Fabricantes: importação é "ameaça vazia" A ameaça do governo de autorizar a importação de conversores digitais para forçar a indústria a baixar os preços desses equipamentos não passa de "ameaça vazia", disse ontem o diretor de Relações Externas para a América Latina da Philips, Manoel Corrêa.
Segundo ele, além de uma tecnologia totalmente nova e, por isso, haver somente dois fabricantes dos processadores (chips) usados no conversores brasileiros, a ausência de escala e a carga de impostos impedem que os equipamentos sejam importados a preços mais baixos. "Abrir importação me parece uma ameaça vazia, porque importar vai ser sempre mais caro do que produzir aqui", disse o diretor da Philips, que apresentou ontem seu conversor. No início da semana, Afonso Hennel, presidente da Semp Toshiba, que está trazendo dois modelos de conversores de Taiwan, já havia adver- tido que nessa etapa do processo de implantação do sistema digital não há como produzi-los no exterior a preços menores. Importado da China, para poder atender os consumidores antes do início das transmissões com a nova tecnologia, dia 2, em São Paulo, o conversor da Philips serve para qualquer modelo de televisor (convencional, LCD ou plasma) e chegará ao varejo ao preço de R$ 1,1 mil. "Trabalhamos com uma expectativa bastante conservadora para o lança- mento das transmissões em São Paulo", afirmou o diretor de Tecnologia da Philips, Walter Duran. A perspectiva, disse ele, é que os apare- lhos comecem a ser produzidos na fábrica da empresa, em Manaus, no primeiro semestre de 2008. "A questão é a disponibilidade de sinal. Quantas e quais cidades terão sinal digital no fim do ano que vem? Fabricar equipamentos é simples", afirmou. A Philips também está lançando no país dois televisores de LCD com conversor digital integrado, um de 42 polegadas, a R$ 7,99 mil, e outro, com 52 polegadas, por R$ 12,99 mil. [O Globo - Economia] .
