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(v3.0.1.33) Professional > Organization: TecnoArt > X-Priority: 3 (Normal) > Message-ID: <[EMAIL PROTECTED]> > To: [EMAIL PROTECTED] > In-Reply-To: <[EMAIL PROTECTED]> > References: <[EMAIL PROTECTED]> > X-Originating-IP: 200.221.4.195 > X-eGroups-Msg-Info: 1:12:0 > X-eGroups-From: =?ISO-8859-1?Q?Divino_Leit=E3o?= <[EMAIL PROTECTED]> > From: =?ISO-8859-1?Q?Divino_Leit=E3o?= <[EMAIL PROTECTED]> > X-Yahoo-Profile: holy_pig > Sender: [email protected] > MIME-Version: 1.0 > Mailing-List: list [email protected]; contact [EMAIL PROTECTED] > Delivered-To: mailing list [email protected] > List-Id: <infoetc.yahoogrupos.com.br> > Precedence: bulk > List-Unsubscribe: <mailto:[EMAIL PROTECTED]> > Date: Mon, 2 May 2005 23:38:45 -0300 > Subject: [infoetc] > =?ISO-8859-1?Q?Re=3A_=5BGalera-L=5D_=3C=3C_Tecnologia_--_anjo_ou_dem=F4?= > =?ISO-8859-1?Q?nio=3F_=3E=3E?= > Reply-To: [email protected] > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1 > Content-Transfer-Encoding: 8bit > > Respondendo a Carlos: > > CAT> AMEMOS A TECNOLOGIA, MAS CUIDADO COM ELA > > Do jeito que o amigo colocou, fez parecer que a tecnologia � o > demonio e me fez lembrar dos velhos tempos em que uma mensagem > dessas merecia uma r�plica ... > > Ent�o l� vai a r�plica ... afinal a tecnologia n�o nos tira o dom > de pensar ... a n�o ser de quem j� n�o tinha para ser tirado ... > > CAT> Tecnologia j� � algo que est� dilu�do em nosso sangue. Se voc� > CAT> est� aqui, agora, lendo este artigo, ent�o sabe bem do que estou > CAT> falando. Somos verdadeiros tecno-entusiastas. Mas alguma vez j� > CAT> paramos para pensar no que significa toda essa fabulosa onda > CAT> tecnol�gica e quais impactos ela ter� sobre a Humanidade dentro > CAT> de, digamos, uns 30 anos? > > H� 30 anos eu j� me fazia esta pergunta, foi quando comecei a > chegar perto dos computadores pra valer pois at� ent�o eu os > conhecia apenas indiretamente ou em suas vers�es de videgame. > > Mas eu sentia - dilu�do em meu sangue - que aquilo teria um > impacto na vida das pessoas, at� ent�o nem me dava conta de que > j� estava cercado de tecnologia, a TV a cores j� era uma > realidade e os rel�gios digitais come�avam a despontar e o que eu > mais percebia era o desd�m da maioria das pessoas para as > tecnologias revolucion�rias ... todos preferiam n�o acreditar que > fossem mais que um modismo .... todos, menos eu e depois descobri > que havia outros assim. > > CAT> A tecnologia em geral vem avan�ando num ritmo alucinante, mas se > CAT> prestarmos aten��o, a coisa n�o se d� em grandes saltos. S�o > CAT> pulinhos, v�rios deles. Podem acontecer diariamente, �s vezes > CAT> imperceptivelmente, e vamos nos acostumando a eles de maneira > CAT> quase indolor. O que pesa � que, ultimamente, o ritmo das > CAT> mudan�as tem se tornado avassalador, fazendo com que nem tenhamos > CAT> tempo de analisar com a devida calma os impactos das novidades > CAT> que estamos vendo pipocar e que, muito provavelmente, alterar�o > CAT> nosso padr�o de vida de um jeito ou de outro. > > N�o concordo com essa teoria dos pulinhos ... na verdade as > tecnologias que realmente afetam nossa vida chegam e nos pegam > quase de surpresa, n�o v�o entrando devagar n�o ... > > Mas concordo plenamente que o ritmo est� se tornando mais > alucinante a cada dia, a ponto de nem percebermos que algumas > tecnologias j� chegaram, quando percebemos elas j� est�o > presentes em nossas vidas. > > CAT> Vamos fazer um r�pido retrospecto? Quando surgiram as cidades > CAT> modernas, ningu�m se perguntou se nossas vidas se distanciariam > CAT> tanto da Natureza que come�ar�amos a desenvolver doen�as > CAT> decorrentes do sedentarismo e da falta dos desafios naturais que > CAT> fomos aparelhados para enfrentar. > > N�o fa�o id�ia de como foi a transi��o das cavernas para as > cidades modernas, at� porque levou tantos anos que at� hoje o > homem ainda quer se esconder numa caixa na hora de dormir ... > > Mas a natureza n�o nos abandona completamente, o homem que pode > escolher sempre d� um jeito de juntar a modernidade com a > natureza ... s� quem n�o tem a op��o de escolha vive distante da > natureza. > > Quanto aos desafios naturais ... sei n�o, se fossemos aparelhados > apenas para enfrenta-los n�o teriamos essa intelig�ncia toda, que > nos capacitou a supera-los quase todos. > > S� n�o conseguimos superar nosso egoismo, o poder que temos nos > torna egoistas e n�o permite que se enxergue o �bvio, que aos > poucos vamos destruindo o mundo que nos cerca. > > Mas sei l� se isso tem a ver com a tecnologia, tem mais a ver com > o lixo tecnologico e a exist�ncia desse lixo tem muito a ver com > o egoismo que citei acima pois a pr�pria tecnologia poderia nos > livrar (e ao mundo) desse lixo, mas por pura pregui�a e MUITO > ego�smo n�o o fazemos. > > CAT> Quando surgiram os Shoppings, n�o nos perguntamos se aquela nova > CAT> modalidade de com�rcio iria massificar nossos h�bitos de consumo > CAT> e nos for�aria a engolir a est�tica geom�trica, perfumada e > CAT> engaiolada de lojas, espa�os, ambientes cheios de atendentes > CAT> exibindo eternos sorrisos. > > Shoppings s�o apenas o�sis de facilidades que as crian�as se > acostumam a frequentar e quando adultos n�o tem personalidade > para deixar de ir ... adorava shoppings quando surgiram, hoje os > detesto... principalmente os cinemas rid�culos de t�o pequenos, > alguns parecem menores que nossas salas de estar. > > N�o consigo considerar shopping sinonimo de tecnologia, me parece > ser sin�nimo e efeito do sedentarismo e da veia comercial que > aqueles que citei acima (os sem c�rebro) tem no lugar da veia > tecnol�gica. > > CAT> Quando come�ou a desaparecer a figura do m�dico da fam�lia, sendo > CAT> substitu�da pelas cl�nicas e pelos planos de sa�de, n�o nos > CAT> tocamos de que a rela��o humana entre doutor e paciente poderia > CAT> ser seriamente prejudicada, num distanciamento que eliminaria > CAT> quase por completo aquela saud�vel intera��o de almas que tem > CAT> efeito t�o positivo sobre a sa�de do enfermo. > > Esta rela��o ainda existe, mas mudaram os m�dicos e mudamos n�s > mesmos, que n�o queremos mais ter um amigo cuidando da nossa > vida. > > Mas sinceramente ... prefiro mil vezes ser atendido por um > computador e poder contar com as maravilhas da tecnologia para > diagnosticar meus males do que o velho m�dico de familia, que > cometia erros que as vezes custavam nossas vidas, mas ningu�m > reclamava porque era um amigo pessoal. > > Sinceramente n�o sinto falta da medicina antiga e sem tecnologia. > > E para a intera��o de almas e efeito positivo eu ainda prefiro > uma enfermeira boazuda e dedicada, esta sim, de prefer�ncia sem > qualquer tecnologia ;8)) > > CAT> Logo que surgiram os primeiros condom�nios fechados, nenhum de > CAT> n�s imaginaria que eles acabariam se transformando em verdadeiras > CAT> pris�es, com grades, seguran�as armados, circuito fechado de TV e > CAT> um clima de tens�o constante, totalmente incompat�vel com um > CAT> local que escolher�amos como moradia. > > O clima de tens�o n�o fica DENTRO dos condom�nios fechados e sim > FORA deles e n�o acredito que tenha muito a ver com a tecnologia > e sim com a capacidade do homem de se reproduzir e n�o cuidar de > suas crias... mas isso � apenas parte do problema e isso existe > desde que o mundo � mundo. > > Condom�nios fechados nem s�o t�o modernos assim, j� existiam na > idade m�dia, ou aqueles castelos cercados de fosso e com guardas > em volta s� existem nos filmes? > > O problema maior � a mis�ria e a viol�ncia que decorre dela e > acredito piamente que a tecnologia vai contribuir para resolver > isso. > > CAT> Diante desses exemplos podemos ver claramente a facilidade com > CAT> que esses novos modelos e h�bitos foram se insinuando em nossas > CAT> vidas, sem que f�ssemos motivados a parar um instante para > CAT> analis�-los, junto com suas poss�veis conseq��ncias. Observemos > CAT> que os casos citados nada mais s�o do que manifesta��es > CAT> tecnol�gicas, e que tiveram como conseq��ncia uma ou v�rias > CAT> mudan�as de padr�es na vida da Sociedade. > > Para mim os casos citados s�o exatamente o contr�rio do que se > poderia chamar de manifesta��es tecnol�gicas. > > A tecnologia n�o nos leva a condom�nios ou shoppings e sim para o > contr�rio disso, o homem moderno quer viver isolado, quer fazer > suas compras por computador e escolher suas companhias. > > Acredito que shoppings e condom�nios s�o ran�os que guardamos de > um passado distante e que hesitamos em tirar de nossas vidas. > > Shoppings nada mais s�o do que vers�es modernas dos velhos > mercados ao ar livre e que s�o t�o velhos quanto a humanidade e > condom�nios n�o passam de grandes aldeias onde uma tribo se re�ne > para poder enfrentar as outras ... uma solu��o velha para um > problema que existe desde o princ�pio da humanidade. > > Em um mundo realmente moderno prefiro pensar como o mundo criado > por Isaac Asimov, com robos fazendo o trabalho que n�o gostamos > de fazer e deixando para o homem apenas o que ele gosta. > > Quanto as pessoas, poderiam viver at� 400 anos com apoio > tecnologico e principalmente longe uns dos outros pois � > justamente essa promiscuidade toda que nos causam tantas doen�as > e que terminam por nos tirar a vida antes de podermos dizer que > entendemos um pouco mais dela. > > E n�o creio que esse mundo chegue em 30 anos, mas com certeza ele > depende de uma evolu��o muito maior do que a que vivemos. > > Tor�o