Noves fora e falcatruas a parte a ideia do 7-eleven foi genial...

Tudo bem que ficou meio "Caprichoso e Garantido" mas...



  ----- Original Message ----- 
  From: ccarloss 
  To: goldenlist-L 
  Sent: Wednesday, October 15, 2008 1:28 AM
  Subject: [gl-L] Coisas do Capitalismo.( Eliakim Araujo).


  O capitalismo é basicamente isto. Papéis inexistentes, comprados por dinheiro 
que não há e garantidos por seguradoras virtuais.

  Carlos Antônio.

  Abaixo, Eliakim Araujo em Direto da Redação.
  http://www.diretodaredacao.com:80/

  Publicada em:13/10/2008 


  COISAS DO CAPITALISMO (Eliakim Araujo}


  Quem pensa que já viu tudo em matéria de ganância e especulação que levaram o 
sistema financeiro mundial ao colapso em que se encontra hoje, ainda vai ter 
muita surpresa. À medida em que são abertas as caixas pretas dos bancos 
falidos, estão aparecendo gigantescos trambiques praticados pelos "gênios do 
mal" do mercado financeiro. Gente com título de MBA que ganha para pensar como 
enganar o próximo e enriquecer desonesta e rapidamente. 

  O Lehman Brothers, por exemplo, um dos mais confiáveis e tradicionais bancos 
norte-americanos, que entrou com pedido falência há três semanas, fechou, mas 
deixou uma imensa conta para as seguradoras. 

  A história é de deixar qualquer um de cabelo em pé. Descobriram que os ativos 
do banco estavam segurados por um instrumento financeiro chamado CDS 
(credit-default swaps) , um contrato de seguro destinado a cobrir as perdas dos 
bancos se determinadas obrigações não fossem cumpridas. Em outras palavras, o 
banco comprava um seguro para se proteger contra devedores que falhassem no 
pagamento de hipotecas ou outros tipos de empréstimo. 

  De posse do tal CDS, o banco emitia e vendia títulos com a maior facilidade. 
Claro, qualquer investidor sai feliz da vida quando compra um papel garantido 
por uma apólice de seguro, não é mesmo? Só que o CDS se espalhou como uma praga 
no mundo inteiro. E desonestamente. Uma mesma apólice segurava mais créditos do 
que o contratado. Como se fosse uma pirâmide. 

  Certamente, o leitor deve estar perguntando: mas e a fiscalização, não fez 
nada? Nada, pois o próprio Christopher Cox, o chefão da SEC (Securities and 
Exchange Commission), equivalente no Brasil ao presidente da CVM (Comissão de 
Valores Mobiliários), ou seja o homem encarregado de regular e fiscalizar o 
mercado, se declarou chocado com a "descoberta". Ele estima que o volume dessas 
operações deve chegar a $58 trilhões no mundo inteiro. Só o Lehman tem créditos 
com as seguradoras estimados entre 400 e 600 bilhões de dólares. Um dinheiro 
que não existe e ninguém tem condições de pagar. Muito menos as seguradoras que 
participaram de um jogo sem nenhuma regulamentação, vendendo um tipo de seguro 
completamente fora das práticas usuais do mercado. Para a SEC eram operações 
invisíveis, que não podiam ser fiscalizadas.

  Coisas do capitalismo, quando poucos saem ricos e ilesos dos golpes, deixando 
na mão milhões de vítimas. 

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  Pra não dizer que não falei de eleições americanas, duas notinhas para 
encerrar. 

  A primeira é para registrar um fato curioso acontecido no final do debate de 
terça-feira entre Obama eMcCain, que revela a experiência e o talento de um 
verdadeiro âncora. Falo de Tom Brokaw, que mediou o encontro. Quando ele lia o 
texto de despedida no teleprompter, os candidatos foram se cumprimentar 
exatamente na frente da câmera. Brokaw não se apertou. Deu uma parada e, sem 
perder a elegância, disse aos dois: "Hei, vocês estão na frente do meu script" 
(gargalhada geral). 

  Brokaw, que está com 69, apresentou durante anos o "NBC Nightly News", o 
principal telejornal da Rede NBC. Se aposentou em dezembro de 2004. Mas não 
resistiu à tentação e voltou à TV, para comandar o prestigiado "Meet the 
Press", cujo titular Tim Russert morreu do coração este ano. 

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  A segunda é para comentar uma interessante pesquisa de intenção de votos 
promovida pela cadeia de lanchonetes 7-Eleven. Ela imprimiu copos de café com 
os nomes dos candidatos, vermelhos os de McCain, e azuis os de Obama. 

  O consumidor é aconselhado a votar e escolher através do copo seu preferido. 
Até o momento em que escrevo esta nota, foram vendidos 59.32% de copos de Obama 
e 40.68% de McCain. Os números são atualizados diariamente e você pode conferir 
no site http://www.7-election.com 

  PS. O jornal Washington Post desta segunda-feira, está divulgando os 
resultados de sua mais recente pesquisa nacional, feita em parceria com a rede 
ABC. O democrata Obama está com 10 pontos de vantagem sobre o republicano 
McCain: 53 a 43 por cento. 



   

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