Transcosult é aquela empresa que quis roubar o Brizola em 92 né? Guilherme R Basilio wrote: > > http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=389 > > A bomba deu chabu > > [Veja] tentará derrubar Lula nas urnas até as 16h49 do 29 de > outubro. Se não conseguir, continuará tentando. É a repetição de > Carlos Lacerda com Getúlio Vargas, em 1950: Getúlio não pode > ser candidato. Se for candidato, não pode ganhar. Se ganhar, não > pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar. Se governar, > tem de ser deposto. > > A revista Veja, convertida em panfleto da candidatura Geraldo Alckmin, > estampa sua frustração na edição que chegou às bancas neste fim de > semana. A internet fervia de boatos sobre as bombas com que ela > detonaria a candidatura Lula. Deu chabu. A matéria de capa, sobre o > filho de Lula, só contém denúncias requentadas, nenhuma delas de uma > ilegalidade. Pior: Veja teve de publicar que, a poucos dias da > eleição, Lula cresce e consegue atrair o voto até de quem escolheu > Alckmin no primeiro turno. > > A edição passa um pito em... Alckmin. A edição (nº1979, data de acapa > 25/10) exige que o leitor faça uma triangulação de matérias não > relacionadas para decifrar o seu sentido: a reportagem de capa, O > Ronaldinho de Lula, e outras duas, O fracasso da operação abafa e > Alckmin perde o voto de quem o levou ao segundo turno. Articuladas, > elas explicam a frustração da porta-voz do neoliberalismo. > > Promessas que não se cumprem > > Os dons fenomenais de Fábio Luís, o Lulinha, só apareceram depois > que o pai chegou ao Planalto, insinua Veja. Nas páginas internas, > promete revelar que Fábio Luís atuou como lobista junto ao governo > do pai. > > As revelações porém são precárias. Uma é a associação da Gamecorp, > empresa do filho de Lulka, com a Telemar, já revelada em dezenas > de edições anteriores. Afora ela, a leitura da matéria de Alexandre > Oltramari ostenta duas ações de lobby: > > 1) Encontros com Daniel Goldberg, titular da Secretaria de Direito > Econômico do Ministério da Justiça (SDE). Em um desses encontros, > ocorrido no início de 2005, Lulinha e Kalil, já então sócios da > Telemar, sobre uma hipotética compra da Brasil Telecom pela Telemar, > fusão que a lei proíbe, como teria esclarecido Goldberg; > > 2) Uma exibição do documentário Pelé Eterno para Lula no Palácio do > Alvorada, em 2004, a pedido da produtoira do filme, Arlette Siaretta. > > As circunstâncias sugerem... > > Realmente, se Fábio Luís é lobista, não é nenhum Ronaldinho, a julgar > por Veja, já que não produziu um só centavo para os interesses que > supostamente representou. Toda a matéria é um exercício para driblar > essa inconsistência básica, com frases do tipo as circunstâncias > sugerem que o objetivo mais óbvio [da associação Telemar-Gamecorp] > seria comprar o acesso que o filho do presidente tem a altas figuras > da República. > > A outra revelação de Veja é que o filho do presidente > associou-se ao lobista Alexandre Paes dos Santos, um personagem > explosivo, que responde a três inquéritos da Polícia Federal, por > suspeitas de corrupção, contrabando e tráfico de influência. A > associação é outro chabu. Resume-se ao empréstimo de uma sala do > escritório de Paes dos Santos para Fábio Luís e seu sócio na Gamecorp, > Kalil Bittar, outra vez sem ninguém levar vantagem sobre ninguém. > > Não menos desapontadora é a -- segundo a revista -- vasta ficha > criminal de Paes dos Santos. Limita-se aos três inquéritos citados > acima, que ainda nem foram a julgamento, e versam sobre estripulias > nas sombras de Brasília cometidas no governo Fernando Henrique > Cardoso. A ficha criminal da própria Veja por certo é muitas vezes > mais vasta. > > Desabafo contra o eleitor brasileiro > > Já a matéria Salto na reta final - Alckmin perde o voto de quem o > levou ao segundo turno, de Otávio Cabral, retrata o quadro mostrado > pelas pesquisas do Datafolha, Vox Populi e Ibope nesta semana. E passa > uma descompostura no candidato da direita, Geraldo Alckmin. > > É um retrato sem