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> d=yahoogrupos.com.br; 
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>       Mon,  2 May 2005 23:38:33 -0300 (BRT)
> X-Mailer: The Bat! (v3.0.1.33) Professional
> Organization: TecnoArt
> X-Priority: 3 (Normal)
> Message-ID: <[EMAIL PROTECTED]>
> To: [EMAIL PROTECTED]
> In-Reply-To: <[EMAIL PROTECTED]>
> References: <[EMAIL PROTECTED]>
> X-Originating-IP: 200.221.4.195
> X-eGroups-Msg-Info: 1:12:0
> X-eGroups-From: =?ISO-8859-1?Q?Divino_Leit=E3o?= <[EMAIL PROTECTED]>
> From: =?ISO-8859-1?Q?Divino_Leit=E3o?= <[EMAIL PROTECTED]>
> X-Yahoo-Profile: holy_pig
> Sender: [email protected]
> MIME-Version: 1.0
> Mailing-List: list [email protected]; contact [EMAIL PROTECTED]
> Delivered-To: mailing list [email protected]
> List-Id: <infoetc.yahoogrupos.com.br>
> Precedence: bulk
> List-Unsubscribe: <mailto:[EMAIL PROTECTED]>
> Date: Mon, 2 May 2005 23:38:45 -0300
> Subject: [infoetc] 
> =?ISO-8859-1?Q?Re=3A_=5BGalera-L=5D_=3C=3C_Tecnologia_--_anjo_ou_dem=F4?=
>       =?ISO-8859-1?Q?nio=3F_=3E=3E?=
> Reply-To: [email protected]
> Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
> Content-Transfer-Encoding: 8bit
> 
> Respondendo a Carlos:
> 
> CAT> AMEMOS A TECNOLOGIA, MAS CUIDADO COM ELA
> 
>      Do jeito que o amigo colocou, fez parecer que a tecnologia � o
>      demonio e me fez lembrar dos velhos tempos em que uma mensagem
>      dessas merecia uma r�plica ...
> 
>      Ent�o l� vai a r�plica ... afinal a tecnologia n�o nos tira o dom
>      de pensar ... a n�o ser de quem j� n�o tinha para ser tirado ...
> 
> CAT> Tecnologia j� � algo que est� dilu�do em nosso sangue. Se voc�
> CAT> est� aqui, agora, lendo este artigo, ent�o sabe bem do que estou
> CAT> falando. Somos verdadeiros tecno-entusiastas. Mas alguma vez j�
> CAT> paramos para pensar no que significa toda essa fabulosa onda
> CAT> tecnol�gica e quais impactos ela ter� sobre a Humanidade dentro
> CAT> de, digamos, uns 30 anos?
> 
>      H� 30 anos eu j� me fazia esta pergunta, foi quando comecei a
>      chegar perto dos computadores pra valer pois at� ent�o eu os
>      conhecia apenas indiretamente ou em suas vers�es de videgame.
> 
>      Mas eu sentia - dilu�do em meu sangue - que aquilo teria um
>      impacto na vida das pessoas, at� ent�o nem me dava conta de que
>      j� estava cercado de tecnologia, a TV a cores j� era uma
>      realidade e os rel�gios digitais come�avam a despontar e o que eu
>      mais percebia era o desd�m da maioria das pessoas para as
>      tecnologias revolucion�rias ... todos preferiam n�o acreditar que
>      fossem mais que um modismo .... todos, menos eu e depois descobri
>      que havia outros assim.
> 
> CAT> A tecnologia em geral vem avan�ando num ritmo alucinante, mas se
> CAT> prestarmos aten��o, a coisa n�o se d� em grandes saltos. S�o
> CAT> pulinhos, v�rios deles. Podem acontecer diariamente, �s vezes
> CAT> imperceptivelmente, e vamos nos acostumando a eles de maneira
> CAT> quase indolor. O que pesa � que, ultimamente, o ritmo das
> CAT> mudan�as tem se tornado avassalador, fazendo com que nem tenhamos
> CAT> tempo de analisar com a devida calma os impactos das novidades
> CAT> que estamos vendo pipocar e que, muito provavelmente, alterar�o
> CAT> nosso padr�o de vida de um jeito ou de outro.
> 
>      N�o concordo com essa teoria dos pulinhos ... na verdade as
>      tecnologias que realmente afetam nossa vida chegam e nos pegam
>      quase de surpresa, n�o v�o entrando devagar n�o ...
> 
>      Mas concordo plenamente que o ritmo est� se tornando mais
>      alucinante a cada dia, a ponto de nem percebermos que algumas
>      tecnologias j� chegaram, quando percebemos elas j� est�o
>      presentes em nossas vidas.
> 
> CAT> Vamos fazer um r�pido retrospecto? Quando surgiram as cidades
> CAT> modernas, ningu�m se perguntou se nossas vidas se distanciariam
> CAT> tanto da Natureza que come�ar�amos a desenvolver doen�as
> CAT> decorrentes do sedentarismo e da falta dos desafios naturais que
> CAT> fomos aparelhados para enfrentar.
> 
>      N�o fa�o id�ia de como foi a transi��o das cavernas para as
>      cidades modernas, at� porque levou tantos anos que at� hoje o
>      homem ainda quer se esconder numa caixa na hora de dormir ...
> 
>      Mas a natureza n�o nos abandona completamente, o homem que pode
>      escolher sempre d� um jeito de juntar a modernidade com a
>      natureza ... s� quem n�o tem a op��o de escolha vive distante da
>      natureza.
> 
>      Quanto aos desafios naturais ... sei n�o, se fossemos aparelhados
>      apenas para enfrenta-los n�o teriamos essa intelig�ncia toda, que
>      nos capacitou a supera-los quase todos.
