e facilitar o contágio. Ao que tudo indica, o HIV
> precisa estar em algum fluido para atravessar a mucosa e infectar as
> células, disse Gray. Se o fluido contaminado com HIV secar, é possível que
> sua capacidade de contágio diminua. A adição de água poderia reativar o HIV
> e torná-lo mais infeccioso.
>
> As descobertas do estudo são surpreendentes, disse o doutor Merle A.
> Sande, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Washington, em
> Seattle, e "mostram por que é preciso fazer os estudos, porque se eles não
> são feitos, não sabemos de nada".
>
> Sande, que não participou do estudo, declarou que "Ainda há muitas coisas
> que não compreendemos sobre os fatores complexos que influenciam a
> transmissão do HIV no trato genital, mas esse importante estudo deverá
> ajudar".
>
> Ele também é presidente da Academic Alliance Foundation, um grupo que
> treina profissionais de saúde para o tratamento da AIDS e de outras doenças
> infecciosas em Uganda.
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Marco Antonio Figueiredo
Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal

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