retoques. Afinal, desde o Iago de Shakespeare, os > bons mentirosos sabem que é importante não mentir sempre... > > A eleição do próximo domingo, ao contrário do que se imaginava, já > tem um favorito absoluto. O presidente Lula aparece em todos os > levantamentos muito à frente de seu adversário, com uma vantagem que > oscila em torno dos 20 pontos porcentuais. Em votos, isso significa > que Lula conseguiu reunir um contingente de 24 milhões de eleitores a > mais que Alckmin. Em menos de duas semanas de campanha, entre os dias > 6 e 17 de outubro, Lula ganhou 9 milhões de votos, o que significa uma > captura de quase 1 milhão de votos por dia, reconhece a revista. > > Pior ainda: Lula está crescendo nas camadas médias, tudo que Veja > lutou para não ocorrer, recorrendo inclusive ao preconceito de classe > e de raça. Hoje, de acordo com os levantamentos, Lula só perde para > Geraldo Alckmin na Região Sul e entre os eleitores com renda maior que > dez salários mínimos. Ainda assim, Lula, comparando-se os resultados > do primeiro turno, vem crescendo nesses nichos tucanos, lamenta a > revista. > > Por que a recuperação? Para Veja, devido à aparente anestesia dos > eleitores diante da questão ética. O eleitor, sentencia o artigo, > aparentemente está sublimando a ética em nome de questões mais > ligadas ao seu dia-a-dia, como emprego e estabilidade econômica. E a > revista convoca seus especialistas para corroborar a tese. O eleitor > médio não se importa tanto com corrupção. Prefere decidir com o > bolso, fulmina o cientista político Murillo de Aragão, da > consultoria Arko Advice, que por certo, não sendo um eleitor médio, > não se confunde com o zé-povinho pró-Lula. > > Sobrou até para Alckmin > > Mas a matéria tem outro alvo além do eleitor: ...Geraldo Alckmin > (!?!). O órgão dos Civita sente-se traído por seu candidato. Diz que > ele não soube responder à tática terrorista [o termo é empregado > três vezes no texto] da campanha petista que espalhou algumas > invencionices sobre uma eventual vitória tucana, sobretudo em relação > à privatização. Até ridiculariza o tucano: acusa-o de se fantasiar > de estatais (alusão à cena, de fato não muito séria, em que Alckmin > posou para a imprensa com boné do Banco do Brasil e blusão estampado > com as logomarcas do BB, Petrobras e Correio). > > A revista ainda reclama que Alckmin parecia acuado no debate do > SBT. E que também pecou pela falta de convicção demonstrada ao não > defender as privatizações no governo de Fernando Henrique Cardoso. > > Transparece no artigo um sentimento que está presente também em outras > redações da mídia grande: Veja & Cia, do alto do notável papel que > acreditam ter tido na desconstrução do governo Lula, culpam a ala > política do bloco conservador-midiático, e o candidato em particular, > pelo fracasso, até agora, em convencer o eleitorado. > > Jornalismo à Carlos Lacerda > > Mas Veja não entrega os pontos. Na terceira matéria da tríade, sobre o > Caso Dossiê, Marcio Aith defende a tese de que Tentar desvincular a > compra do dossiê das ações do comitê de reeleição de Lula é o ponto > fulcral da estratégia jurídica do governo. Explica: As razões são > óbvias. Pela lei eleitoral, se reeleito, Lula pode perder o mandato > caso um fato dessa gravidade seja vinculado a sua campanha. E > ameaça: Vai ser uma maratona jurídica e política afastar o > dossiêgate de Lula. > > Eis a plataforma do órgão dos Civita. Tentará derrubar Lula nas urnas > até as 16h49 do 29 de outubro. Se não conseguir, continuará tentando. > É a repetição de Carlos Lacerda com Getúlio Vargas, em 1950: Getúlio > não pode ser candidato. Se for candidato, não pode ganhar. Se ganhar, > não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar. Se governar, > tem de ser deposto. > > > > --------------------------------------------------------------- > No virus found in this incoming message. > Checked by AVG Free Edition. > Version: 7.1.408 / Virus Database: 268.13.9/490 - Release Date: > 20/10/2006
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