> 
>      S� n�o conseguimos superar nosso egoismo, o poder que temos nos
>      torna egoistas e n�o permite que se enxergue o �bvio, que aos
>      poucos vamos destruindo o mundo que nos cerca.
> 
>      Mas sei l� se isso tem a ver com a tecnologia, tem mais a ver com
>      o lixo tecnologico e a exist�ncia desse lixo tem muito a ver com
>      o egoismo que citei acima pois a pr�pria tecnologia poderia nos
>      livrar (e ao mundo) desse lixo, mas por pura pregui�a e MUITO
>      ego�smo n�o o fazemos.
>      
> CAT> Quando surgiram os Shoppings, n�o nos perguntamos se aquela nova
> CAT> modalidade de com�rcio iria massificar nossos h�bitos de consumo
> CAT> e nos for�aria a engolir a est�tica geom�trica, perfumada e
> CAT> engaiolada de lojas, espa�os, ambientes cheios de atendentes
> CAT> exibindo eternos sorrisos.
> 
>      Shoppings s�o apenas o�sis de facilidades que as crian�as se
>      acostumam a frequentar e quando adultos n�o tem personalidade
>      para deixar de ir ... adorava shoppings quando surgiram, hoje os
>      detesto... principalmente os cinemas rid�culos de t�o pequenos,
>      alguns parecem menores que nossas salas de estar.
> 
>      N�o consigo considerar shopping sinonimo de tecnologia, me parece
>      ser sin�nimo e efeito do sedentarismo e da veia comercial que
>      aqueles que citei acima (os sem c�rebro) tem no lugar da veia
>      tecnol�gica.
>      
> CAT> Quando come�ou a desaparecer a figura do m�dico da fam�lia, sendo
> CAT> substitu�da pelas cl�nicas e pelos planos de sa�de, n�o nos
> CAT> tocamos de que a rela��o humana entre doutor e paciente poderia
> CAT> ser seriamente prejudicada, num distanciamento que eliminaria
> CAT> quase por completo aquela saud�vel intera��o de almas que tem
> CAT> efeito t�o positivo sobre a sa�de do enfermo.
> 
>      Esta rela��o ainda existe, mas mudaram os m�dicos e mudamos n�s
>      mesmos, que n�o queremos mais ter um amigo cuidando da nossa
>      vida.
> 
>      Mas sinceramente ... prefiro mil vezes ser atendido por um
>      computador e poder contar com as maravilhas da tecnologia para
>      diagnosticar meus males do que o velho m�dico de familia, que
>      cometia erros que as vezes custavam nossas vidas, mas ningu�m
>      reclamava porque era um amigo pessoal.
> 
>      Sinceramente n�o sinto falta da medicina antiga e sem tecnologia.
> 
>      E para a intera��o de almas e efeito positivo eu ainda prefiro
>      uma enfermeira boazuda e dedicada, esta sim, de prefer�ncia sem
>      qualquer tecnologia ;8))
> 
> CAT> Logo que surgiram os primeiros condom�nios fechados, nenhum de
> CAT> n�s imaginaria que eles acabariam se transformando em verdadeiras
> CAT> pris�es, com grades, seguran�as armados, circuito fechado de TV e
> CAT> um clima de tens�o constante, totalmente incompat�vel com um
> CAT> local que escolher�amos como moradia.
> 
>      O clima de tens�o n�o fica DENTRO dos condom�nios fechados e sim
>      FORA deles e n�o acredito que tenha muito a ver com a tecnologia
>      e sim com a capacidade do homem de se reproduzir e n�o cuidar de
>      suas crias... mas isso � apenas parte do problema e isso existe
>      desde que o mundo � mundo.
> 
>      Condom�nios fechados nem s�o t�o modernos assim, j� existiam na
>      idade m�dia, ou aqueles castelos cercados de fosso e com guardas
>      em volta s� existem nos filmes?
> 
>      O problema maior � a mis�ria e a viol�ncia que decorre dela e
>      acredito piamente que a tecnologia vai contribuir para resolver
>      isso.
> 
> CAT> Diante desses exemplos podemos ver claramente a facilidade com
> CAT> que esses novos modelos e h�bitos foram se insinuando em nossas
> CAT> vidas, sem que f�ssemos motivados a parar um instante para
> CAT> analis�-los, junto com suas poss�veis conseq��ncias. Observemos
> CAT> que os casos citados nada mais s�o do que manifesta��es
> CAT> tecnol�gicas, e que tiveram como conseq��ncia uma ou v�rias
> CAT> mudan�as de padr�es na vida da Sociedade.
> 
>      Para mim os casos citados s�o exatamente o contr�rio do que se
>      poderia chamar de manifesta��es tecnol�gicas.
> 
>      A tecnologia n�o nos leva a condom�nios ou shoppings e sim para o
>      contr�rio disso, o homem moderno quer viver isolado, quer fazer
>      suas compras por computador e escolher suas companhias.
> 
>      Acredito que shoppings e condom�nios s�o ran�os que guardamos de
>      um passado distante e que hesitamos em tirar de nossas vidas.
> 
>      Shoppings nada mais s�o do que vers�es modernas dos velhos
>      mercados ao ar livre e que s�o t�o velhos quanto a humanidade e
>      condom�nios n�o passam de grandes aldeias onde uma tribo se re�ne
>      para poder enfrentar as outras ... uma solu��o velha para um
>      problema que existe desde o princ�pio da humanidade.
> 
>      Em um mundo realmente moderno prefiro pensar como o mundo criado
>      por Isaac Asimov, com robos fazendo o trabalho que n�o gostamos
>      de fazer e deixando para o homem apenas o que ele gosta.
> 
>      Quanto as pessoas, poderiam viver at� 400 anos com apoio
>      tecnologico e principalmente longe uns dos outros pois �
>      justamente essa promiscuidade toda que nos causam tantas doen�as
>      e que terminam por nos tirar a vida antes de podermos dizer que
>      entendemos um pouco mais dela.
