--- Em [email protected], "Alam Braga" <[EMAIL PROTECTED]> escreveu
>
> que pacote é esse??  não tenho acompanhado notícias do governo.


Governo confirma isenção tributária para PCs até 4 mil reais

Por Camila Fusco, repórter do Computerworld*
Publicada em 22 de janeiro de 2007 às 11h56

São Paulo - Ministro da Fazenda, Guido Mantega, enfatiza que o 
objetivo do governo é ampliar a produção desses equipamentos no País.

O ministro do Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta segunda-feira 
(22/01) a isenção de PIS e Cofins (9,25%) para computadores &#8211; 
desktops e notebooks &#8211; avaliados em até 4 mil reais à venda no 
mercado brasileiro.

Durante o anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o 
ministro enfatizou que o objetivo do governo é ampliar a produção e 
as vendas desses equipamentos no País. Até então, apenas os 
equipamentos com preço até 2,5 mil reais estavam isentos desses 
impostos. Fontes ouvidas pelo IDG Now! já apontavam para esta 
possibilidade.

Segundo a íntegra do PAC, a medida é complementar ao programa de 
inclusão digital criado pela lei 11.196/2005. O impacto fiscal 
estimado para tal iniciativa, que deverá ser formalizada por meio de 
decreto presidencial, será de 200 milhões de reais.

Mantega também apontou que estarão isentas do pagamento de IPI, PIS, 
Cofins e IR pessoa jurídica as empresas que investirem no setor de 
semicondutores. O programa incentiva a pesquisa e a produção de bens 
de microeletrônica. As empresas que aderirem ao programa serão 
beneficiadas com a isenção de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a 
redução a zero das alíquotas do IPI, PIS, Cofins e Cide incidente 
sobre as vendas de semicondutores e displays, bem como sobre a 
aquisição de bens de capital e as transferências para aquisição de 
tecnologia e software.

Segundo o documento, a iniciativa não traz impacto fiscal relevante 
por se tratar de um setor em implantação. A ação deve ser 
oficializada por meio de Medida Provisória.

O governo também apresentou incentivos à pesquisa, desenvolvimento e 
produção de equipamentos aplicados à TV digital. As empresas que 
aderirem ao programa terão reduzidas a zero as alíquotas de IPI, PIS, 
Cofins e Cide - Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico 
(Cide) &#8211; incidentes sobre aquisição de bens de capital e as 
transferências para aquisição de tecnologia e softwares. 

A renúncia fiscal não foi estimada em virtude de o setor ainda não 
apresentar consolidação total no País. Os set top boxes &#8211; conversores 
para sinal digital -, porém, não estarão incluídos no pacote. Isso 
porque deverão contar exclusivamente com incentivos da Zona Franca de 
Manaus. 

Faz parte também do PAC, a implantação do Sistema Público de 
Escrituração Digital (SPED) e Nota Fiscal Eletrônica. O governo 
espera completar no prazo de dois anos, a implantação do cadastro 
sincronizado e do Sistema Público de Escrituração Digital
(SPED).

A expectativa é que o sistema apresente atuação integrada dos fiscos 
federal, estaduais e municipais mediante a padronização e 
racionalização das informações e o acesso compartilhado à 
escrituração digital de contribuintes e a substituição da emissão de 
livros e documentos contábeis e fiscais em papel por documentos 
eletrônicos com certificação digital.

O pontapé inicial para o projeto foi dado no ano passado, com a 
resolução 3.430/2006, quando o Conselho Monetário Nacional 
regulamentou uma linha de crédito avaliada em 300 milhões de reais no 
BNDES para implantação do programa em sete Estado. O governo informou 
ainda que será publicado em breve o decreto que regulamenta 
efetivamente o SPED.

Implementação em blocos

O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta segunda-
feira (22/01) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos 
ministros Guido Mantega e Dilma Roussef, da Casa Civil, será dividido 
em cinco blocos.

Conforme informou o presidente durante o discurso na abertura da 
cerimônia, os blocos são divididos em medidas de investimento em 
infra-estrutura, de estímulo ao crédito e financiamento, investimento 
institucional, desoneração tributária e medidas fiscais de longo 
prazo. 

&#8220;O desafio é acelerar o crescimento da economia com as conquistas 
obtidas nos últimos anos, romper barreiras e superar limites&#8221;, 
destacou o presidente. &#8220;O objetivo maior é colocar o País em um ritmo 
mais compatível, com equilíbrio fiscal, além de crescer sem inflação, 
estimular a indústria e o câmbio&#8221;, complementou.

Os recursos estimados para o PAC estão em 503,8 bilhões de reais, 
fruto do orçamento da União deste ano e também dos próximos três anos 
sob gestão do presidente Lula. Desse total, 436 bilhões de reais são 
procedentes das estatais e 67,8 bilhões de reais, do Orçamento Geral 
da União. Em 2007, os recursos procedentes do orçamento atingirão 
24,4 bilhões de reais.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/mercado/2007/01/22/idgnoticia.2007-01-
22.9773527620/IDGNoticia_view



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