Prezado conselheiro Pinto

enquanto vossa senhoria estiver acometido com esses delirios
socialistas em Ipanema eu prefiro responder com as noticias economicas
como o aparelhamento da Patrobras... a mistura da antiga Petrobras,
privatizada pelo PT, e do patrulhamento ideologico

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070830/not_imp43323,0.php
 Quinta-Feira, 30 de Agosto de 2007 | Versão Impressa


 A política invade a Petrobrás

 Acirra-se a disputa política por cargos de direção da Petrobrás - numa
 virulência "jamais vista neste país". Nunca antes a administração da
 estatal correu tanto risco de perder qualidade com ingerências
 políticas. E, se esse tipo de ingerências já é inadmissível no
 preenchimento de cargos da administração pública, mais graves podem
 ser suas conseqüências numa empresa da complexidade da maior companhia
 brasileira.

 A Petrobrás tem um presidente-executivo e seis diretores. Destes, três
 (eventualmente, quatro) poderão ser substituídos, segundo reportagem
 do Estado (28/8). Um deles, o professor da USP Ildo Sauer, é diretor
 da Área de Gás e Energia e vinha às turras com o governo desde o ano
 passado, prevendo-se sua substituição pela atual presidente da BR
 Distribuidora, Maria das Graças Foster, da "panelinha" da
 ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que preside o Conselho
 de Administração da Petrobrás.

 O segundo diretor em vias de substituição é o responsável pela Área
 Internacional, Nestor Cerveró, funcionário qualificado da empresa
 indicado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS). O terceiro é Guilherme
 Estrella, diretor de Exploração e Produção. Filiado ao PT, sua
 competência técnica é conhecida e não recebeu críticas. É um dos
 responsáveis pelos investimentos da empresa na Bacia de Santos.

 Um quarto diretor envolvido no processo sucessório é Paulo Roberto da
 Costa, da Área de Abastecimento, outro técnico de carreira da
 Petrobrás, indicado pelo PP. O motivo de sua demissão seria o fato de
 ter afastado o gerente de Abastecimento, Alan Kardec, afilhado
 político do ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares
 Guia, do PTB.

 Na segunda-feira, as substituições na diretoria da Petrobrás foram o
 tema de conversa do presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, com o
 presidente Lula. As mudanças teriam sido acertadas para oficialização
 pelo Conselho de Administração da Petrobrás, amanhã.

 A Petrobrás sempre foi tida como uma estatal (quase) imune às
 ingerências políticas. Mesmo no caso de diretores indicados por
 políticos, era necessário pertencer aos quadros permanentes da
 empresa.

 Não se deve, ainda, misturar a troca prevista na diretoria com a
 indicação já formalizada de Theodore Helms, que trabalha na Petrobrás
 desde 1999, para substituir Raul Campos como gerente da Área de
 Relações com Investidores.

 O que chama a atenção nas mudanças é a influência crescente do comando
 político do governo sobre a Petrobrás. "A decisão (de substituir
 diretores da empresa) cabe à presidente do Conselho, que é a ministra
 Dilma", admitiu ao Estado Sérgio Gabrielli.

 Estão em jogo o que não poderia estar - as principais diretorias
 técnicas da Petrobrás. Uma delas, a de Exploração e Produção, é a
 responsável pelos investimentos visando à auto-suficiência do País em
 petróleo, sendo a área mais importante no longo prazo. E a diretoria
 de Abastecimento responde pelas refinarias, fixação de preços,
 importações e exportações da empresa.

 O caso mais explícito de "prêmio de consolação" a aliados políticos
 derrotados é o de José Eduardo Dutra, do PT, citado como substituto de
 Maria das Graças Foster na presidência da BR Distribuidora.
 Ex-presidente da Petrobrás, Dutra foi derrotado ao concorrer ao cargo
 de governador de Sergipe, nas últimas eleições.

 O governo Lula conseguiu êxitos nas áreas preservadas da era FHC, que
 podem ser consideradas ilhas de excelência na administração federal,
 como o Banco Central, o Tesouro Nacional e os Ministérios do
 Desenvolvimento e da Agricultura. A Petrobrás era outro exemplo.
 Embora abrigando indicações partidárias em postos de assessoria
 regiamente remunerados, foi uma das empresas que menos sofreram com o
 oportunismo político e com o loteamento dos cargos.

 A disputa aberta pelas principais diretorias executivas da empresa é
 uma explicitação lamentável dos costumes políticos do governo Lula -
 costumes mantidos sempre em detrimento dos interesses do País e, neste
 caso, dos acionistas privados da Petrobrás.
 

Responder a