>      
>      E n�o creio que esse mundo chegue em 30 anos, mas com certeza ele
>      depende de uma evolu��o muito maior do que a que vivemos.
> 
>      Tor�o por ela, embora duvide que tenha oportunidade de vive-la,
>      s� se acreditar em reencarna��o ...
> 
> CAT> No entanto, uma componente terrivelmente forte e bem disfar�ada
> CAT> nas entrelinhas � a tend�ncia quase universal de se considerar
> CAT> ben�fica, a priori, qualquer novidade tecnol�gica. Sempre nos s�o
> CAT> primeiramente mostrados os aspectos mais belos e positivos de uma
> CAT> nova tecnologia. Para encorajar a ado��o de tecno-novidades,
> CAT> apenas os melhores cen�rios poss�veis chegam ao conhecimento da
> CAT> massa, levando a ela a falsa id�ia de que nossas vidas se
> CAT> transformar�o num mar de rosas, gra�as � ado��o plena da nova
> CAT> t�cnica, seja l� ela qual for.
> 
>      A priori a novidade tecnologica � ben�fica, o uso que fazemos
>      dela � que pode ser ruim. Creio que o maior exemplo disso � a
>      bomba atomica, uma fonte de energia fabulosa que o homem
>      conseguiu dominar e criar e para que foi utiliza-la?
> 
>      O problema n�o � a tecnologia em si, mas a burrice natural do
>      homem para entender as aplica��es corretas.
> 
>      No entanto, tamb�m existem algumas coisas n�o d�o certo nas
>      aplica��es idiotas para as quais foram concebidas e acabam
>      servindo para melhorar nossa vida. Como o forno de micro ondas,
>      por exemplo ... a micro ondas era usada apenas para aplica��es
>      militares principalmente em comunica��o, de repente veio para a
>      nossa cozinha... mas ainda tem gente que usa para preparar miojo,
>      a� realmente n�o tem jeito, � a burrice humana x intelig�ncia
>      artificial, numa luta ingl�ria para a IA.
> 
> CAT> Se analisarmos friamente, por�m, o poder invasivo da tecnologia �
> CAT> perigos�ssimo pois � invis�vel. O indiv�duo mediano tem uma vis�o
> CAT> pessoal do mundo extremamente limitada, restrita pela sua
> CAT> car�ncia de tempo livre e de recursos para investir na amplia��o
> CAT> de seus horizontes. As informa��es que obt�m para se situar neste
> CAT> oceano de dados flutuantes costumam provir de fontes viciadas e
> CAT> tendenciosas, geralmente divulgando informa��es que est�o de
> CAT> acordo com os interesses das fontes de poder. No caso dos
> CAT> modernos gadgets eletr�nicos, esses que qualquer um de n�s adora
> CAT> de paix�o, entra em jogo o velho fasc�nio do ser humano pelas
> CAT> m�quinas. E, neste ritmo, l� vamos n�s, na falsa id�ia de que
> CAT> toda e qualquer nova tecnologia ser� ben�fica a todos ou, pelo
> CAT> menos, de que n�o nos far� mal.
> 
>      Certamente existem - em uma quantidade est�pida - essas pessoas
>      que citou, que n�o checam antes de usar uma tecnologia ... aposto
>      que muita gente (ou muitos gatos) morreram antes do primeiro
>      micro ondas funcionar direito, assim como uma absurda quantidade
>      de pessoas foram afetadas pelos efeitos da radia��o, antes que o
>      homem compreendesse que ela � pior que fogo se n�o estiver
>      absolutamente sob controle.
> 
>      E os primeiros rem�dios ent�o ... imaginem quantas pessoas
>      tiveram que morrer antes que se descobrisse que a vacina � apenas
>      uma dose n�o letal do pr�prio veneno e que nosso corpo tem a
>      mesma capacidade (limitada � claro) do her�i Wolverine.
> 
> CAT> Entretanto, mesmo viciados em tecnologia, � important�ssimo que
> CAT> tenhamos um olhar cr�tico sobre esses avan�os. � �bvio que a
> CAT> tecnologia tem sempre algum lado positivo, mesmo que ele em geral
> CAT> n�o se manifeste na primeira fase de sua ado��o e sim s� mais
> CAT> tarde, quando criadores, desenvolvedores e usu�rios j� tiverem
> CAT> batido muito a cabe�a no sentido de torn�-la realmente �til.
> 
>      Sim ... concordo plenamente, existe um pre�o a pagar pela
>      tecnologia, mas um dia ela acaba se tornando algo �til e
>      interessante.
> 
>      Como a Internet, que se iniciou (como a maioria das tecnologias)
>      com inten��es puramente b�licas e hoje se transformou nessa nova
>      onda que est� transformando a humanidade ... ou parte dela.
> 
> CAT> H� quem acredite que, aplicando uma abordagem de cr�tica
> CAT> hol�stica � an�lise da tecno-onda, o mais prudente seria
> CAT> considerarmos qualquer novidade tecnol�gica como sendo negativa
> CAT> at� prova em contr�rio.
> 
>      H� quem acredite em qualquer coisa ... algumas tecnologias s�o
>      evidentemente ben�ficas a primeira vista.
> 
>      A roda, a escrita e atualmente a internet ... s�o exemplos disso.
> 
> CAT> Afinal, n�o faltam exemplos de pessoas e institui��es que foram
> CAT> v�timas da tecnologia.
> 
>      Assim como tamb�m sobram exemplos de pessoas e institui��es que
>      foram v�timas da falta de tecnologia.
> 
>      Um exemplo ... as tribos de indios dizimadas por doen�as trazidas
>      pelos povos ditos civilizadores ... embora na pr�tica estes
>      possam ser encarados como express�o da tecnologia... muito, mas
>      muiiiiito mal aplicada.
