Acusados no caso Cisco podem deixar prisão da PF nesta sexta
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007, 20h05

Apesar de o Ministério Público Federal e a Polícia Federal terem dito que vão 
apurar a suposta doação irregular de R$ 500 mil da empresa Cisco Systems ao 
Partido dos Trabalhadores, que teria como contrapartida o favorecimento da 
multinacional americana em uma licitação da Caixa Econômica Federal (CEF), 
nenhum dos dois órgãos havia entrado com pedido de prisão preventiva dos seis 
envolvidos no caso que tiveram a prisão temporária prorrogada, conforme apurou 
a reportagem de TI INSIDE Online. 

Até às 18h25 desta quinta-feira (25/10) não havia chegado nenhuma solicitação 
da PF ou do Ministério Público às mãos do juiz federal que acompanha o caso, 
Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal do Estado 
de São Paulo, e que havia estendido as prisões dos envolvidos por cinco dias. 
Com isso, José Roberto Pernomian Rodrigues, Paulo Roberto Moreira, Carlos 
Roberto Carnevali, Helio Benetti Pedreira, Cid Guardia Filho e Moacyr Alvaro 
Sampaio deveriam deixar a carceragem da PF a partir da zero hora desta 
sexta-feira, já que a prisão temporária não pode mais ser prorrogada.

Na terça-feira (23/10) o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de 
Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus apresentado pelo advogado de 
Carnevali, vice-presidente da Cisco para América Latina e Caribe. O ministro 
pediu vistas ao Ministério Público Federal.

No último domingo (21/10), o presidente da Cisco Brasil, Pedro Ripper, além de 
Marcos Sena, diretor de canais, e Daniela Ruiz, gerente regional de vendas, 
foram libertados por determinação do juiz Cassetari, que disse não haver na 
representação novos elementos fáticos que demonstrem a existência de riscos de 
que esses investigados venham a atrapalhar as investigações. Da Redação

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