por ela, embora duvide que tenha oportunidade de vive-la, > s� se acreditar em reencarna��o ... > > CAT> No entanto, uma componente terrivelmente forte e bem disfar�ada > CAT> nas entrelinhas � a tend�ncia quase universal de se considerar > CAT> ben�fica, a priori, qualquer novidade tecnol�gica. Sempre nos s�o > CAT> primeiramente mostrados os aspectos mais belos e positivos de uma > CAT> nova tecnologia. Para encorajar a ado��o de tecno-novidades, > CAT> apenas os melhores cen�rios poss�veis chegam ao conhecimento da > CAT> massa, levando a ela a falsa id�ia de que nossas vidas se > CAT> transformar�o num mar de rosas, gra�as � ado��o plena da nova > CAT> t�cnica, seja l� ela qual for. > > A priori a novidade tecnologica � ben�fica, o uso que fazemos > dela � que pode ser ruim. Creio que o maior exemplo disso � a > bomba atomica, uma fonte de energia fabulosa que o homem > conseguiu dominar e criar e para que foi utiliza-la? > > O problema n�o � a tecnologia em si, mas a burrice natural do > homem para entender as aplica��es corretas. > > No entanto, tamb�m existem algumas coisas n�o d�o certo nas > aplica��es idiotas para as quais foram concebidas e acabam > servindo para melhorar nossa vida. Como o forno de micro ondas, > por exemplo ... a micro ondas era usada apenas para aplica��es > militares principalmente em comunica��o, de repente veio para a > nossa cozinha... mas ainda tem gente que usa para preparar miojo, > a� realmente n�o tem jeito, � a burrice humana x intelig�ncia > artificial, numa luta ingl�ria para a IA. > > CAT> Se analisarmos friamente, por�m, o poder invasivo da tecnologia � > CAT> perigos�ssimo pois � invis�vel. O indiv�duo mediano tem uma vis�o > CAT> pessoal do mundo extremamente limitada, restrita pela sua > CAT> car�ncia de tempo livre e de recursos para investir na amplia��o > CAT> de seus horizontes. As informa��es que obt�m para se situar neste > CAT> oceano de dados flutuantes costumam provir de fontes viciadas e > CAT> tendenciosas, geralmente divulgando informa��es que est�o de > CAT> acordo com os interesses das fontes de poder. No caso dos > CAT> modernos gadgets eletr�nicos, esses que qualquer um de n�s adora > CAT> de paix�o, entra em jogo o velho fasc�nio do ser humano pelas > CAT> m�quinas. E, neste ritmo, l� vamos n�s, na falsa id�ia de que > CAT> toda e qualquer nova tecnologia ser� ben�fica a todos ou, pelo > CAT> menos, de que n�o nos far� mal. > > Certamente existem - em uma quantidade est�pida - essas pessoas > que citou, que n�o checam antes de usar uma tecnologia ... aposto > que muita gente (ou muitos gatos) morreram antes do primeiro > micro ondas funcionar direito, assim como uma absurda quantidade > de pessoas foram afetadas pelos efeitos da radia��o, antes que o > homem compreendesse que ela � pior que fogo se n�o estiver > absolutamente sob controle. > > E os primeiros rem�dios ent�o ... imaginem quantas pessoas > tiveram que morrer antes que se descobrisse que a vacina � apenas > uma dose n�o letal do pr�prio veneno e que nosso corpo tem a > mesma capacidade (limitada � claro) do her�i Wolverine. > > CAT> Entretanto, mesmo viciados em tecnologia, � important�ssimo que > CAT> tenhamos um olhar cr�tico sobre esses avan�os. � �bvio que a > CAT> tecnologia tem sempre algum lado positivo, mesmo que ele em geral > CAT> n�o se manifeste na primeira fase de sua ado��o e sim s� mais > CAT> tarde, quando criadores, desenvolvedores e usu�rios j� tiverem > CAT> batido muito a cabe�a no sentido de torn�-la realmente �til. > > Sim ... concordo plenamente, existe um pre�o a pagar pela > tecnologia, mas um dia ela acaba se tornando algo �til e > interessante. > > Como a Internet, que se iniciou (como a maioria das tecnologias) > com inten��es puramente b�licas e hoje se transformou nessa nova > onda que est� transformando a humanidade ... ou parte dela. > > CAT> H� quem acredite que, aplicando uma abordagem de cr�tica > CAT> hol�stica � an�lise da tecno-onda, o mais prudente seria > CAT> considerarmos qualquer novidade tecnol�gica como sendo negativa > CAT> at� prova em contr�rio. > > H� quem acredite em qualquer coisa ... algumas tecnologias s�o > evidentemente ben�ficas a primeira vista. > > A roda, a escrita e atualmente a internet ... s�o exemplos disso. > > CAT> Afinal, n�o faltam exemplos de pessoas e institui��es que foram > CAT> v�timas da tecnologia. > > Assim como tamb�m sobram exemplos de pessoas e institui��es que > foram v�timas da falta de tecnologia. > > Um exemplo ... as tribos de indios dizimadas por doen�as trazidas > pelos povos ditos civilizadores ... embora na pr�tica estes > possam ser encarados como express�o da tecnologia... muito, mas > muiiiiito mal aplicada. > > CAT> Eles entraram de gaiatos num "conto do