> 
> CAT> Eles entraram de gaiatos num "conto do vig�rio" pois, se tivessem
> CAT> sido avisados ou esclarecidos a tempo, talvez n�o se metessem
> CAT> nessa roubada.
> 
>      E o que existe de melhor para avisar e esclarecer sen�o os
>      resultados da pr�pria tecnologia?
> 
>      Note que ela � o mal e o rem�dio ao mesmo tempo ... assim como o
>      veneno da vacina depende da quantidade em que � aplicada e do
>      tempo que nos submetemos a ela.
> 
> CAT> Quer exemplos? Temos de sobra: fumantes ...
> 
>      Putz ... que p�ssimo exemplo, cigarro ou seus congen�res n�o s�o
>      express�es da tecnologia e sim da curiosidade e estupidez nata do
>      homem.
> 
>      E se esclarecimento e avisos bastassem n�o teriamos mais
>      fumantes.
> 
> CAT> ... gente que sofreu com radia��o, com doen�as urbanas, pessoas
> CAT> que sofreram acidentes de tr�nsito, estresse, complica��es
> CAT> sociais e de relacionamento, indiv�duos envenenados por
> CAT> componentes qu�micos modernos ou pelos fluxos eletromagn�ticos
> CAT> mais ou menos poderosos que nos circundam por onde quer que
> CAT> andemos, e por a� a lista continua.
> 
>      Havia gente morrendo pela sujeira e apesar de n�o ter os dados
>      para afirmar eu acredito que morreu mais gente por falta de
>      tecnologia do que por a��o direta desta.
> 
>      Acidente de tr�nsito n�o � fruto da tecnologia mas consequ�ncia
>      da incapacidade do homem de lidar com parte dela, assim como
>      envenenamentos, doen�as por radia��o e etc, n�o � a tecnologia
>      que nos traz essas pragas.
> 
> CAT> Algumas atitudes s�o recomend�veis ao se analisar uma nova
> CAT> tecnologia. Em primeiro lugar, quando a descri��o dos imensos
> CAT> benef�cios que os tais avan�os podem trazer for apresentada pelo
> CAT> pr�prio criador da novidade, � bom ficar com o p� atr�s, pois ele
> CAT> s� dir� maravilhas da nova coisa.
> 
>      Para cada profeta dos ben�ses haver� montes de profetas do
>      apocalipse dizendo o contr�rio.
> 
>      Particularmente prefiro experimentar, mas tive o bom senso de n�o
>      fumar, n�o me expor a radia��es que conhecesse e coisas do
>      g�nero. Tentei desafiar a lei da gravidade em uma certa �poca
>      mas vontade � coisa que d� e passa e a minha passou, a tempo para
>      eu experimentar outras tecnologias menos perigosas.
> 
> CAT> Tecnologia nunca � neutra, nem gr�tis, e sempre ter�
> CAT> conseq��ncias sociais, pol�ticas e ambientais. S� que os efeitos
> CAT> negativos surgem devagar e a mem�ria da massa ignara �,
> CAT> lamentavelmente, curta demais. Mesmo assim, n�o podemos nos
> CAT> curvar � id�ia de que, uma vez instalada uma certa tecnologia no
> CAT> seio da Humanidade dita "avan�ada", ela n�o mais poder� ser
> CAT> abandonada. Pode sim!
> 
>      Os efeitos negativos lentos nem s�o os piores, mas os que
>      explodem na nossa cara s�o ... como a id�ia de que o homem sabia
>      lidar com o �tomo logo ap�s descobri-lo e hoje sabe que ainda n�o
>      aprendeu a lidar com isso.
> 
>      E tudo tem consequ�ncia social, politica e ambiental .... ou
>      quase tudo.
> 
> CAT> Estamos rumando para uma era de mega-tecnologias. Veja-se o
> CAT> computador e a internet, por exemplo. Quais s�o os efeitos deles
> CAT> nos h�bitos de vida das pessoas?
> 
>      Os efeitos s�o os que a gente escolhe ... para alguns a Internet
>      n�o passa de um lugar para putaria, para outros uma op��o de
>      vida, para alguns a pr�pria vida ... ou morte, afinal tudo tem o
>      lado positivo e o negativo e quanto mais significativo na
>      sociedade for o efeito maior a quantidade de pessoas afetadas, de
>      um jeito ou de outro.
> 
>      Mas o certo � que apenas as tecnologias positivas costuma
>      resistir ao tempo.
> 
> CAT> E o que dizer da polui��o eletromagn�tica dos ambientes? Isso sem
> CAT> mencionarmos os in�meros problemas de sa�de decorrentes do uso
> CAT> dessas ferramentas t�o fascinantes nos escrit�rios, nas f�bricas
> CAT> e mesmo nos lares. E quanto ao emprego? A produtividade
> CAT> corporativa aumentou ou diminuiu? Que dizer dos tantos
> CAT> funcion�rios que usam tempo de expediente para tratar de seus
> CAT> emails pessoais ou para navegar na web em sites que nada t�m a
> CAT> ver com o servi�o? Se algu�m nunca fez isto, que atire a primeira
> CAT> pedra.
> 
>      Voltamos a incapacidade nata do homem para ser honesto, �tico e
>      trabalhador, vai ser assim com ou sem tecnlogia.
> 
> CAT> Fora isso, quanta gente foi, � e ainda ser� demitida em fun��o
> CAT> das sucessivas automatiza��es e informatiza��es nos ambientes
> CAT> corporativos e produtivos?
> 
>      Provavelmente a mesma quantidade de pessoas que � empregada
>      devido ao suporte que precisa surgir para estas tecnologias sejam
>      aplicadas.
