Respondendo a Joel: > Que tal ir à agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas > de crianças pobres e ser o papai ou mamãe Noel delas? > Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó ou material > escolar. > É só pegar a carta e entregar o presente em uma agência do correio até dia > 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega. > DIVULGUEM PARA CONHECIDOS, AMIGOS, PARENTES, VIZINHOS...
O bom é que isso não é HOAX, recebi o endereço do site dos correios que tem a relação das agências integradas a isso e telefones. http://www.correios.com.br/institucional/conheca_correios/acoes_cidadania/papai_noel.cfm E faz uma diferença que só quem já sentiu na pele pode saber, vale inclusive um causo particular... Minha mãe teve 7 filhos, na verdade foram 8 mas não estou contando a temporona que veio depois e teve outro tipo de criação. Foi deixada com os 7 (na verdade ela que deixou meu pai) ele era um bom homem, tenho dele uma lembrança satisfatória, mas era alcóolatra e em consequência disso aquela família foi desfragmentada... totalmente, me lembro que por volta dos meus 7 anos vivia na casa de minha avó, longe dos irmãos e da mãe. Deixei de acreditar em Papai Noel muito cedo, mas acreditava no meu pai, que estava longe mas queria estar presente e neste Natal escrevi algo para ele, não faço a mínima idéia do que escrevi, mas era carta de criança, devo ter falado que gostaria de estar próximo dos irmãos, que queria algum presente, essas coisas. Não posso reclamar da vida daquela época, minha avó era pobre mas nunca me faltou comida, estudava, brincava, não vivia num lugar ruim, mas certamente me faltava algo e aquela carta devia expressar isso (vejam só, eu já escrevia nesta época). Só que escrevi um endereço errado, ou meu pai tinha mudado, não sei, mas sei que a carta chegou a outra pessoa, um homem que nunca conheci e que não fazia a mínima idéia de quem eu era, o fato é que ele enviou um pacote contendo algumas coisas que nunca esqueci, não me lembro de Natais em que ganhei coisas fantásticas mas lembro que deste estranho eu ganhei um jogo de boliche, destes de plástico, que se acha hoje por R$ 1,99, mas nunca me preocupei com o preço, aquele foi um prestente que adorei e brinquei muito com aquele boliche, jogava na rua, com os amigos. Veio também um par de sapatos, para a escola e veio algum dinheiro que não sei quanto era, mas deve ter sido muito pois minha avó fez uma bela ceia e meu maior presente veio depois... minha mãe veio me buscar e me levou para Curitiba, onde trabalhava como doméstica, o dinheiro do cara pagou tudo e ainda a passagem dela para vir e me levar. Não creio que esta pessoa tenha idéia de como tornou aquele meu Natal Feliz, mas o fato é que o fez, sem grandes preocupações, apenas se importou com a carta de um garoto que chegou nele errado, foi meu papai Noel naquele ano. Quando cresci e tive condições já repeti, tantas vezes quanto pude esta boa ação, na maioria dos casos tive um prazer que meu benfeitor não teve, vi a alegria das crianças que tive a feliz oportunidade de ajudar. Ao saber desta ação dos correios me lembrei imediatamente disso e do valor que pode ter para uma criança uma ação que para a maioria de nós seria banal, ir no correio, ler uma carta e se transformar, por um momento no Papai Noel. Quem me mandou inicialmente essa mensagem mandou com algo muito bonito, que reproduzo sem créditos por não saber quem escreveu, mas é lindo... A vida da gente passa por 3 fases: - a primeira quando acreditamos no Papai Noel, - a segunda quando não acreditamos e - a terceira quando somos... A bola é de vocês... Feliz Natal. Divino Leitão Gosta de FC? Então não perca essa, leia e participe: http://colonia.wordpress.com Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem) "Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso, os bons comem e bebem para viver."(Sócrates)