vig�rio" pois, se tivessem > CAT> sido avisados ou esclarecidos a tempo, talvez n�o se metessem > CAT> nessa roubada. > > E o que existe de melhor para avisar e esclarecer sen�o os > resultados da pr�pria tecnologia? > > Note que ela � o mal e o rem�dio ao mesmo tempo ... assim como o > veneno da vacina depende da quantidade em que � aplicada e do > tempo que nos submetemos a ela. > > CAT> Quer exemplos? Temos de sobra: fumantes ... > > Putz ... que p�ssimo exemplo, cigarro ou seus congen�res n�o s�o > express�es da tecnologia e sim da curiosidade e estupidez nata do > homem. > > E se esclarecimento e avisos bastassem n�o teriamos mais > fumantes. > > CAT> ... gente que sofreu com radia��o, com doen�as urbanas, pessoas > CAT> que sofreram acidentes de tr�nsito, estresse, complica��es > CAT> sociais e de relacionamento, indiv�duos envenenados por > CAT> componentes qu�micos modernos ou pelos fluxos eletromagn�ticos > CAT> mais ou menos poderosos que nos circundam por onde quer que > CAT> andemos, e por a� a lista continua. > > Havia gente morrendo pela sujeira e apesar de n�o ter os dados > para afirmar eu acredito que morreu mais gente por falta de > tecnologia do que por a��o direta desta. > > Acidente de tr�nsito n�o � fruto da tecnologia mas consequ�ncia > da incapacidade do homem de lidar com parte dela, assim como > envenenamentos, doen�as por radia��o e etc, n�o � a tecnologia > que nos traz essas pragas. > > CAT> Algumas atitudes s�o recomend�veis ao se analisar uma nova > CAT> tecnologia. Em primeiro lugar, quando a descri��o dos imensos > CAT> benef�cios que os tais avan�os podem trazer for apresentada pelo > CAT> pr�prio criador da novidade, � bom ficar com o p� atr�s, pois ele > CAT> s� dir� maravilhas da nova coisa. > > Para cada profeta dos ben�ses haver� montes de profetas do > apocalipse dizendo o contr�rio. > > Particularmente prefiro experimentar, mas tive o bom senso de n�o > fumar, n�o me expor a radia��es que conhecesse e coisas do > g�nero. Tentei desafiar a lei da gravidade em uma certa �poca > mas vontade � coisa que d� e passa e a minha passou, a tempo para > eu experimentar outras tecnologias menos perigosas. > > CAT> Tecnologia nunca � neutra, nem gr�tis, e sempre ter� > CAT> conseq��ncias sociais, pol�ticas e ambientais. S� que os efeitos > CAT> negativos surgem devagar e a mem�ria da massa ignara �, > CAT> lamentavelmente, curta demais. Mesmo assim, n�o podemos nos > CAT> curvar � id�ia de que, uma vez instalada uma certa tecnologia no > CAT> seio da Humanidade dita "avan�ada", ela n�o mais poder� ser > CAT> abandonada. Pode sim! > > Os efeitos negativos lentos nem s�o os piores, mas os que > explodem na nossa cara s�o ... como a id�ia de que o homem sabia > lidar com o �tomo logo ap�s descobri-lo e hoje sabe que ainda n�o > aprendeu a lidar com isso. > > E tudo tem consequ�ncia social, politica e ambiental .... ou > quase tudo. > > CAT> Estamos rumando para uma era de mega-tecnologias. Veja-se o > CAT> computador e a internet, por exemplo. Quais s�o os efeitos deles > CAT> nos h�bitos de vida das pessoas? > > Os efeitos s�o os que a gente escolhe ... para alguns a Internet > n�o passa de um lugar para putaria, para outros uma op��o de > vida, para alguns a pr�pria vida ... ou morte, afinal tudo tem o > lado positivo e o negativo e quanto mais significativo na > sociedade for o efeito maior a quantidade de pessoas afetadas, de > um jeito ou de outro. > > Mas o certo � que apenas as tecnologias positivas costuma > resistir ao tempo. > > CAT> E o que dizer da polui��o eletromagn�tica dos ambientes? Isso sem > CAT> mencionarmos os in�meros problemas de sa�de decorrentes do uso > CAT> dessas ferramentas t�o fascinantes nos escrit�rios, nas f�bricas > CAT> e mesmo nos lares. E quanto ao emprego? A produtividade > CAT> corporativa aumentou ou diminuiu? Que dizer dos tantos > CAT> funcion�rios que usam tempo de expediente para tratar de seus > CAT> emails pessoais ou para navegar na web em sites que nada t�m a > CAT> ver com o servi�o? Se algu�m nunca fez isto, que atire a primeira > CAT> pedra. > > Voltamos a incapacidade nata do homem para ser honesto, �tico e > trabalhador, vai ser assim com ou sem tecnlogia. > > CAT> Fora isso, quanta gente foi, � e ainda ser� demitida em fun��o > CAT> das sucessivas automatiza��es e informatiza��es nos ambientes > CAT> corporativos e produtivos? > > Provavelmente a mesma quantidade de pessoas que � empregada > devido ao suporte que precisa surgir para estas tecnologias sejam > aplicadas. > > S� quando robos come�arem a fabricar robos que o homem vai > precisar aprender a viver de outra forma onde a quantidade de > seres humanos n�o seja mais importante que a qualidade destes > seres. > > T� ... j� houve um imbecil com