2009/5/7 Keith Tilford <[email protected]>

> This is a Bourbaki quote, no?  Oulipo was in fact modeled after their
> endeavors.  Lacan even attempted to produce something like a 'secret
> society' of psychoanalysts in his day that never really materialized.
> Bourbaki is largely responsible for Lacan's turn to structure and the
> matheme in his work.


http://organismo.art.br/matema/

http://estudiolivre.org/repo/5752/album.zip
http://organismo.art.br/matema/poemes.html

(Telegrama - Máquina I)

MATEMA número MATEMA

Não considerar o desejo uma superestrutura subjetiva que fica
pisca-piscando.
Fazer o desejo passar para o lado da infra-estrutura, da família, do ego e a
pessoa para o lado da antiprodução.
Abandonar uma abordagem do inconsciente pela neurose e a família, para
adotar aquela, mais específica dos processos esquizofrênicos, das máquinas
desejantes.
Renunciar à captura compulsiva de um objeto completo simbólico de todos os
despotismos.
Desfazer-se do significante.
Deixar-se deslizar pelos caminhos das multiplicidades reais.
Parar de ficar reconciliando o homem e a máquina: sua relação é constitutiva
do próprio desejo.
Promover uma outra lógica, uma lógica do desejo real, estabelecendo o
primado da história relativamente à estrutura. Promover uma outra análise,
isenta do simbolismo e da interpretação, e um outro militantismo, arranjando
meios para libertar-se por si mesmo das significações da ordem dominante.
Conceber agenciamentos coletivos de enunciação que superem o corte entre
sujeito da enunciação e sujeito do enunciado.
Ao fascismo do poder opor as linhas de fuga ativas e positivas que conduzem
ao desejo, às máquinas de desejo e à organização do campo social
inconsciente.
Não é fugir, você próprio, "pessoalmente", dar o fora, se mandar, mas
afugentar, fazer fugir, fazer vazar, como se fura um cano ou um abcesso.
Fazer os fluxos passarem sob códigos sociais que querem canalizá-los,
barrá-los.
A partir das posições de desejo locais e minúsculas, pôr em cheque, passo a
passo, o conjunto do sistema capitalista.
Liberar os fluxos, ir longe no artifício, cada vez mais.
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