> 
>      S� quando robos come�arem a fabricar robos que o homem vai
>      precisar aprender a viver de outra forma onde a quantidade de
>      seres humanos n�o seja mais importante que a qualidade destes
>      seres.
> 
>      T� ... j� houve um imbecil com este tipo de pensamento, de ra�a
>      pura, mas n�o penso em for�ar que isso aconte�a e sim prevejo que
>      aconteer�.
> 
> CAT> As mudan�as conceituais que s�o impostas � sociedade diante dessa
> CAT> digitaliza��o generalizada das informa��es e seus processos nem
> CAT> sempre est�o de acordo com as reais necessidades desta mesma
> CAT> sociedade. H� muitos interesses em jogo e n�s, pequeninos,
> CAT> funcionamos apenas como marionetes neste teatro sem-gra�a.
> 
>      Sempre fomos marionetes de algum poder maior ... de alguma
>      lideran�a n�o escolhida e que j� estava l� quando nascemos.
> 
>      Porque acham que Gutembeg imprimiu primeiro uma b�blia? Por f� ou
>      porque sabia que a Igreja gostava de escolher os livros que as
>      pessoas deviam ler e n�o iam gostar se fosse outro livro ...
> 
>      O teatro das marionetes existe desde que o homem existe, apenas
>      em determinado tempo o homem descobriu onde estavam os cord�is e
>      continuam a puxa-los at� hoje.
> 
> CAT> Em paralelo com o avan�o da era digital, acaba-se exercendo um
> CAT> controle muito mais minucioso sobre a vida e os assuntos
> CAT> particulares do cidad�o comum. Junte-se a isso o incontrol�vel
> CAT> aumento da velocidade com que somos obrigados a engolir e digerir
> CAT> informa��es no meio dessa torrente a que estamos submetidos. Os
> CAT> exemplos n�o param. Se por um lado temos �s vezes uma
> CAT> centraliza��o inflex�vel no processamento dos dados que comandam
> CAT> nossas vidas, ao mesmo tempo temos por vezes armazenamento e
> CAT> tratamento totalmente distribu�dos, com respeito �s informa��es
> CAT> vitais � nossa sobreviv�ncia.
> 
>      E qual o problema desse controle?
> 
>      S� ser� perigoso se for utilizado para meios ilicitos, se for
>      usado para nosso benef�cio ser� �timo.
> 
>      Os cookies, por exemplo (aqueles do computador) se fossem apenas
>      mal�ficos n�o existiriam em tamanha quantidade, tudo � quest�o de
>      como o homem prefere usar.
> 
>      Se resolver usar para controlar o cidad�o ser� uma eca geral, mas
>      se os meus dados armazenados servirem para salvar minha vida num
>      caso de acidente, por exemplo, ent�o acho que n�o vou reclamar.
> 
>      E quando n�o existia tanto controle tecnol�gico o homem era
>      controlado de formas piores ... alguns foram marcados a ferro,
>      talvez por falta de tecnologia melhor.
> 
> CAT> As m�quinas comandam hoje em dia at� o que n�o gostar�amos que
> CAT> elas comandassem, como por exemplo as f�bricas de alimentos, os
> CAT> sistemas de fornecimento de energia e �gua, e os sistemas de
> CAT> guerra nuclear que ainda restam no planeta.
> 
>      Acredita mesmo nisso CAT? Que s�o m�quinas que comandam as
>      f�bricas de alimentos, sistemas de fornecimento de energia e �gua
>      e sistemas de guerra nuclear?
> 
>      Concordo que elas s�o utilizadas em larga escala nestes sistemas,
>      mas da� a comandarem vai uma grande dist�ncia.
> 
>      O valoroso Jorge Jetson estar� l� para apertar (ou n�o apertar) o
>      bot�o na hora certa.
> 
>      Ou n�o estar� ... mas neste caso n�o ser� culpa da tecnologia e
>      sim do Jorge ... esse dorminhoco imprest�vel.
> 
>      Sorry meu amigo, mas ao afirmar que as m�quinas est�o no controle
>      creio que cometeu uma gafe das grandes ... alias este medo das
>      m�quinas sempre foi um pavor terr�vel do homem... Mary Sheley (o
>      nome dela � algo parecido) demonstrou isso muito bem com seu
>      conto sobre o Dr Frankstein.
> 
>      Mas eu continuo acreditando que sem o homem as m�quinas n�o duram
>      tempo suficiente para rir de terem sido a ferramenta usada para
>      nosso fim ... mas note que a ferramenta precisa sempre de uma m�o
>      ou um c�rebro (humano ou nem tanto) para comanda-la.
> 
>      E ser� que chegaremos na m�quina auto-suficiente? Seria superar a
>      n�s mesmos, afinal nem o homem � auto-suficiente e ainda por cima
>      desgasta com uma facilidade incr�vel.
> 
> CAT> � claro que, no caso das ogivas, sempre h� um ou mais humanos que
> CAT> precisam apertar o bot�o final, mas o teatro tecnol�gico que os
> CAT> cerca � que lhes dar�, no final das contas, as informa��es que os
> CAT> levar�o a decidir se ir�o ou n�o botar tudo pelos ares, se chegar
> CAT> a hora de lan�ar o m�ssil.
> 
>      No caso das ogivas o babaca que tem o dedo no bot�o j� se
>      conscientizou que se apertar morre tamb�m ... o problema � que os
>      babacas mudam e se vier um com tend�ncias suicidas s� espero que
>      escolha uma forma mais isolada de ir para o inferno.