este tipo de pensamento, de ra�a > pura, mas n�o penso em for�ar que isso aconte�a e sim prevejo que > aconteer�. > > CAT> As mudan�as conceituais que s�o impostas � sociedade diante dessa > CAT> digitaliza��o generalizada das informa��es e seus processos nem > CAT> sempre est�o de acordo com as reais necessidades desta mesma > CAT> sociedade. H� muitos interesses em jogo e n�s, pequeninos, > CAT> funcionamos apenas como marionetes neste teatro sem-gra�a. > > Sempre fomos marionetes de algum poder maior ... de alguma > lideran�a n�o escolhida e que j� estava l� quando nascemos. > > Porque acham que Gutembeg imprimiu primeiro uma b�blia? Por f� ou > porque sabia que a Igreja gostava de escolher os livros que as > pessoas deviam ler e n�o iam gostar se fosse outro livro ... > > O teatro das marionetes existe desde que o homem existe, apenas > em determinado tempo o homem descobriu onde estavam os cord�is e > continuam a puxa-los at� hoje. > > CAT> Em paralelo com o avan�o da era digital, acaba-se exercendo um > CAT> controle muito mais minucioso sobre a vida e os assuntos > CAT> particulares do cidad�o comum. Junte-se a isso o incontrol�vel > CAT> aumento da velocidade com que somos obrigados a engolir e digerir > CAT> informa��es no meio dessa torrente a que estamos submetidos. Os > CAT> exemplos n�o param. Se por um lado temos �s vezes uma > CAT> centraliza��o inflex�vel no processamento dos dados que comandam > CAT> nossas vidas, ao mesmo tempo temos por vezes armazenamento e > CAT> tratamento totalmente distribu�dos, com respeito �s informa��es > CAT> vitais � nossa sobreviv�ncia. > > E qual o problema desse controle? > > S� ser� perigoso se for utilizado para meios ilicitos, se for > usado para nosso benef�cio ser� �timo. > > Os cookies, por exemplo (aqueles do computador) se fossem apenas > mal�ficos n�o existiriam em tamanha quantidade, tudo � quest�o de > como o homem prefere usar. > > Se resolver usar para controlar o cidad�o ser� uma eca geral, mas > se os meus dados armazenados servirem para salvar minha vida num > caso de acidente, por exemplo, ent�o acho que n�o vou reclamar. > > E quando n�o existia tanto controle tecnol�gico o homem era > controlado de formas piores ... alguns foram marcados a ferro, > talvez por falta de tecnologia melhor. > > CAT> As m�quinas comandam hoje em dia at� o que n�o gostar�amos que > CAT> elas comandassem, como por exemplo as f�bricas de alimentos, os > CAT> sistemas de fornecimento de energia e �gua, e os sistemas de > CAT> guerra nuclear que ainda restam no planeta. > > Acredita mesmo nisso CAT? Que s�o m�quinas que comandam as > f�bricas de alimentos, sistemas de fornecimento de energia e �gua > e sistemas de guerra nuclear? > > Concordo que elas s�o utilizadas em larga escala nestes sistemas, > mas da� a comandarem vai uma grande dist�ncia. > > O valoroso Jorge Jetson estar� l� para apertar (ou n�o apertar) o > bot�o na hora certa. > > Ou n�o estar� ... mas neste caso n�o ser� culpa da tecnologia e > sim do Jorge ... esse dorminhoco imprest�vel. > > Sorry meu amigo, mas ao afirmar que as m�quinas est�o no controle > creio que cometeu uma gafe das grandes ... alias este medo das > m�quinas sempre foi um pavor terr�vel do homem... Mary Sheley (o > nome dela � algo parecido) demonstrou isso muito bem com seu > conto sobre o Dr Frankstein. > > Mas eu continuo acreditando que sem o homem as m�quinas n�o duram > tempo suficiente para rir de terem sido a ferramenta usada para > nosso fim ... mas note que a ferramenta precisa sempre de uma m�o > ou um c�rebro (humano ou nem tanto) para comanda-la. > > E ser� que chegaremos na m�quina auto-suficiente? Seria superar a > n�s mesmos, afinal nem o homem � auto-suficiente e ainda por cima > desgasta com uma facilidade incr�vel. > > CAT> � claro que, no caso das ogivas, sempre h� um ou mais humanos que > CAT> precisam apertar o bot�o final, mas o teatro tecnol�gico que os > CAT> cerca � que lhes dar�, no final das contas, as informa��es que os > CAT> levar�o a decidir se ir�o ou n�o botar tudo pelos ares, se chegar > CAT> a hora de lan�ar o m�ssil. > > No caso das ogivas o babaca que tem o dedo no bot�o j� se > conscientizou que se apertar morre tamb�m ... o problema � que os > babacas mudam e se vier um com tend�ncias suicidas s� espero que > escolha uma forma mais isolada de ir para o inferno. > > CAT> Um outro exemplo marcante � o da televis�o, que faz com que > CAT> multid�es inteiras vivam suas vidas quase dentro do mundo criado > CAT> por este meio de comunica��o de massa. Liberdade de express�o � > CAT> para os poderosos. O Z� Povinho fica mesmo sentado diante da tela > CAT> engolindo aquilo tudo, sem ter outra op��o. � a tecnologia da > CAT> passividade, com todos seus efeitos delet�rios