alguem viu o engenheiro por ai??

   BB financiou "mensalão", afirma procurador-geral da
República
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SILVANA DE FREITAS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O procurador-geral da República, Antonio Fernando
Souza, disse ontem que as novas provas sobre o
mensalão entregues ao STF (Supremo Tribunal Federal)
são perícias feitas pelo Instituto de Criminalística
da Polícia Federal que rastrearam o dinheiro
movimentado no esquema, entre as quais uma que
comprovaria o uso de verba pública no caso do fundo
Visanet.

O procurador-geral Antonio Fernando disse que os
laudos periciais são importantes porque confirmam o
teor de depoimentos prestados por testemunhas no
início das investigações e fortalecem as acusações.

"Na verdade, grande parte [da denúncia criminal] foi
com base em testemunhas, e agora a prova pericial veio
e constatou que aquilo que se falava era verdade",
afirmou o procurador-geral. "São perícias que mostram
que o dinheiro x fez tal rota e foi para a conta y."

No caso do fundo Visanet, a Polícia Federal rastreou,
desde a sua origem, a verba utilizada em pagamentos à
empresa DNA, do publicitário Marcos Valério Fernandes
de Souza, feitos com recursos de cota do Banco do
Brasil no Visanet, no valor de R$ 73,8 milhões. O
banco sempre negou que o dinheiro fosse público.

Ontem, o procurador-geral afirmou que os laudos
periciais também incluem movimentações feitas pela
SMP&B, outra empresa de Marcos Valério.

Antonio Fernando disse que ele e o relator da ação
penal do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, decidiram
não divulgar os documentos porque há neles informações
bancárias que são sigilosas.

Perícias

As perícias começaram a ser produzidas ainda na fase
de inquérito, mas só foram concluídas depois que o
procurador-geral ofereceu a denúncia criminal contra
os 40 réus, em março de 2006.

Por isso ele aguardou a abertura da ação penal,
decidida pelos ministros do STF em agosto último, e a
publicação do acórdão desse julgamento, há duas
semanas, para encaminhá-las ao relator da ação penal,
ministro Joaquim Barbosa. A pedido do
procurador-geral, Barbosa determinou o envio de alguns
documentos do mensalão para o Ministério Público do
Estado de Minas Gerais.

Além de entregar as perícias à corte, Antonio Fernando
também recorreu ao Supremo sugerindo que esclareça a
parte do acórdão [síntese da decisão de abertura da
ação penal] relativa à acusação de prática de crime de
lavagem de dinheiro pelo publicitário Duda Mendonça,
porque considera que ela ficou imprecisa.

O STF também recebeu recursos, chamados embargos de
declaração, dos seguintes réus: José Dirceu, João
Paulo Cunha, Marcos Valério, Roberto Jefferson,
Rogério Tolentino, Kátia Rabello e Valdemar Costa
Neto. Alguns deles contestam a validade de provas
obtidas antes da abertura da ação penal.
 

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