Mas na opinião de Rubens, os protestos por parte de Grupos de direitos humanos, 
como o Human Rights Watch e de pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos, 
 entre eles Hillary Clinton,  contra essa violência não passa de uma ingerência 
indevida de uma cultura sobre outra.
Vera

 ----- Original Message ----- 
From: marco figueiredo 
To: [email protected] 
Sent: Friday, November 23, 2007 11:47 PM
Subject: Re: [gl-L] Prisão e 200 chibatadas para mulher estuprada


É SEMPRE ASSIM..TAVA DANDO MOLE APOSTO :-((((


Em 23/11/07, Vera Martins <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: 

  Essa é para aqueles que viram só alegria nas imagens 
  de adolescentes africanas sendo submetidas a testes de virgindade,
  que postei recentemente, aqui.
  Abs,
  Vera


  Sauditas punem mulher estuprada
  Jovem de 18 anos violentada por sete homens é condenada a seis meses de 
detenção e 200 chibatadas

  Juízes censuraram encontro da vítima desacompanhada com homem em shopping; 
lei islâmica local adota segregação entre os sexos 

  DA REDAÇÃO 

  O local é Qatif, Arábia Saudita. O crime, o estupro de uma adolescente de 18 
anos por sete homens há cerca de um ano e meio. O que despertou reações 
mundiais nos últimos dias, porém, é o resultado: a vítima foi condenada na 
semana passada por uma corte a seis meses de prisão e 200 chibatadas.
  "Para o tribunal, [o estupro] foi culpa da garota e não teria acontecido se 
ela não tivesse ido se encontrar com um homem que não é seu parente", disse o 
advogado de defesa do caso, Abdulrahman al Lahim, ao jornal "Arab News".
  O calvário da garota de Qatif, como a vítima ficou conhecida, começou em 
2006, ao se encontrar com um conhecido em um shopping local. Segundo seu 
advogado, ela estava noiva e quis recuperar fotos antigas, "não 
comprometedoras", com o homem. No local, ambos foram seqüestrados por um grupo 
de sete homens e sofreram repetidos abusos. Ela conta que foi estuprada 14 
vezes.
  Em outubro de 2006, o caso foi levado a julgamento. Os sete acusados 
receberam sentenças de no máximo cinco anos de prisão -o que é considerado 
leve, já que o estupro pode ser punido com a morte na Arábia Saudita.
  Segundo o ministro da Justiça do país, citado pelo jornal "Kwait Times", os 
sete não foram condenados à morte por "falta de testemunhas" e "ausência de 
confissões". Mas o tribunal não parou por aí: censurando a reunião sem 
supervisão entre as vítimas, eles foram condenados a 90 chibatadas.
  A Arábia Saudita tem um sistema de cortes religiosas que seguem a lei 
islâmica (sharia), um código que não está escrito. Em muitos crimes, como 
estupro, as sentenças dependem da interpretação do juiz.
  A garota recorreu e, mais de um ano depois, conseguiu que a pena dos 
estupradores fosse elevada para entre dois e nove anos de prisão. De novo, 
porém, ela própria foi punida: a corte mudou na última semana sua sentença para 
200 chibatadas e seis meses de prisão.
  Uma fonte da corte citada pelo "Arab News" afirmou que os juízes se irritaram 
pela tentativa da garota de "influenciar o Judiciário por meio da mídia". Antes 
da apelação, ela, seu marido e seu advogado buscaram apoio da imprensa para 
tentar reverter o castigo. O advogado de defesa, segundo Al Lahim afirmou à 
CNN, teve a licença profissional foi cassada.
  Nesta semana, os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Hillary 
Clinton, John Edwards e Joe Biden fizeram apelos pela reversão da sentença e 
criticaram o silêncio do governo americano. Apesar de dizer que o resultado do 
julgamento foi uma "surpresa", a Casa Branca não condenou explicitamente os 
sauditas, aliados que são os maiores exportadores de petróleo do mundo.
  Grupos de direitos humanos, como o Human Rights Watch, também protestaram.

  Mais em:

  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2311200709.htm 



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