e aparentemente > CAT> paradoxais, como por exemplo a hiperatividade neural, ou seja, a > CAT> acelera��o desmesurada do sistema nervoso focada em �reas pouco > CAT> nobres do c�rebro. A percep��o das "v�timas" passa a ser > CAT> totalmente confusa. A capta��o desordenada de fatos vindos da > CAT> telinha � baseada numa pseudo-realidade ca�tica, sem lastro em > CAT> bases s�lidas que possam sustentar uma consci�ncia humana > CAT> aceit�vel nas mentes dos pobres espectadores. Hoje, nos Estados > CAT> Unidos e mesmo aqui no Brasil, elege-se um Presidente da > CAT> Rep�blica pela TV. Quem souber se vender melhor, mesmo que esteja > CAT> mentindo descaradamente, acaba se elegendo. N�s j� vimos esse > CAT> filme, e ainda veremos muitas e muitas vezes mais. > > Concordo que a televis�o � um dos "avan�os" tecnologicos mais mal > aproveitados de todos os tempos. Criada inicialmente como meio de > divers�o passou a meio de doutrina��o. > > Mas o problema da televis�o � justamente ser um dos meios menos > interativos de tecnologia, por ser passiva e por causar esse > efeito de depend�ncia nas mentes mais fracas � que passou a ser > t�o nociva e os que a controlam sabem disso. > > Mas a pr�pria tecnologia est� se encarregando de resolver isso, > vejo a Internet como a derrocada do poder da televis�o, vai > demorar um pouquinho (talvez mais que 30 anos) mas n�o vai > permitir que os Vidiotas, como aquele personagem interpretado > pelo Peter Sellers em seu �ltimo papel no cinema, no filme que > chamaram aqui - n�o sei se por sutileza ou falta dela - de "Muito > al�m do Jardim", mas no original era como a m�sica que diz que a > televis�o me deixa burro, muito burro demais, ou seja Vidiota. > > Quando era garoto conheci uma menina fant�stica, era ela > nitidamente mais inteligente que a maioria das outras meninas e > depois descobri que a irm� dela tamb�m ... os pais tamb�m, ent�o > devia ser gen�tico, mas tinha uma coisa na casa dela que n�o > tinha nas outras... ou melhor N�O TINHA uma coisa na casa dela, a > tal TV na sala de estar e eu sempre achei aquilo fant�stico, uma > das poucas salas que frequentei em minha inf�ncia e onde se > conversava com as pessoas, se tocava viol�o ... se lia, l� n�o > tinha TV, se tinha na casa dela devia estar muito bem escondida. > > Por outro lado eu estava na frente da TV em junho de 1969 ... > vendo o homem pisar na lua e achei o m�ximo, embora tenha uma > tend�ncia forte a aceitar que aquilo realmente foi uma arma��o > que ainda n�o nos contaram mas v�o contar um dia. > > CAT> Poder�amos enumerar dezenas de outros exemplos em detalhe, tais > CAT> como experimentos feitos no sentido de levar tecnologias novas a > CAT> comunidades afastadas que sempre viveram sem elas. > > Uma estupidez n� ... a tecnologia s� � boa quando � buscada, se > precisam nos impor n�o pode ser boa. > > Os europeus trouxeram os cavalos para os EUA ... foi uma forma > boa de se trazer tecnologia a comunidade que vivia ali, se > tivessem feito s� isso e ido embora � prov�vel que o mundo fosse > bem diferente hoje. > > CAT> H� tamb�m os estudos sobre os efeitos das grandes corpora��es e > CAT> das empresas multinacionais sobre o cidad�o local comum. Teremos > CAT> no futuro distante, se vivermos at� l�, col�nias no Espa�o e em > CAT> outros planetas. > > Volto a lembrar do Asimov ... neste futuro n�o haver� col�nias, > mas humanos isolados, vivendo em seu pr�prio planetinha, > constru�do pelo homem. Ainda haver� colonias pois algumas pessoas > nasceram para viver em rebanho e n�o h� tecnologia capaz de mudar > isso. > > O homem do futuro vai se comunicar apenas virtualmente e estar a > par do que acontece sem precisar estar presente realmente. > > Se isso � legal eu n�o sei ... mas sou um s�rio candidado, > principalmente se puder levar junto uma Cherie 2010, que nunca > vai me achar feio, gordo, chato ou fedido. > > O legal � que as mulheres poder�o tamb�m ter sua vers�o do homem > perfeito e que nem vai precisar de viagra e poder� ser programado > para ser o que ela desejar que seja (sonho realizado para > algumas) e a humanidade continuar� a interagir virtualmente, > continuaremos a ter p�ssimos filmes e alguns �timos, m�sicas > ordin�rias e outras maravilhosas ... apenas poderemos escolher e > ningu�m vai interferir nisso. > > CAT> Testemunharemos surpreendentes avan�os na gen�tica ... > > Isso que espero que aconte�a nos pr�ximos 30 anos, n�o quero > plastica, mas algo que mantenha meu c�rebro em atividade sem > deteriorar e me permita continuar curtindo a sensa��od estar vivo > e descobrir coisas novas a cada dia por mais tempo que o normal. > > E que me permita tamb�m ter a intelig�ncia e escolha de cansar > disso um dia e desligar eu mesmo essa porra de vida. > > CAT> ... e