Verinha, 

Isso é mais cruel que a prova pra obter o certificado de virgindade. E mais 
indecoroso. Pior até que a mutilação do clitóris para impedir o gozo das 
mulheres.
Costumes tribais?
Já foi dito aqui que no Brasil é a corrupção. Eu acrescentaria a impunidade.

Ai...quero os meus sais! Veja isso: o Ipea passa a ser subordinado a Mangabeira 
Unger. Quer descalabro maior que este?
E mais uma vez sabemos que não vai dar certo.

Beijão.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: Vera Martins 
To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br 
Sent: Saturday, November 17, 2007 6:00 PM
Subject: [gl-L] Renan acerta com Planalto renúncia à presidência 


Negócio fechado: 
PT salva mandato de Renan
e PMDB ajuda a prorrogar CPMF. 
Êêêê, Brasilzão ... :(
Vera


Renan acerta com Planalto renúncia à presidência 
Na tentativa de obter votos para prorrogar a CPMF, governo articula salvação do 
mandato do senador 

Rui Nogueira e Christiane Samarco, BRASÍLIA 

Com a participação ativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Palácio do 
Planalto fechou na quarta-feira um acordo para criar o que considera ser o 
clima político ideal para salvar o mandato do aliado e ex-presidente do Senado 
Renan Calheiros (PMDB-AL) e, ao mesmo tempo, aprovar a prorrogação da 
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Pelo 
acordo, Renan considera "fato consumado" a renúncia à presidência do Senado, o 
PMDB dá o maior número possível de votos para salvar o mandato do ex-presidente 
do Senado e ajudar na prorrogação da CPMF, e a bancada do PT, com 12 senadores, 
aproveita que o voto é secreto para também descarregar a maioria dos votos a 
favor de Renan.

O acordo foi fechado em uma reunião realizada no fim da tarde de quarta-feira, 
no Planalto - precedida de várias reuniões do próprio Renan com o presidente 
interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), que tem sido o elo principal da 
negociação com Lula e assessores presidenciais. Participaram diretamente das 
articulações, além de Viana e do próprio Lula, o ministro Walfrido Mares Guia 
(Relações Institucionais) e o senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Além do interesse do Planalto em sua absolvição, por causa da CPMF, Renan tem a 
expectativa de obter o voto da maioria dos senadores por avaliar que a acusação 
de ter saciedade fantasma com o usineiro João Lyra em duas emissoras de rádio e 
um jornal de Alagoas também é uma ameaça a outros colegas - muitos são donos de 
veículos de comunicação em associações com prepostos, laranjas e afins.

Na avaliação do Planalto e de Renan, "já está de bom tamanho o nível de 
solidariedade" para a absolvição do ex-presidente do Senado. Na outra ponta da 
negociação política, porém, o governo demonstra empenho especial na salvação do 
senador alagoano porque "o nível de solidariedade em cima da CPMF não é bom". 
Um assessor de Lula definiu assim a situação para a votação da contribuição: 
"Não podemos arriscar nada, mas nada mesmo."

A idéia é "replicar" no plenário do Senado, nesta segunda votação de pedido de 
cassação de Renan, o procedimento adotado no plenário da Câmara em 2005, quando 
foi montada uma verdadeira linha de montagem de absolvições dos deputados 
mensaleiros e tudo se resumiu à cassação do ex-ministro-chefe da Casa Civil 
José Dirceu (PT) e de Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE). O novo 
pedido de cassação de Renan foi aprovado no Conselho de Ética por 11 votos a 3, 
na quarta-feira, depois da leitura do relatório do senador Jefferson Péres 
(PDT-AM). Péres viu indícios claros de quebra de decoro parlamentar na 
sociedade de Renan com Lyra.

Duas semanas atrás, Renan votou contra o fechamento de questão em favor da CPMF 
na reunião da bancada do PMDB, para dar respaldo ao senador Pedro Simon 
(PMDB-RS) e tentar seu apoio no plenário. Ele pediu abertamente a Lula que 
interfira em seu favor e não deixe a bancada do PT "solta". A maioria dos 
petistas tende a salvar Renan, mas exige garantia de que ele não volte mesmo à 
presidência.

SENHA

Para Lula, a senha foi dada pelo próprio. Segundo o senador, Renan mandou dizer 
que esse assunto era "fato consumado".

http://www.estado.com.br/editorias/2007/11/17/pol-1.93.11.20071117.6.1.xml

 

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