> 
> CAT> Um outro exemplo marcante � o da televis�o, que faz com que
> CAT> multid�es inteiras vivam suas vidas quase dentro do mundo criado
> CAT> por este meio de comunica��o de massa. Liberdade de express�o �
> CAT> para os poderosos. O Z� Povinho fica mesmo sentado diante da tela
> CAT> engolindo aquilo tudo, sem ter outra op��o. � a tecnologia da
> CAT> passividade, com todos seus efeitos delet�rios e aparentemente
> CAT> paradoxais, como por exemplo a hiperatividade neural, ou seja, a
> CAT> acelera��o desmesurada do sistema nervoso focada em �reas pouco
> CAT> nobres do c�rebro. A percep��o das "v�timas" passa a ser
> CAT> totalmente confusa. A capta��o desordenada de fatos vindos da
> CAT> telinha � baseada numa pseudo-realidade ca�tica, sem lastro em
> CAT> bases s�lidas que possam sustentar uma consci�ncia humana
> CAT> aceit�vel nas mentes dos pobres espectadores. Hoje, nos Estados
> CAT> Unidos e mesmo aqui no Brasil, elege-se um Presidente da
> CAT> Rep�blica pela TV. Quem souber se vender melhor, mesmo que esteja
> CAT> mentindo descaradamente, acaba se elegendo. N�s j� vimos esse
> CAT> filme, e ainda veremos muitas e muitas vezes mais.
> 
>      Concordo que a televis�o � um dos "avan�os" tecnologicos mais mal
>      aproveitados de todos os tempos. Criada inicialmente como meio de
>      divers�o passou a meio de doutrina��o.
> 
>      Mas o problema da televis�o � justamente ser um dos meios menos
>      interativos de tecnologia, por ser passiva e por causar esse
>      efeito de depend�ncia nas mentes mais fracas � que passou a ser
>      t�o nociva e os que a controlam sabem disso.
> 
>      Mas a pr�pria tecnologia est� se encarregando de resolver isso,
>      vejo a Internet como a derrocada do poder da televis�o, vai
>      demorar um pouquinho (talvez mais que 30 anos) mas n�o vai
>      permitir que os Vidiotas, como aquele personagem interpretado
>      pelo Peter Sellers em seu �ltimo papel no cinema, no filme que
>      chamaram aqui - n�o sei se por sutileza ou falta dela - de "Muito
>      al�m do Jardim", mas no original era como a m�sica que diz que a
>      televis�o me deixa burro, muito burro demais, ou seja Vidiota.
> 
>      Quando era garoto conheci uma menina fant�stica, era ela
>      nitidamente mais inteligente que a maioria das outras meninas e
>      depois descobri que a irm� dela tamb�m ... os pais tamb�m, ent�o
>      devia ser gen�tico, mas tinha uma coisa na casa dela que n�o
>      tinha nas outras... ou melhor N�O TINHA uma coisa na casa dela, a
>      tal TV na sala de estar e eu sempre achei aquilo fant�stico, uma
>      das poucas salas que frequentei em minha inf�ncia e onde se
>      conversava com as pessoas, se tocava viol�o ... se lia, l� n�o
>      tinha TV, se tinha na casa dela devia estar muito bem escondida.
> 
>      Por outro lado eu estava na frente da TV em junho de 1969 ...
>      vendo o homem pisar na lua e achei o m�ximo, embora tenha uma
>      tend�ncia forte a aceitar que aquilo realmente foi uma arma��o
>      que ainda n�o nos contaram mas v�o contar um dia.
> 
> CAT> Poder�amos enumerar dezenas de outros exemplos em detalhe, tais
> CAT> como experimentos feitos no sentido de levar tecnologias novas a
> CAT> comunidades afastadas que sempre viveram sem elas.
> 
>      Uma estupidez n� ... a tecnologia s� � boa quando � buscada, se
>      precisam nos impor n�o pode ser boa.
> 
>      Os europeus trouxeram os cavalos para os EUA ... foi uma forma
>      boa de se trazer tecnologia a comunidade que vivia ali, se
>      tivessem feito s� isso e ido embora � prov�vel que o mundo fosse
>      bem diferente hoje.
> 
> CAT> H� tamb�m os estudos sobre os efeitos das grandes corpora��es e
> CAT> das empresas multinacionais sobre o cidad�o local comum. Teremos
> CAT> no futuro distante, se vivermos at� l�, col�nias no Espa�o e em
> CAT> outros planetas.
> 
>      Volto a lembrar do Asimov ... neste futuro n�o haver� col�nias,
>      mas humanos isolados, vivendo em seu pr�prio planetinha,
>      constru�do pelo homem. Ainda haver� colonias pois algumas pessoas
>      nasceram para viver em rebanho e n�o h� tecnologia capaz de mudar
>      isso.
> 
>      O homem do futuro vai se comunicar apenas virtualmente e estar a
>      par do que acontece sem precisar estar presente realmente.
> 
>      Se isso � legal eu n�o sei ... mas sou um s�rio candidado,
>      principalmente se puder levar junto uma Cherie 2010, que nunca
>      vai me achar feio, gordo, chato ou fedido.
> 
>      O legal � que as mulheres poder�o tamb�m ter sua vers�o do homem
>      perfeito e que nem vai precisar de viagra e poder� ser programado
>      para ser o que ela desejar que seja (sonho realizado para
>      algumas) e a humanidade continuar� a interagir virtualmente,
>      continuaremos a ter p�ssimos filmes e alguns �timos, m�sicas
>      ordin�rias e outras maravilhosas ... apenas poderemos escolher e
>      ningu�m vai interferir nisso.
> 
> CAT> Testemunharemos surpreendentes avan�os na gen�tica ...
> 
>      Isso que espero que aconte�a nos pr�ximos 30 anos, n�o quero
>      plastica, mas algo que mantenha meu c�rebro em atividade sem
>      deteriorar e me permita continuar curtindo a sensa��od estar vivo
>      e descobrir coisas novas a cada dia por mais tempo que o normal.
> 
>      E que me permita tamb�m ter a intelig�ncia e escolha de cansar
>      disso um dia e desligar eu mesmo essa porra de vida.