na ci�ncia da computa��o. > > A ci�ncia da computa��o � algo incr�vel mesmo, evolui mais r�pido > a cada dia, quase em progress�o geom�tica, pobre Babagge*, passou > sua vida s� com a teoria e nem fazia id�ia de que estava > absolutamente certo em seus c�lculos. > > PS* - Charles Babbage � considerado o pai da ci�ncia da > computa��o, passou sua vida tentando fazer um computador e n�o > conseguiu, mas seus estudos foram a luz que outros usaram para > construir essa m... toda que vemos hoje. > > CAT> O ritmo de aparecimento dessas novidades nos proporcionar� > CAT> chances de darmos vaz�o ao melhor de n�s, mas ao mesmo tempo > CAT> tamb�m poder�o fazer aflorar o nosso lado mais negativo. > > Zim ... esse � o problema, se aquele babaca perto do bot�o > estiver em um dia particularmente ruim n�s estamos ferrados. > > CAT> Este � meu primeiro escrito quinzenal neste espa�o para o qual > CAT> tive a honra de ser convidado a contribuir. N�o pense voc� que > CAT> sempre escreverei l�guas de texto como estou fazendo agora. Este > CAT> � s� um toque sutil para manter nosso esp�rito cr�tico bem > CAT> ligad�o. Portanto vou fechando logo as id�ias deste texto, mas > CAT> n�o sem evocar um livro bem antigo. > > Apesar de ir lendo e discordando de cada ponto ... tanto que ao > final resolvi fazer a r�plica, eu adorei esse primeiro escrito, > foi reflexivo e fez pensar em um monte de coisas que o rold�o do > dia-a-dia n�o nos deixa prestar aten��o. > > Principalmente no perigo que � a gente se deixar envolver pela > tecnologia ao inv�s de apenas utiliza-la sem permitir que > doutrine nossa vida e olha que isso � MUITO dificil para > qualquer um, tanto o que vive cercado dela e a domina quanto o > que foge dela como o diabo foge da cruz ... o ponto � que no dia > em que acontecer uma M bem grande todos ser�o afetados ent�o � > melhor estar a par do que est� acontecendo do que fingir que n�o > sabe ou pior ... n�o saber mesmo. > > CAT> Dizia-se que o Apocalipse chegaria atrav�s da guerra, da peste e > CAT> da fome. Outros profetizaram que uma cat�strofe repentina > CAT> varreria a Humanidade da face da Terra. Mas ser� que a esperada > CAT> "limpeza" do g�nero humano se dar� de forma t�o abrupta assim? > > Bah! O apocalipse chega todo dia para cada um de n�s e para > alguns de forma bem abrupta e nem sempre por culpa da tecnologia > mas sim pela falta dela (lembra do Tsnami?). > > Os profetas do apocalipse estariam melhor se tivessem internet em > casa, ai iriam pregar nas salas de chat e deixariam as esquinas e > livrarias sem suas nefastas presen�as. > > CAT> Analisemos por um instante as drogas alucin�genas, s� para > CAT> ilustrar um ponto. Elas poderiam servir para abrir canais de > CAT> consci�ncia, dando acesso aos setores mais internos e ocultos de > CAT> nossa mente. Mas o uso das drogas foi desviado para o v�cio, > CAT> visando ao lucro astron�mico dos gigantes do tr�fico, o que > CAT> resultou no uso indiscriminado de estupefacientes, com todos os > CAT> desdobramentos cru�is que t�o bem conhecemos. O poder econ�mico > CAT> por tr�s destes grandes movimentos mundiais, seja no > CAT> narcotr�fico, seja no com�rcio de armas, seja no �mbito das > CAT> grandes corpora��es tecnol�gicas, � algo que escapa completamente > CAT> ao poder de estimativa do ser humano comum, centrado que est� em > CAT> atender �s suas pequenas necessidades pessoais imediatas do > CAT> dia-a-dia. > > Sempre o homem ... com sua capacidade terr�vel de sempre saber > fazer algo fica pior do que j� era. > > Mas drogas n�o s�o exatamente filhas da tecnologia, elas sempre > existiram em formas naturais, apenas o homem vai catalogando e > percebendo seus efeitos e acaba usando para o com�rcio e aquele > do pior tipo, do tipo que mata a galinha dos ovos de ouro. > > CAT> No entanto, h� quem acredite que os armamentos, os cart�is, as > CAT> drogas, a intensifica��o do consumismo, a �nsia pelo "possuir" e > CAT> a escalada incessante da ado��o das novas e revolucion�rias > CAT> tecnologias que pipocam a cada dia nos laborat�rios -- tudo isso > CAT> seria uma forma de efetuar a tal "limpeza" apocal�ptica, numa > CAT> cad�ncia menos traum�tica e mais amena do que a profetizada, pois > CAT> as causas e efeitos estariam sendo piedosamente dilu�dos ao longo > CAT> do tempo. > > Em escala menor podemos analisar a quest�o da bebida ... quando > foi proibida nos EUA deu no que sabemos, ent�o a permitiram. > Bebida � droga e a alguns faz um mal t�o grande quanto a pior das > drogas sintetizadas aplicada direto no c�rebro. > > Acredito que � outra quest�o onde a tecnologia pode ser ben�fica, > na medida em que o homem (ou melhor, a sociedade) aceite que se > drogar � um direito do ser humano que acha que isso � o melhor > para si ... mas a sociedade precisa justificar alguns de seus > piores cart�is, os das drogas (os que combatem e os que > comercializam) o dos religiosos, que acham que sabem o segredo do > universo e o dos folgados, gente que nasce em ber�o de ouro e � > educada para mandar nos tais que gostam de viver em rebanho, mas > pra toda Antonieta haver� a tecnologia de uma boa e afiada > guilhotina. > > CAT> Se algu�m dissesse para nossos av�s, na juventude deles, que no > CAT> futuro as crian�as brincariam em parques cercados de grades, que > CAT> elas comeriam e beberiam preparados qu�micos, que ficariam horas > CAT> por dia sentadas tendo seus c�rebros programados e lavados diante > CAT> de uma tela luminosa hipn�tica, ou que passariam tardes inteiras > CAT> manipulando um teclado ligado a uma caixa met�lica para brincar > CAT> de joguinhos em que atirariam e virtualmente matariam centenas de > CAT> oponentes e monstros de toda esp�cie, certamente nossos av�s n�o > CAT> acreditariam em nada disso. E nos chamariam de loucos. > > Pior que disseram coisa pior para nossos av�s e bisav�s e eles > acreditaram ... mas essa a� foi apenas uma forma de mostrar a > quest�o ... vejamos: > > Crian�as n�o brincavam em parques no tempo de nossos av�s, iam > raramente para a rua e viviam presos em seus quintais, que na > pr�tica eram parques cercados de grades... alias no tempo deles > isso j� acontecia na mais tenra inf�ncia, afinal existiam os > chiqueirinhos, que a tecnologia das babas eletronicas de video > enfim aboliram. > > No tempo de nossos av�s j� se comiam preparados quimicos, eles > existem e est�o presentes nas comidas desde que inventaram a > ind�stria e muito antes j� existiam em menor escala... > > E ainda temos uma vantagem sobre nossos av�s, pois muitos deles > comiam comida estragada sem nem saber, neste caso prefiro uma com > preparados quimicos. > > S� lamento que com toda essa tecnologia a comida dos astronautas > n�o tenha dado certo ... seria bem melhor comer uma p�lula do que > ter que comer uma porcaria de um mac donalds na pressa e quando > fosse poss�vel fazer um belo churrasco, de prefer�ncia com carne > quase crua ... pena que naquele mundo do Asimov n�o vai dar mais > pra fazer isso a n�o ser virtualmente. > > A lavagem diante de uma tela hipnotica � uma realidade, mas > acredito que os av�s dos idiotas que aceitam essa hipnose iam at� > achar interessante a id�ia ... alias a televis�o fascina qualquer > povo, assim como a fotografia ... afinal � uma replica��o do > homem, para uma inteligencia mais primitiva a duplica��o da vida > ... tecnologia maior. > > Quanto aos joguinhos ... bom, eu adoro joguinhos mas acho que > nenhuma crian�a deve ser privada de soltar uma pipa, rodar um > pi�o ou brincar de pique-esconde e queimada ... assim como os > esportes e tudo mais, mas essas coisas podem - e devem - > coexistir com a caixa met�lica. > > CAT> Se quiser ler mais sobre estes assuntos, h� poucos t�tulos em > CAT> portugu�s, como este aqui... > > Opa ... paro por aqui, n�o vou t�o fundo assim nesta viagem e > ademais sou adepto da tecnologia e entusiasta ferrenho dela e > provavelmente os links v�o me levar a lugares que tentam > confirmar tudo que ousei contestar do amigo ... se quiserem fazer > minha cabe�a ter�o que me procurar e n�o o contr�rio ;8)) > > Valeu pela agrad�vel oportunidade de fazer exercitar minha veia > contestadora e minha adora��o por tecnologia, embora eu ainda > adore sair daqui da minha toca para ver um por do sol > deslumbrante e - ainda - n�o troco isso pela imagem mais > tridimensional que puderem me arranjar pra ver em qualquer lugar > do mundo pois por do sol e outras coisas a gente n�o apenas olha, > mas sente e a tecnologia ainda n�o foi t�o longe na realidade > virtual ... mas quem sabe chega l�, Matrix que o diga. > > * Desligue sua TV, por L. Wolfe (em portugu�s e online): > http://www.iis.com.br/~cat/desligue.htm > > Ainda vou comentar esse, embora n�o pretenda ir conferir, j� > desliguei a minha faz tempo e concordo que a televis�o � um dos > maiores exemplos de m� aplica��o da tecnologia ... mas ainda > mantenho uma por perto, afinal se n�o fosse a TV eu n�o veria os 7 > gols do Jairzinho na copa de 70 ao vivo e a cores ... > > CAT> Grande abra�o e at� a pr�xima. > > Boa sorte em mais este meio de comunica��o que descobriu a verve > curiosa do amigo ... > > Grande abra�o, > > Divino Leit�o > www.infobiro.com.br > > Pra rir e pensar (n�o necessariamente nesta ordem) > "Um dia li que fumar era mau e deixei de fumar. Um dia li que beber era > mau e deixei de beber. Um dia li que sexo era mau ... deixei de ler!!!" > (Sykor) > > > > > > > Links do Yahoo! Grupos > > > > > > > > Links do Yahoo! 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