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VM| Essa é para aqueles que viram só alegria nas imagens
| de adolescentes africanas sendo submetidas a testes
| de virgindade, que postei recentemente, aqui.
Uma historia qualquer passada no Qatif, Arábia Saudita,
para dizer que você tinha razão na Africa? 8-D
Entao eu vou arrumar uma historinha qualquer passada
numa das luas de Plutão e vou dizer que quem tinha
razao era eu...
[ ]s "Tudo a ver",
Rubens
-----Original Message-----
From: Vera Martins
Sent: Friday, November 23, 2007 11:19 PM
To: GL
Subject: [gl-L] Prisão e 200 chibatadas para mulher estuprada
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Essa é para aqueles que viram só alegria nas imagens
de adolescentes africanas sendo submetidas a testes de virgindade,
que postei recentemente, aqui.
Abs,
Vera
Sauditas punem mulher estuprada
Jovem de 18 anos violentada por sete homens é condenada a seis meses de
detenção e 200 chibatadas
Juízes censuraram encontro da vítima desacompanhada com homem em shopping; lei
islâmica local adota segregação entre os sexos
DA REDAÇÃO
O local é Qatif, Arábia Saudita. O crime, o estupro de uma adolescente de 18
anos por sete homens há cerca de um ano e meio. O que
despertou reações mundiais nos últimos dias, porém, é o resultado: a vítima foi
condenada na semana passada por uma corte a seis
meses de prisão e 200 chibatadas.
"Para o tribunal, [o estupro] foi culpa da garota e não teria acontecido se ela
não tivesse ido se encontrar com um homem que não é
seu parente", disse o advogado de defesa do caso, Abdulrahman al Lahim, ao
jornal "Arab News".
O calvário da garota de Qatif, como a vítima ficou conhecida, começou em 2006,
ao se encontrar com um conhecido em um shopping
local. Segundo seu advogado, ela estava noiva e quis recuperar fotos antigas,
"não comprometedoras", com o homem. No local, ambos
foram seqüestrados por um grupo de sete homens e sofreram repetidos abusos. Ela
conta que foi estuprada 14 vezes.
Em outubro de 2006, o caso foi levado a julgamento. Os sete acusados receberam
sentenças de no máximo cinco anos de prisão -o que é
considerado leve, já que o estupro pode ser punido com a morte na Arábia
Saudita.
Segundo o ministro da Justiça do país, citado pelo jornal "Kwait Times", os
sete não foram condenados à morte por "falta de
testemunhas" e "ausência de confissões". Mas o tribunal não parou por aí:
censurando a reunião sem supervisão entre as vítimas, eles
foram condenados a 90 chibatadas.
A Arábia Saudita tem um sistema de cortes religiosas que seguem a lei islâmica
(sharia), um código que não está escrito. Em muitos
crimes, como estupro, as sentenças dependem da interpretação do juiz.
A garota recorreu e, mais de um ano depois, conseguiu que a pena dos
estupradores fosse elevada para entre dois e nove anos de
prisão. De novo, porém, ela própria foi punida: a corte mudou na última semana
sua sentença para 200 chibatadas e seis meses de
prisão.
Uma fonte da corte citada pelo "Arab News" afirmou que os juízes se irritaram
pela tentativa da garota de "influenciar o Judiciário
por meio da mídia". Antes da apelação, ela, seu marido e seu advogado buscaram
apoio da imprensa para tentar reverter o castigo. O
advogado de defesa, segundo Al Lahim afirmou à CNN, teve a licença profissional
foi cassada.
Nesta semana, os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Hillary
Clinton, John Edwards e Joe Biden fizeram apelos pela
reversão da sentença e criticaram o silêncio do governo americano. Apesar de
dizer que o resultado do julgamento foi uma "surpresa",
a Casa Branca não condenou explicitamente os sauditas, aliados que são os
maiores exportadores de petróleo do mundo.
Grupos de direitos humanos, como o Human Rights Watch, também protestaram.
Mais em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2311200709.htm