> 
> CAT> ... e na ci�ncia da computa��o.
> 
>      A ci�ncia da computa��o � algo incr�vel mesmo, evolui mais r�pido
>      a cada dia, quase em progress�o geom�tica, pobre Babagge*, passou
>      sua vida s� com a teoria e nem fazia id�ia de que estava
>      absolutamente certo em seus c�lculos.
> 
>      PS* - Charles Babbage � considerado o pai da ci�ncia da
>      computa��o, passou sua vida tentando fazer um computador e n�o
>      conseguiu, mas seus estudos foram a luz que outros usaram para
>      construir essa m... toda que vemos hoje.
>      
> CAT> O ritmo de aparecimento dessas novidades nos proporcionar�
> CAT> chances de darmos vaz�o ao melhor de n�s, mas ao mesmo tempo
> CAT> tamb�m poder�o fazer aflorar o nosso lado mais negativo.
> 
>      Zim ... esse � o problema, se aquele babaca perto do bot�o
>      estiver em um dia particularmente ruim n�s estamos ferrados.
> 
> CAT> Este � meu primeiro escrito quinzenal neste espa�o para o qual
> CAT> tive a honra de ser convidado a contribuir. N�o pense voc� que
> CAT> sempre escreverei l�guas de texto como estou fazendo agora. Este
> CAT> � s� um toque sutil para manter nosso esp�rito cr�tico bem
> CAT> ligad�o. Portanto vou fechando logo as id�ias deste texto, mas
> CAT> n�o sem evocar um livro bem antigo.
> 
>      Apesar de ir lendo e discordando de cada ponto ... tanto que ao
>      final resolvi fazer a r�plica, eu adorei esse primeiro escrito,
>      foi reflexivo e fez pensar em um monte de coisas que o rold�o do
>      dia-a-dia n�o nos deixa prestar aten��o.
> 
>      Principalmente no perigo que � a gente se deixar envolver pela
>      tecnologia ao inv�s de apenas utiliza-la sem permitir que
>      doutrine nossa vida e olha que isso � MUITO dificil para
>      qualquer um, tanto o que vive cercado dela e a domina quanto o
>      que foge dela como o diabo foge da cruz ... o ponto � que no dia
>      em que acontecer uma M bem grande todos ser�o afetados ent�o �
>      melhor estar a par do que est� acontecendo do que fingir que n�o
>      sabe ou pior ... n�o saber mesmo.
> 
> CAT> Dizia-se que o Apocalipse chegaria atrav�s da guerra, da peste e
> CAT> da fome. Outros profetizaram que uma cat�strofe repentina
> CAT> varreria a Humanidade da face da Terra. Mas ser� que a esperada
> CAT> "limpeza" do g�nero humano se dar� de forma t�o abrupta assim?
> 
>      Bah! O apocalipse chega todo dia para cada um de n�s e para
>      alguns de forma bem abrupta e nem sempre por culpa da tecnologia
>      mas sim pela falta dela (lembra do Tsnami?).
> 
>      Os profetas do apocalipse estariam melhor se tivessem internet em
>      casa, ai iriam pregar nas salas de chat e deixariam as esquinas e
>      livrarias sem suas nefastas presen�as.
> 
> CAT> Analisemos por um instante as drogas alucin�genas, s� para
> CAT> ilustrar um ponto. Elas poderiam servir para abrir canais de
> CAT> consci�ncia, dando acesso aos setores mais internos e ocultos de
> CAT> nossa mente. Mas o uso das drogas foi desviado para o v�cio,
> CAT> visando ao lucro astron�mico dos gigantes do tr�fico, o que
> CAT> resultou no uso indiscriminado de estupefacientes, com todos os
> CAT> desdobramentos cru�is que t�o bem conhecemos. O poder econ�mico
> CAT> por tr�s destes grandes movimentos mundiais, seja no
> CAT> narcotr�fico, seja no com�rcio de armas, seja no �mbito das
> CAT> grandes corpora��es tecnol�gicas, � algo que escapa completamente
> CAT> ao poder de estimativa do ser humano comum, centrado que est� em
> CAT> atender �s suas pequenas necessidades pessoais imediatas do
> CAT> dia-a-dia.
> 
>      Sempre o homem ... com sua capacidade terr�vel de sempre saber
>      fazer algo fica pior do que j� era.
> 
>      Mas drogas n�o s�o exatamente filhas da tecnologia, elas sempre
>      existiram em formas naturais, apenas o homem vai catalogando e
>      percebendo seus efeitos e acaba usando para o com�rcio e aquele
>      do pior tipo, do tipo que mata a galinha dos ovos de ouro.
> 
> CAT> No entanto, h� quem acredite que os armamentos, os cart�is, as
> CAT> drogas, a intensifica��o do consumismo, a �nsia pelo "possuir" e
> CAT> a escalada incessante da ado��o das novas e revolucion�rias
> CAT> tecnologias que pipocam a cada dia nos laborat�rios -- tudo isso
> CAT> seria uma forma de efetuar a tal "limpeza" apocal�ptica, numa
> CAT> cad�ncia menos traum�tica e mais amena do que a profetizada, pois
> CAT> as causas e efeitos estariam sendo piedosamente dilu�dos ao longo
> CAT> do tempo.
> 
>      Em escala menor podemos analisar a quest�o da bebida ... quando
>      foi proibida nos EUA deu no que sabemos, ent�o a permitiram.
>      Bebida � droga e a alguns faz um mal t�o grande quanto a pior das
>      drogas sintetizadas aplicada direto no c�rebro.
> 
>      Acredito que � outra quest�o onde a tecnologia pode ser ben�fica,
>      na medida em que o homem (ou melhor, a sociedade) aceite que se
>      drogar � um direito do ser humano que acha que isso � o melhor
>      para si ... mas a sociedade precisa justificar alguns de seus
>      piores cart�is, os das drogas (os que combatem e os que
>      comercializam) o dos religiosos, que acham que sabem o segredo do
>      universo e o dos folgados, gente que nasce em ber�o de ouro e �
>      educada para mandar nos tais que gostam de viver em rebanho, mas
>      pra toda Antonieta haver� a tecnologia de uma boa e afiada
>      guilhotina.
> 
> CAT> Se algu�m dissesse para nossos av�s, na juventude deles, que no
> CAT> futuro as crian�as brincariam em parques cercados de grades, que
> CAT> elas comeriam e beberiam preparados qu�micos, que ficariam horas
> CAT> por dia sentadas tendo seus c�rebros programados e lavados diante
> CAT> de uma tela luminosa hipn�tica, ou que passariam tardes inteiras
> CAT> manipulando um teclado ligado a uma caixa met�lica para brincar
> CAT> de joguinhos em que atirariam e virtualmente matariam centenas de
> CAT> oponentes e monstros de toda esp�cie, certamente nossos av�s n�o
> CAT> acreditariam em nada disso. E nos chamariam de loucos.
> 
>      Pior que disseram coisa pior para nossos av�s e bisav�s e eles
>      acreditaram ... mas essa a� foi apenas uma forma de mostrar a
>      quest�o ... vejamos:
> 
>      Crian�as n�o brincavam em parques no tempo de nossos av�s, iam
>      raramente para a rua e viviam presos em seus quintais, que na
>      pr�tica eram parques cercados de grades... alias no tempo deles
>      isso j� acontecia na mais tenra inf�ncia, afinal existiam os
>      chiqueirinhos, que a tecnologia das babas eletronicas de video
>      enfim aboliram.
> 
>      No tempo de nossos av�s j� se comiam preparados quimicos, eles
>      existem e est�o presentes nas comidas desde que inventaram a
>      ind�stria e muito antes j� existiam em menor escala...
> 
>      E ainda temos uma vantagem sobre nossos av�s, pois muitos deles
>      comiam comida estragada sem nem saber, neste caso prefiro uma com
>      preparados quimicos.
> 
>      S� lamento que com toda essa tecnologia a comida dos astronautas
>      n�o tenha dado certo ... seria bem melhor comer uma p�lula do que
>      ter que comer uma porcaria de um mac donalds na pressa e quando
>      fosse poss�vel fazer um belo churrasco, de prefer�ncia com carne
>      quase crua ... pena que naquele mundo do Asimov n�o vai dar mais
>      pra fazer isso a n�o ser virtualmente.
> 
>      A lavagem diante de uma tela hipnotica � uma realidade, mas
>      acredito que os av�s dos idiotas que aceitam essa hipnose iam at�
>      achar interessante a id�ia ... alias a televis�o fascina qualquer
>      povo, assim como a fotografia ... afinal � uma replica��o do
>      homem, para uma inteligencia mais primitiva a duplica��o da vida
>      ... tecnologia maior.
> 
>      Quanto aos joguinhos ... bom, eu adoro joguinhos mas acho que
>      nenhuma crian�a deve ser privada de soltar uma pipa, rodar um
>      pi�o ou brincar de pique-esconde e queimada ... assim como os
>      esportes e tudo mais, mas essas coisas podem - e devem -
>      coexistir com a caixa met�lica.
> 
> CAT> Se quiser ler mais sobre estes assuntos, h� poucos t�tulos em
> CAT> portugu�s, como este aqui...
> 
>      Opa ... paro por aqui, n�o vou t�o fundo assim nesta viagem e
>      ademais sou adepto da tecnologia e entusiasta ferrenho dela e
>      provavelmente os links v�o me levar a lugares que tentam
>      confirmar tudo que ousei contestar do amigo ... se quiserem fazer
>      minha cabe�a ter�o que me procurar e n�o o contr�rio ;8))
> 
>      Valeu pela agrad�vel oportunidade de fazer exercitar minha veia
>      contestadora e minha adora��o por tecnologia, embora eu ainda
>      adore sair daqui da minha toca para ver um por do sol
>      deslumbrante e - ainda - n�o troco isso pela imagem mais
>      tridimensional que puderem me arranjar pra ver em qualquer lugar
>      do mundo pois por do sol e outras coisas a gente n�o apenas olha,
>      mas sente e a tecnologia ainda n�o foi t�o longe na realidade
>      virtual ... mas quem sabe chega l�, Matrix que o diga.
> 
> * Desligue sua TV, por L. Wolfe (em portugu�s e online): 
> http://www.iis.com.br/~cat/desligue.htm
> 
>    Ainda vou comentar esse, embora n�o pretenda ir conferir, j�
>    desliguei a minha faz tempo e concordo que a televis�o � um dos
>    maiores exemplos de m� aplica��o da tecnologia ... mas ainda
>    mantenho uma por perto, afinal se n�o fosse a TV eu n�o veria os 7
>    gols do Jairzinho na copa de 70 ao vivo e a cores ...
> 
> CAT> Grande abra�o e at� a pr�xima.
> 
>      Boa sorte em mais este meio de comunica��o que descobriu a verve
>      curiosa do amigo ...
> 
>     Grande abra�o,
>  
>     Divino Leit�o
>     www.infobiro.com.br
>  
>     Pra rir e pensar (n�o necessariamente nesta ordem)
>     "Um dia li que fumar era mau e deixei de fumar. Um dia li que beber era 
> mau e deixei de beber. Um dia li que sexo era mau ... deixei de ler!!!" 
> (Sykor)
> 
>     
> 
> 
> 
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> Links do Yahoo! Grupos
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<*> O uso que voc� faz do Yahoo! Grupos est� sujeito aos:
    http://br.yahoo.com/info/utos.html

 



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